Ana Maria Medeiros - Psicóloga

Ana Maria Medeiros - Psicóloga Página profissional de interesse no âmbito da Saúde Psicológica e Mental Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos (OPP). Psicopatologia e Psicoterapia Sartreana.

Mestrado em Psicologia (área de especialização de Psicologia Clínica) pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada -Instituto Universitário (ISPA-IU). Formação em Psicoterapia Existencial pela SPPE - Sociedade Portuguesa de Psicoterapia Existencial. Pós-graduação em Ciências Forenses, Investigação Criminal e Comportamento Desviante pelo CRIAP. Investigação Qualitativa Método Fenomenológico e Psi

cofarmacologia para Psicólogos pelo ISPA -DFP. Formadora Certificada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Coordenadora do GAP - Gabinete de Apoio Psicológico no Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC Lisboa). Técnica Superior do GIP - Gabinete de Inserção Profissional no Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC Lisboa). Pessoa de causas. Humanista com vocação para o amor transversal. Da poesia ao teatro e à fotografia, com uma indelével passagem pela rádio. Gosta de Pessoas e de sorrir, mas é nos abraços que semeia e acolhe. Aprende ensinando. Ética do cuidado, empatia, dignidade humana e liderança servidora são o farol com que quer iluminar e transformar o mundo.
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Effective Member of the Portuguese Psychologists Association (OPP). Master in Psychology (specialization area of Clinical Psychology) from Instituto Superior de Psicologia Aplicada - Instituto Universitário (ISPA-IU). Training in Existential Psychotherapy by SPPE - Portuguese Society of Existential Psychotherapy. Post-graduation in Forensic Sciences, Criminal Investigation and Deviant Behavior by CRIAP. Sartrean Psychopathology and Psychotherapy. Qualitative Research Phenomenological Method and Psychopharmacology for Psychologists by ISPA -DFP. Certified trainer by Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Coordinator of GAP - Psychological Support Office at the Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC Lisbon). Superior Technician at GIP - Professional Insertion Office at the Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC Lisbon). Person of causes. Humanist with a vocation for transversal love. From poetry to theater and photography, with an indelible passage through radio. She likes People and smiling, but it is in hugs that she sows and welcomes. She learns by teaching. Ethics of care, empathy, human dignity, and servant leadership are the beacon with which she wants to illuminate and transform the world.

19/08/2026

Entre o eclipse e a eternidade 🌒♾️Há uma estranha elegância no facto de um eclipse não apagar o Sol.A Lua apenas se colo...
09/08/2026

Entre o eclipse e a eternidade 🌒♾️

Há uma estranha elegância no facto de um eclipse não apagar o Sol.

A Lua apenas se coloca, por alguns minutos, exactamente no lugar certo para que a sua sombra atravesse a Terra. O Sol continua a arder com a mesma violência nuclear; nós é que, por um breve instante, somos colocados do outro lado da luz.

A 12 de Agosto, a Lua passará diante do Sol e, na faixa de totalidade, o dia será interrompido. A superfície solar desaparecerá atrás da Lua e a coroa — a atmosfera exterior, extremamente quente e rarefeita do Sol — tornar-se-á visível a olho nu. É uma das mais extraordinárias demonstrações de escala e de perspectiva que o Universo nos oferece: uma Lua relativamente pequena consegue ocultar, por instantes, uma estrela que é cerca de 400 vezes maior, porque está aproximadamente 400 vezes mais próxima de nós.

É geometria.

Mas há momentos em que a geometria parece adquirir uma dimensão quase metafísica.

Porque também nós conhecemos eclipses.

Há períodos em que alguma coisa se interpõe entre nós e aquilo que nos iluminava. Não significa necessariamente que a luz tenha desaparecido. Às vezes, simplesmente, já não conseguimos vê-la.

E talvez esta seja uma das distinções mais importantes da experiência humana: confundir ausência de luz com ausência de existência.

Mas o eclipse não termina na escuridão.

Horas depois, a Terra estará voltada para um céu excepcionalmente favorável à observação das Perseidas, cuja actividade atinge o máximo por estes dias. A Lua Nova deixa a noite particularmente escura, permitindo que os meteoros se revelem com muito maior contraste.

As Perseidas não são estrelas cadentes.

São pequenos fragmentos deixados pelo cometa 109P/Swift–Tuttle ao longo da sua órbita. Ao entrarem na atmosfera terrestre a dezenas de quilómetros por segundo, aquecem e ionizam o ar à sua volta, produzindo aqueles breves traços luminosos que parecem atravessar o céu.

O que vemos como um segundo de luz pode ter viajado no espaço durante milhares — ou milhões — de anos.

E aqui o Universo torna-se quase desconcertantemente psicológico.

Primeiro, o eclipse recorda-nos que a percepção depende da posição que ocupamos.

Depois, as Perseidas lembram-nos que o instante pode ser o resultado de uma história imensamente longa.

Talvez seja também assim connosco.

Uma pessoa pode parecer subitamente transformada, quando, na verdade, passou anos a acumular matéria invisível: experiências, perdas, desejos, escolhas, silêncios. Até que alguma coisa atravessa a atmosfera da consciência — e, por um instante, tudo se ilumina.

O Cosmos não tem intenção psicológica. Não nos está a enviar mensagens.

E é precisamente isso que torna tudo mais belo.

O significado não está necessariamente escrito nas estrelas. Somos nós que, ao contemplá-las, aprendemos a escrever significado na nossa própria existência.

Na noite em que a Lua esconder o Sol e as Perseidas começarem a riscar a escuridão, talvez o céu nos ofereça duas lições aparentemente opostas.

O eclipse dir-nos-á que até a luz pode ser temporariamente ocultada.

