06/08/2026
Há pensamentos que vivem nas margens da consciência.
Hoje, em consulta, voltei a notar: existem breves, pequenos pensamentos que queremos que passem rápido, quase em silêncio e que não queremos que fiquem. Parecem conter em si algo de ameaçador, algo que possa desarrumar uma casa inteira e, por isso, é melhor não lhes dar muita atenção.
Seguem.
Mas, num lugar onde podem ser ditos e onde aprendemos a estar connosco, quase que nos aventuramos a dar lhe voz . E aí, deixam de ser apenas um pensamento breve, ganham forma, presença e um lugar para respirar.
Talvez a psicoterapia comece exatamente aí.
No momento em que aquilo que deixa de ser afastado, encontra, finalmente, um lugar onde pode existir, escutado e acolhido.
Onde nos permitimos a ver e a escutar.