17/01/2020
De tempos a tempos alguém pensa, mais psicólogos, mais terapeutas, (psicoterapeutas?), menos comprimidos!
Independentemente dos ciclos políticos e de quem está no poder no momento, o gasto com psicofármacos aumenta, os resultados não têm avaliação objectiva, os recursos humanos, inclusive de prescritores (psiquiatras) e outros terapeutas relacionados e. g. enfermeiros de saúde mental, terapeutas ocupacionais, psicólogos, etc, (outros são também necessários), diminui quantitativamente e proporcionalmente, ao aumento da população geral e população identificada como necessitada de cuidados de saúde mental.
Os gastos com psicofármacos aumenta, com mais variedade "melhores" fármacos, extinção da produção de fármacos baratos e de eficácia comprovada.
E o tempo passa...
É romântico pensar em uma saúde mental sem comprimidos, com psicólogos, e tudo o que de uma forma simples, diz aos indivíduos. Podem ser felizes!
Mas, há sempre um mas!...
A saúde mental é um complexo aspecto da complexidade da vida em geral, precisa de investigação e intervenções multidisciplinares; comprimidos e injeções, só os necessários e os melhores (não é sinónimo dos mais caros, mas se forem caros e necessários... ).
O investinento em saúde mental pode implicar uma melhoria da qualidade de vida, de todos os cidadãos, um aumento do bem estar social e até uma redução em outros custos de saúde, pessoas felizes adoecem menos, tomam melhores decisões sobre a sua saúde e repare-se que investirmos na saúde mental, não é apenas tratar a doença mental, é considerar a saúde mental, uma disciplina, integrada numa equipa de saúde multidisciplinar acessível a todos os cidadãos.
Sem mais comentários!
O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Henrique Barros, defende que é urgente combater o estigma e a discriminação que as pessoas com doença mental ainda sofrem e ...