Arquivo Genealógico da Lourinhã

Arquivo Genealógico da Lourinhã Aqui encontrará ajuda se quiser construir a sua árvore de família e conhecer a história da Lourinhã.

O Arquivo Genealógico da Lourinhã é um projeto criado por Sharon Tomás em 2022. O objetivo será criar uma base de dados disponível para ajudar todos que queriam construir a sua árvore genealógica. Aqui descobriremos quem somos e quem fomos como lourinhanenses: de onde vieram, o que fizeram, para onde foram, como viveram, entre tantas outras informações. Cada Pessoa tem a sua história e a História é feitas de pessoas. Quem quiser ajudar neste projeto, basta entrar em contacto pelo messenger.

Para alguém que precise de sorrir um bocadinho hoje 🙂😁
22/08/2026

Para alguém que precise de sorrir um bocadinho hoje 🙂😁

✉️ 𝐏𝐨𝐬𝐭𝐚𝐥Hoje deixo-vos um postal que circulou em 1933.Lourinhã – Estrada Lourinhã – Praia
14/08/2026

✉️ 𝐏𝐨𝐬𝐭𝐚𝐥

Hoje deixo-vos um postal que circulou em 1933.

Lourinhã – Estrada Lourinhã – Praia

🧩 𝐔𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐜̧𝐚 𝐝𝐨 𝐩𝐮𝐳𝐳𝐥𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐞 𝐬𝐚𝐛𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐢𝐚A genealogia é um puzzle sem fim.O problema é que não temos a imagem ...
10/08/2026

🧩 𝐔𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐜̧𝐚 𝐝𝐨 𝐩𝐮𝐳𝐳𝐥𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐞 𝐬𝐚𝐛𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐱𝐢𝐬𝐭𝐢𝐚

A genealogia é um puzzle sem fim.

O problema é que não temos a imagem da caixa para nos servir de guia. Vamos encontrando peças, encaixando-as umas nas outras e, muitas vezes, só percebemos que faltava uma peça quando ela aparece… completamente por acaso.

Foi exatamente isso que aconteceu desta vez.

Encontrei uma criança chamada 𝗥𝗮𝘂𝗹 𝗔́𝗹𝘃𝗮𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼 — e confesso que o nome chamou-me imediatamente a atenção.

Era filho de 𝗔́𝗹𝘃𝗮𝗿𝗼 𝗧𝗲𝗹𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼 e 𝗩𝗶𝗿𝗴𝗶́𝗻𝗶𝗮 𝗔𝗱𝗲𝗹𝗮𝗶𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗢𝗹𝗶𝘃𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼 e faleceu no lugar de 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗩𝗶𝗴𝗮, com apenas 23 meses de idade, no dia 12 de novembro de 1900.

Mas a investigação trouxe-me outra surpresa. 🔎

𝗥𝗮𝘂𝗹 tinha nascido a 24 de novembro de 1898, 𝗻𝗮 𝗳𝗿𝗲𝗴𝘂𝗲𝘀𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗦𝗮̃𝗼 𝗝𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗱𝗲 𝗔𝗿𝗿𝗼𝗶𝗼𝘀, 𝗲𝗺 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮.

Encontrei também uma irmã de Raul, 𝗜𝗻𝗲̂𝘀, que faleceu a 1 de maio de 1898, igualmente em Vale Viga, com 26 meses de idade. Procurei então o seu registo de batismo e descobri que Inês tinha nascido a 1 de fevereiro de 1896, também 𝗻𝗮 𝗳𝗿𝗲𝗴𝘂𝗲𝘀𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗦𝗮̃𝗼 𝗝𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗱𝗲 𝗔𝗿𝗿𝗼𝗶𝗼𝘀, 𝗲𝗺 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮.

𝗢𝘂 𝘀𝗲𝗷𝗮, 𝗱𝗼𝗶𝘀 𝗶𝗿𝗺𝗮̃𝗼𝘀 𝗻𝗮𝘀𝗰𝗶𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝗟𝗶