30/05/2026
Quando assim é, mesmo que possas pensar "é só um blues pós -parto", lembra-te:
👉 Cerca de 20% das mulheres com , desenvolve depressão perinatal;
👉 Estes pensamentos/preocupações/ansiedade mais intensa começaram no terceiro trimestre de gravidez -> cerca de 40% das depressões perinatais diagnosticadas no pós -parto, começam no terceiro trimestre de gravidez;
👉 Perceber que estes pensamentos tiveram início no terceiro trimestre de gravidez, deve fazer-te avaliar em paralelo e de forma mais detalhada o padrão de sono desta mulher. Será importante colocar como foco central do teu plano de cuidados (também) a monitorização do padrão de sono desta mulher e envolver o companheiro/família neste âmbito;
👉 Se a mulher evita chorar (como percebi que estava a acontecer neste caso) deves transmitir-lhe segurança neste aspeto referindo: chorar faz-lhe bem a ela, logo também fará bem ao seu bebé; a ansiedade 'não se pega', mas ainda assim, se ela tiver medo de chorar perto dos seus filhos, partilha como é que ela pode abordar o assunto junto dos mesmos (passamos muito tempo a falar sobre isto);
👉 Mesmo que seja um 4dia de , e que esta mulher esteja a passar por um blues pós-parto, estes pensamentos intrusivos não estão relacionados com o blues (e iniciaram no terceiro trimestre de gravidez). OU SEJA... Esta mulher não pode sair do teu "radar". Estes sintomas devem ser monitorizados numa próxima visita/consulta. Se permanecem ou pioram, deves encaminhar para a psiquiatria perinatal.
👉 Na dúvida, e sendo enfermeiro, podes sempre encaminhar para um enfermeiro especialista em saúde mental perinatal (ou sugerir visita conjunta), para uma triagem/acompanhamento mais adequado às necessidades da mulher e família nesta fase.
Gostava de partilhar mais aspetos deste caso, que teve vários contornos em pouco tempo, mas parece-me que, para já, estes podem ser úteis.
Na vossa prática, já tiveram casos semelhantes?
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