Miguel Figueiredo

Miguel Figueiredo Página de Miguel Figueiredo, Health Coach, Alimentação Funcional, Lifestyle Medicine

Medicina Integrada Funcional e Medicina de Estilos de Vida (Lifestyle Medicine)

Há coisas que, em 2026, ainda me deixam perplexo. Uma delas é continuar a ouvir profissionais de saúde falar dos ovos co...
24/08/2026

Há coisas que, em 2026, ainda me deixam perplexo. Uma delas é continuar a ouvir profissionais de saúde falar dos ovos como se estivéssemos presos aos conhecimentos de há 30 ou 40 anos.

“Cuidado com os ovos, isso aumenta o colesterol, não coma mais do que dois ou três por semana.”

E muitas vezes a justificação termina aí.

Estudo e acompanho estes temas desde 2004. E se há uma coisa que 22 anos me ensinaram é que não tenho de defender hoje aquilo em que acreditava há 20 anos. Tenho de defender aquilo que a melhor evidência disponível hoje me permite defender.

A ciência evolui. Nós temos a obrigação de evoluir com ela.

Isto não significa que o colesterol seja irrelevante, nem que o contexto metabólico, a genética ou o risco cardiovascular devam ser ignorados.

Significa apenas que não existe fundamento para continuar a tratar o ovo como um alimento perigoso que deve ser arbitrariamente limitado na maioria das pessoas.

E aqui começa a parte desconfortável:

30 profissionais a repetir a mesma ideia não transformam essa ideia em evidência. Consenso por repetição não é ciência.

Ciência é questionar, atualizar conhecimento e aceitar que algumas coisas que aprendemos estavam incompletas ou erradas.

Afinal, o diploma não tem atualização automática de software.

Cuidar da saúde das pessoas exige conhecimento, mas também curiosidade para continuar a aprender e humildade para mudar de opinião quando a evidência muda.

Se quiseres olhar para o teu caso específico e fazer sentido de toda a informação contraditória que aí existe, fala comigo.

A proteína é realmente importante. Mas há uma questão que continua a gerar muita confusão: quanto é que devemos comer?Os...
24/08/2026

A proteína é realmente importante. Mas há uma questão que continua a gerar muita confusão: quanto é que devemos comer?

Os valores da imagem são por 100 g de alimento. Isso permite comparar, de forma generalizada, as diferentes fontes de proteína. Mas atenção que que 100 g seja a porção ideal para toda a gente.

A quantidade adequada depende de vários fatores: idade, peso, altura, composição corporal, nível e tipo de atividade física, objetivo e até da forma como distribuímos a proteína ao longo do dia.

E há outro detalhe importante: nem todas as proteínas são iguais.

Olhar apenas para os gramas de proteína pode ser enganador. A qualidade proteica também depende do perfil de aminoácidos essenciais, da quantidade de cada um deles, da digestibilidade e da capacidade daquela proteína estimular processos como a síntese proteica muscular.

Por exemplo, 20 g de proteína provenientes de dois alimentos diferentes não têm necessariamente o mesmo valor nutricional nem provocam exatamente a mesma resposta no organismo.

Por isso, tabelas como esta são úteis para comparar alimentos. Mas são apenas o ponto de partida.

A pergunta mais interessante não é apenas “quanta proteína tem este alimento?”, mas “quanta proteína preciso eu, de que fontes e como a devo distribuir ao longo do meu dia?”

E aí a resposta já deixa de caber numa tabela.

Se queres perceber qual a quantidade, as fontes e a distribuição de proteína mais adequadas para ti, entra em contacto comigo. Podemos otimizar estes detalhes de acordo com a tua composição corporal, atividade física e objetivos, em vez de seguir recomendações genéricas.

Há ausências que não significam distância. Significam cuidado.Às vezes precisamos de sair um pouco do ruído, reduzir o r...
24/08/2026

Há ausências que não significam distância. Significam cuidado.

Às vezes precisamos de sair um pouco do ruído, reduzir o ritmo e voltar a olhar para aquilo que também estamos a precisar.

Não para fugir dos outros.
Não por falta de vontade de estar presente.
Mas porque ninguém consegue estar verdadeiramente disponível para os outros quando passa demasiado tempo indisponível para si próprio.

Descansar. Dormir melhor. Treinar. Caminhar sem destino. Estar em silêncio. Organizar pensamentos. Recuperar energia.

Por vezes, estar ausente durante algum tempo é precisamente o que nos permite regressar mais presentes.

E talvez devêssemos deixar de sentir culpa por isso.

Porque cuidar de nós não significa cuidar menos dos outros.

Às vezes, é exatamente o contrário.

Também já sentiste que precisavas de te afastar um pouco para voltar melhor?

