21/07/2026
Hoje a Clarinha partiu, e f**a em nós uma dor difícil de explicar.
Há seres que passam pela vida das pessoas sem dizer uma palavra e, ainda assim, dizem tudo. A Clarinha era assim. Esteve connosco desde os primeiros dias da Gnosis, mas há muito mais tempo que sabia fazer aquilo que melhor sabia: curar. Não com ciência, que não a tinha, mas com uma sabedoria calma, dessas que só os animais parecem guardar.
Acompanhou tanta gente em terapia. Ficava ao lado do sofrimento como quem f**a ao lado de um amigo, sem pressa, apenas presente. E era essa presença — mansa, serena, sem juízo — que abria nas pessoas as portas que as palavras, muitas vezes, não conseguiam abrir. Onde havia medo, deixava amor. Onde faltava esperança, era ela própria a esperança, deitada aos pés de quem precisava.
Nunca soube que era terapeuta. Talvez por isso o fosse tão bem.
Fez parte da vida da nossa Diretora clínica de um modo que só o amor consegue explicar. E foi nossa, e foi de cada pessoa que por aqui passou e encontrou nela uma cumplicidade sem condições.
Fica-nos a saudade — que é, afinal, o amor que sobra quando já não há onde o pousar.
Adeus, Clarinha. Obrigada por tudo. ♥️