Minimamenteinvasiva

Minimamenteinvasiva Cirurgia ginecológica minimamente invasiva
Tratamento de endometriose, miomas, prolapso. Histeroscopia
Local: hospital da Luz

29/06/2026

No vídeo partilho uma reflexão sobre um caso recente que mostra como a endometriose vai muito além daquilo que muitas vezes aparece nos exames.

Porque, por trás de cada cirurgia, existe sempre uma história de vida que merece ser escutada com atenção.

Uma das coisas mais difíceis de explicar na dor pélvica crónica é que o corpo aprende.Aprende a antecipar sofrimento, a ...
25/06/2026

Uma das coisas mais difíceis de explicar na dor pélvica crónica é que o corpo aprende.

Aprende a antecipar sofrimento, a proteger-se e a manter músculos em tensão constante durante demasiado tempo.

E, lentamente, essa tensão deixa de acontecer apenas durante as crises.

O organismo começa a viver permanentemente em estado de defesa.

Há mulheres que descrevem exactamente isto: “Parece que nunca consigo relaxar completamente a pélvis.”

E muitas vezes não é apenas sensação.

Quando existe dor recorrente durante anos, a musculatura pélvica pode permanecer contraída mesmo fora das fases mais activas da doença.

O problema é que músculos tensos também geram sintomas, peso pélvico, desconforto constante, dor lombar, dor nas relações e sensação de pressão interna.

Por isso, algumas mulheres continuam com sofrimento mesmo quando os exames mostram melhoria.

Porque tratar dor crónica não signif**a apenas controlar a inflamação. Signif**a também ensinar lentamente o corpo a sair desse estado permanente de defesa.

E é precisamente aí que abordagens como fisioterapia pélvica podem mudar profundamente a qualidade de vida.

Tive o privilégio de participar no EndoPoland, ao lado de referências internacionais como o Prof. Wattiez e a Prof.ª Ewa...
22/06/2026

Tive o privilégio de participar no EndoPoland, ao lado de referências internacionais como o Prof. Wattiez e a Prof.ª Ewa, num encontro marcado pela partilha de conhecimento, discussão científ**a e evolução contínua da cirurgia da endometriose.

Ao longo destes dias, tive a oportunidade de abordar diferentes temas que fazem parte daquilo que considero fundamental na cirurgia pélvica moderna.

Falei sobre cinco conceitos anatómicos essenciais relacionados com os nervos pélvicos, a importância da neuropelveologia e do conhecimento detalhado das estruturas nervosas que procuramos proteger durante a cirurgia.

Partilhei também a nossa experiência na abordagem da endometriose da bexiga, discutindo diferentes cenários cirúrgicos e a importância de adaptar cada decisão à doença, mas sobretudo às queixas e objectivos de cada mulher. Uma sessão que tive o prazer de apresentar em conjunto com a Dra. Filipa Osório.

Por fim, discutimos um tema cada vez mais relevante: a recorrência da endometriose profunda após cirurgia radical em mulheres na menopausa. Um tema que reforça a importância de individualizar a terapêutica hormonal, ajustando-a à história clínica, à doença e aos objectivos de cada doente para garantir mais segurança e melhor qualidade de vida.

Foram dias intensos, inspiradores e extremamente enriquecedores, onde tive a oportunidade de trocar experiências e discutir novas perspectivas com colegas de várias partes do mundo.

É através desta partilha contínua de conhecimento que continuamos a evoluir e a oferecer melhores cuidados às mulheres que nos procuram.

Uma das coisas mais desgastantes na endometriose é que a mulher passa muito tempo sem conseguir prever o próprio corpo.H...
19/06/2026

Uma das coisas mais desgastantes na endometriose é que a mulher passa muito tempo sem conseguir prever o próprio corpo.

Há dias relativamente normais e há dias em que até tarefas simples parecem demasiado pesadas.

Às vezes a dor muda de lugar, outras vezes aparece fadiga sem explicação clara.

Ou sintomas intestinais ou uma sensação constante de inflamação que é difícil colocar em palavras.

E, lentamente, muitas mulheres começam a duvidar delas próprias.

Perguntam-se se estão a exagerar, se a dor “faz sentido” ou se é normal sentirem tantas coisas diferentes ao mesmo tempo.

Mas a verdade é que a endometriose raramente funciona de forma linear.

Envolve hormonas, inflamação, nervos, intestino, musculatura pélvica, sono, fadiga e a forma como o cérebro processa dor ao longo do tempo.

Por isso, muitas vezes o corpo parece contraditório.

E perceber essa complexidade não serve apenas para explicar sintomas. Serve para aliviar uma culpa muito frequente, a sensação de que a mulher “não consegue controlar” o próprio corpo.

Uma das frases mais difíceis que ouço em consulta é:“Se alguém tivesse percebido isto mais cedo…”E compreendo completame...
18/06/2026

Uma das frases mais difíceis que ouço em consulta é:
“Se alguém tivesse percebido isto mais cedo…”

E compreendo completamente essa dor.