Podemos passar anos a discutir qual é a melhor dieta...Low carb ou mediterrânica, jejum ou pequeno-almoço, mais proteína...
23/08/2026

Podemos passar anos a discutir qual é a melhor dieta...

Low carb ou mediterrânica, jejum ou pequeno-almoço, mais proteína ou menos proteína, o suplemento X ou o suplemento Y.

Mas há uma pergunta mais importante:
quanto impacto real é que essa otimização vai ter na tua saúde?

Eu dou uma enorme importância à alimentação. Estudo-a há muitos anos e considero-a uma das ferramentas mais poderosas que temos para melhorar saúde, composição corporal e qualidade de vida.

Mas isso não significa que tenha de ocupar sempre o primeiro lugar.

Quando a alimentação já é suficientemente boa, os ganhos adicionais começam a diminuir.

E é aqui que muitas pessoas investem energia no sítio errado. Tentam melhorar os últimos 5% da dieta enquanto dormem 6 horas, passam o dia sentadas, perderam força muscular, vivem sob stress constante ou negligenciam outros pilares básicos da saúde.

Não estou a dizer que aquilo que comes não interessa mas sim exatamente o contrário: interessa muito. Mas não atua isoladamente.

Uma alimentação simples, baseada maioritariamente em alimentos pouco processados, com proteína suficiente, boa densidade nutricional e adequada às necessidades individuais já nos leva bastante longe.

Depois disso, talvez seja mais inteligente perguntar:

Durmo bem? Treino força? Tenho boa capacidade cardiorrespiratória?
Mantenho uma composição corporal saudável? Tenho relações, propósito e uma vida que não me mantém permanentemente em alerta?

O corpo humano é extraordinariamente resiliente. Não precisa que acertemos em todas as variáveis todos os dias.
Precisa que acertemos nas coisas importantes durante tempo suficiente.

A perfeição nutricional é uma meta sedutora. Já a consistência é muito menos sexy, mas provavelmente é ela que te vai levar mais longe.

Cuida da alimentação. Mas não deixes que a procura pela dieta perfeita te distraia da construção de uma vida saudável.

Às vezes passamos a vida a juntar coisas, quando aquilo que verdadeiramente nos transforma não se compra.São os lugares ...
01/08/2026

Às vezes passamos a vida a juntar coisas, quando aquilo que verdadeiramente nos transforma não se compra.

São os lugares onde respirámos fundo. As conversas que ficaram na memória. Os quilómetros percorridos. Os pores do sol que nos fizeram parar. As pessoas que cruzaram o nosso caminho. Os momentos em que nos sentimos realmente vivos.

No fim, não levamos a casa maior, o carro mais caro ou o telemóvel mais recente.

Levamos as histórias. As experiências. As memórias.

Porque as coisas ficam para trás. Mas aquilo que vivemos... viaja connosco para sempre. ✨

Os “hidratos à noite engordam”? 🤔Não. O que engorda é o contexto em que os comes - quantidade e altura do dia.O corpo nã...
29/07/2026

Os “hidratos à noite engordam”? 🤔
Não. O que engorda é o contexto em que os comes - quantidade e altura do dia.

O corpo não olha para o relógio. Olha para o que aconteceu ao longo do dia.
Treinaste ao final da tarde?

Os hidratos ao jantar podem até a ajudar a recuperar, repor glicogénio, baixar cortisol e evitar a fome descontrolada antes de dormir.

Passaste o dia sentada, com pouco movimento e já em excesso calórico?
O mesmo jantar vai certamente ser mais facilmente armazenado.

Percebes o a diferença?

Não é a hora. É a necessidade fisiológica.

As batatas às 13h não têm menos calorias que às 21h. O que muda é se o corpo vai usar essa energia ou juntá-la a um dia já em excesso.

É por isso que muitas pessoas melhoram quando tiram hidratos ao jantar. Não porque o jantar tenha uma propriedade especial. Mas porque finalmente reduziram calorias que não precisavam.

E há outro detalhe: em pessoas com ansiedade, compulsão noturna, treino ao fim do dia ou dificuldade em dormir, uma pequena dose de hidratos à noite pode melhorar saciedade, relaxamento e sono.

E dormir melhor pode mudar tudo: fome, cortisol, sensibilidade à insulina e controlo do apetite

A fisiologia não gosta de regras rígidas. Gosta de contexto.

Lê o artigo completo no blog: https://medicina-integrada.pt/hidratos-de-carbono-quando-comer-faz-toda-a-diferenca/

Se queres ajuda para ajustar os hidratos ao teu treino, à fome noturna e ao objetivo de perda de gordura, apresenta-me os teus objetivos e eu explico-te, sem compromisso, como te posso ajudar. Preenche o formulário 👉 https://medicina-integrada.pt/em-que-posso-ajudar/

As ovas de peixe raramente aparecem nas listas dos "superalimentos".Não têm uma embalagem bonita e não são promovidas po...
27/07/2026

As ovas de peixe raramente aparecem nas listas dos "superalimentos".

