04/08/2026
"Um encontro é sempre um início de universo."
— António Ramos Rosa
Há versos que nos acompanham durante muito tempo. Este é um deles.
Sempre que o releio, volto à mesma pergunta: como nos vamos tornando quem somos através dos encontros que vivemos? Quando conhecemos alguém, não sabemos que lugar essa pessoa virá a ocupar na nossa vida, nem de que forma esse encontro nos virá a transformar.
A ligação ao outro não resulta apenas de uma decisão ou de um imperativo cultural. Há algo mais profundo que nos aproxima, nos afeta e nos vai tecendo, muitas vezes sem nos darmos conta. Cada encontro deixa uma marca. Cada vínculo acrescenta um fio à trama da nossa existência.
Foi da reflexão sobre estas questões e da vontade de as compreender que nasceu A Rede Afetiva como Metáfora da Vida.
Ao longo desse percurso fui percebendo que a vida é uma profunda rede de afetos. Uma rede que se tece em cada olhar, em cada gesto, em cada abraço, em cada vínculo, em cada pessoa que, de algum modo, deixa uma marca em nós.
Vivemos um tempo em que nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tantas vezes nos sentimos tão separados. Talvez por isso faça hoje ainda mais sentido voltar a refletir sobre o valor do encontro humano.
Talvez a vida seja, afinal, a história dos encontros que nos vão tornando quem somos.
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