Muitas mulheres vivem anos a adaptar a vida inteira aos sintomas, sem imaginar que existe uma doença por trás daquilo que sentem diariamente.

O corpo vai-se habituando ao sofrimento e a mulher também.

Até que chega um momento em que já não sabe exactamente o que é sentir-se verdadeiramente bem.

Mas há algo importante que tento sempre explicar, diagnóstico tardio não signif**a ausência de possibilidade de melhoria.

Mesmo quando a doença existe há muito tempo, ainda conseguimos reduzir impacto, reorganizar sintomas e devolver qualidade de vida ao organismo.

Porque o objectivo do tratamento não é apenas controlar doença. É ajudar a mulher a voltar a sentir segurança dentro do próprio corpo.

Quando falamos de infertilidade, muitas vezes a conversa f**a centrada em exames, tratamentos e probabilidades.Mas exist...
17/06/2026

Quando falamos de infertilidade, muitas vezes a conversa f**a centrada em exames, tratamentos e probabilidades.

Mas existe uma dimensão que raramente aparece nos relatórios médicos: o impacto emocional da espera.

Ao longo dos anos, acompanhei muitas mulheres e casais que me ensinaram que a infertilidade não é apenas uma questão reprodutiva.

É também uma experiência emocional profundamente exigente, marcada por incerteza, expectativas e decisões difíceis.

Por isso, neste mês de sensibilização para a infertilidade, gostaria de deixar uma mensagem importante: ninguém deveria atravessar este processo sentindo que está sozinho.

Informação, acompanhamento adequado e uma abordagem individualizada fazem diferença. Mas empatia e escuta também fazem parte do cuidado.

Há mulheres que passam anos a tratar o intestino sem perceber que a origem do sofrimento pode não estar apenas no sistem...
15/06/2026

Há mulheres que passam anos a tratar o intestino sem perceber que a origem do sofrimento pode não estar apenas no sistema digestivo.

✔️ Inchaço constante.
✔️ Dor abdominal.
✔️ Alterações intestinais que pioram durante a menstruação.
✔️ Sensação de inflamação permanente.

E, muitas vezes, a mulher começa lentamente a adaptar a alimentação, a rotina e até os programas sociais sem perceber o quanto o corpo já condiciona a vida.

O problema é que, na pélvis, os órgãos não funcionam isoladamente.

Intestino, útero, bexiga, músculos pélvicos e sistema nervoso comunicam constantemente entre si. Quando existe inflamação crónica ou dor persistente, diferentes estruturas começam a reagir umas às outras.

Por isso, algumas mulheres sentem que o corpo inteiro f**a mais sensível com o passar do tempo.

E uma das coisas mais frustrantes é que muitas vezes os sintomas parecem “misturados”. A mulher já não consegue distinguir exactamente o que é intestinal, hormonal ou pélvico.

Mas isso não signif**a confusão da parte dela. Signif**a apenas que a pélvis funciona como um sistema integrado.

E compreender essa ligação muda completamente a forma como olhamos para tratamento.

Porque cuidar da dor pélvica muitas vezes também implica cuidar da inflamação intestinal, da alimentação, do sistema nervoso e da forma como o corpo inteiro reage ao sofrimento.

13/06/2026

Na endometriose, o corpo não vive apenas com a doença. Vive também com o impacto acumulado da forma como consegue ou não consegue recuperar ao longo do tempo.

Por isso, quando falamos de estilo de vida, não estamos a falar de perfeição nem de culpa.

Estamos a falar de criar condições mínimas para que o corpo deixe de funcionar constantemente em modo de sobrevivência.

Para marcações de consulta ou pedidos de informação, o contacto deverá ser feito através do seguinte mail:📩 centroendome...
12/06/2026

Para marcações de consulta ou pedidos de informação, o contacto deverá ser feito através do seguinte mail:

📩 [email protected]

Caso tenha alguma dificuldade no processo de marcação, poderá também enviar uma mensagem através do Instagram.

10/06/2026

A adenomiose é uma doença que pode afectar profundamente a qualidade de vida de uma mulher. E, quando os sintomas existem durante muitos anos, o impacto vai além do útero.

O sistema nervoso, a musculatura pélvica, o sono, a energia e a forma como o corpo processa a dor também podem f**ar alterados ao longo do tempo.

Por isso, algumas mulheres continuam com sintomas mesmo depois de tratamentos ou cirurgia.

E compreender isto é importante porque recuperar qualidade de vida nem sempre signif**a apenas tratar a doença visível. Muitas vezes signif**a também ajudar o organismo a sair de anos de inflamação e sofrimento persistente.

Endereço

Avenida Lusiadas, 100
Lisbon
1500-650

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Minimamenteinvasiva publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Minimamenteinvasiva:

Atalhos

Compartilhar

Categoria