Não têm uma embalagem bonita e não são promovidas por influenciadores.

Mas a ciência continua lá, mesmo quando o marketing não.

São uma excelente fonte de proteína de elevada qualidade, ricas em vitamina B12, selénio, fósforo, colina, iodo, ómega 3 e muito nutrientes importantes para o cérebro, o sistema nervoso, a saúde cardiovascular e a manutenção da massa muscular.

É verdade que não são um alimento barato. Mas há uma forma mais inteligente de olhar para isso.

Em vez de comparar apenas o preço por quilo, compara o valor nutricional por cada 100 g.

Quando o fazes, percebes que as ovas oferecem uma densidade nutricional extraordinária, concentrando uma enorme quantidade de nutrientes essenciais numa porção relativamente pequena.

Nem sempre o melhor alimento é o mais popular.
Muitas vezes, é simplesmente aquele que quase ninguém valoriza.

Já costumas comer ovas de peixe? Eu adoro e são presença assídua nas refeições cá em casa.

Sementes são pequenas, mas não devem ser ignoradas.A maioria das pessoas complica a alimentação, procura soluções caras ...
26/07/2026

Sementes são pequenas, mas não devem ser ignoradas.

A maioria das pessoas complica a alimentação, procura soluções caras e suplemento, e esquece o essencial.

Estas sementes concentram aquilo que o corpo realmente precisa: ómega-3, fibras, minerais e compostos bioativos com impacto real no metabolismo.

Não são um “extra saudável”. São uma forma simples de melhorar digestão, saciedade, inflamação e equilíbrio metabólico, sem mudar tudo o resto.

Mas há um detalhe que quase ninguém respeita: não basta consumir, é preciso saber como.

Linhaça inteira passa pelo intestino sem ser aproveitada, chia precisa de hidratação para cumprir o seu papel e o excesso de calor pode degradar alguns nutrientes

Pequenos detalhes, grandes diferenças no resultado.

Se queres consistência na alimentação, começa por aqui. Simples, acessível e com impacto acumulado.

Qual destas já faz parte do teu dia?

Ninguém constrói um corpo forte por acaso.O teu nível de energia, a tua força, a tua saúde e até a forma como envelheces...
25/07/2026

Ninguém constrói um corpo forte por acaso.

O teu nível de energia, a tua força, a tua saúde e até a forma como envelheces são o reflexo das decisões que repetes todos os dias.

Treinar ou arranjar mais uma desculpa.
Comer alimentos de verdade ou viver à base de ultraprocessados.
Mexer o corpo ou passar horas sentado.

O corpo não reage às intenções mas sim aos hábitos.

Não responde ao que dizes que vais fazer na segunda-feira mas sim ao que fazes hoje.

Se hoje és mais forte, houve consistência.

Se estás mais cansado, com mais gordura, menos músculo ou menos capacidade física, isso também conta uma história.

As escolhas acumulam-se. Todos os dias deixas uma marca no teu metabolismo, na tua composição corporal e na tua saúde.

No fim, o corpo não mente e revela, dia após dia, o padrão das tuas decisões.
A boa notícia é que, se foste tu a criar esse padrão, também és tu que o podes mudar. Começa hoje.

Caminhar depois das refeições é um daqueles hábitos simples que parecem demasiado básicos para fazer diferença.Mas a ciê...
25/07/2026

Caminhar depois das refeições é um daqueles hábitos simples que parecem demasiado básicos para fazer diferença.

Mas a ciência sugere exatamente o contrário.

Uma curta caminhada após comer ajuda a reduzir os picos de glicose no sangue, melhorar a resposta à insulina, favorecer a digestão e contribuir para a saúde cardiovascular.

O mais interessante é que não estamos a falar de treinos intensos nem de grandes investimentos de tempo.

Em muitos casos, 10 a 15 minutos de caminhada a um ritmo confortável são suficientes para produzir benefícios mensuráveis.

Num mundo onde procuramos constantemente estratégias complexas para melhorar a saúde, vale a pena recordar que alguns dos hábitos mais eficazes continuam a ser também os mais acessíveis.

Se costumas ficar sentada depois das refeições, talvez valha a pena experimentar esta estratégia durante duas semanas e observar como te sentes.

Pequenas ações, repetidas todos os dias, tendem a produzir resultados muito maiores do que mudanças radicais que duram apenas alguns dias.

E tu, já tem o hábito de caminhar ou estar ativa depois das refeições?

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Referência: DiPietro L, et al. "Breaking up sedentary time with brief walking bouts improves postprandial glycemic control in older adults." Sports Medicine and Health Science. 2023.
DOI: 10.1016/j.smhs.2022.12.003

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