Os meteoros dir-nos-ão que aquilo que parece pequeno, distante e quase perdido pode ainda tornar-se visível.

E talvez entre ambos exista uma verdade profundamente humana:

não é a ausência de luz que define a escuridão; é aquilo que fazemos enquanto esperamos que ela regresse.

Porque o Universo não nos promete que tudo permanecerá.

Promete-nos apenas transformação.

E, por vezes, basta isso para continuar a olhar para cima.

Ana Maria Medeiros - Psicóloga

Coração & Alma ❤️🦋A milhares de anos-luz, na constelação de Cassiopeia, duas imensas regiões de formação estelar parecem...
09/08/2026

Coração & Alma ❤️🦋

A milhares de anos-luz, na constelação de Cassiopeia, duas imensas regiões de formação estelar parecem dizer-nos aquilo que a matéria, quando contemplada em profundidade, sempre soube: a existência é uma forma de transformação.

A Nebulosa do Coração e a Nebulosa da Alma não são, naturalmente, um coração nem uma alma. São vastas nuvens de gás e poeira onde a gravidade reúne matéria, acende estrelas e inaugura futuros. E, no entanto, há qualquer coisa de profundamente humano na forma como as reconhecemos.

Talvez porque também nós sejamos feitos de matéria que um dia pertenceu às estrelas.

O Coração lembra-nos a dimensão afectiva da existência: aquilo que nos liga, que pulsa, que insiste. A Alma, mais silenciosa, parece falar-nos daquilo que permanece invisível — das camadas profundas onde identidade, memória e sentido se formam longe do olhar.

Ali, o nascimento de uma estrela exige o colapso de uma nuvem. Na vida psíquica, talvez não seja tão diferente: há momentos em que aquilo que julgávamos ser uma ruína é, na verdade, matéria a reorganizar-se para que uma nova forma de existência possa emergir.

O Universo não promete permanência. Promete transformação.

E talvez seja essa a sua mais bela lição: não somos feitos para permanecer intactos; somos feitos para nos tornar.

Quando olhamos para o Coração e para a Alma, não estamos apenas a olhar para o passado remoto do Cosmos. Estamos, de certa forma, a olhar para a nossa própria origem — e para a possibilidade de que, mesmo depois de tudo o que se desfaz, alguma coisa extraordinariamente bela ainda possa nascer.

Ana Maria Medeiros - Psicóloga

30/05/2026

O apego na relação terapêutica. 👥

☕️ ”Café com Afasia” 🧠 na  (CESPU)Realizou-se esta quarta, dia 13 de maio, o “Café com Afasia”, uma iniciativa do .afasi...
14/05/2026

☕️ ”Café com Afasia” 🧠 na (CESPU)
Realizou-se esta quarta, dia 13 de maio, o “Café com Afasia”, uma iniciativa do .afasia (Instituto Português da Afasia) que esteve no Campus Universitário de Gandra para um espaço de partilha, sensibilização e conversa sobre o que é viver com afasia.
Através de testemunhos na primeira pessoa, pessoas com afasia partilharam as suas experiências, desafios e percursos de vida após o AVC, um dos testemunhos foi o da minha querida colega e amiga , uma Psicóloga que partilhou a sua vivência desde que tem Afasia, um testemunho de luta, adversidades, altos e baixos e muita, muita coragem. Esta excelente iniciativa aproxima a comunidade académica e a sociedade desta realidade ainda tão pouco conhecida.

06/05/2026

Sobre mentir a si mesmo…

05/05/2026

Sobre a “calma” que antecede os colapsos…

O caso de Noélia Castillo convoca-nos para uma reflexão que deve ser feita com rigor, prudência e sentido ético.Do ponto...
27/03/2026

O caso de Noélia Castillo convoca-nos para uma reflexão que deve ser feita com rigor, prudência e sentido ético.

Do ponto de vista psicológico, a família é, por definição, o primeiro sistema de vinculação e de regulação emocional do indivíduo. Quando esse sistema falha — por ação, omissão ou incapacidade — as consequências não são apenas privadas (âmbito restrito da vida íntima e familiar) tornam-se matéria de interesse público, sobretudo quando estão em causa direitos fundamentais.

A proteção da dignidade humana, da integridade física e psicológica e do superior interesse da criança (quando aplicável) não é apenas um princípio abstrato — é um imperativo consagrado no quadro dos direitos humanos. Situações em que estes direitos são postos em causa exigem respostas articuladas, céleres e eficazes por parte das instituições.

Quando se verifica uma perceção social de falha institucional, importa não ceder à emoção imediata, mas sim analisar com seriedade os mecanismos existentes: sinalização, avaliação de risco, intervenção e acompanhamento. A ciência psicológica é clara ao demonstrar que a prevenção e a intervenção precoce são determinantes na mitigação de danos e na promoção de trajetórias de vida mais seguras.

Este caso relembra-nos que a responsabilidade é necessariamente partilhada: famílias, comunidade e instituições. E que a humanização da resposta — informada, ética e baseada em evidência — é o único caminho que honra verdadeiramente quem mais precisa de proteção.

Mais do que julgamentos precipitados, exige-se consciência crítica, responsabilidade coletiva e compromisso com a dignidade humana.

Ana Maria de Medeiros

Como não deixar de sentir-me uma eterna aprendiz ao lado deste grande Senhor e Amigo? Não é possível sair de perto do .m...
10/02/2026

Como não deixar de sentir-me uma eterna aprendiz ao lado deste grande Senhor e Amigo?
Não é possível sair de perto do .manuel.anes sem trazer conversas interessantes, sabedoria e um prazer enorme em ouvi-lo, além da afabilidade que o caracteriza.
😘😘😘

24/12/2025

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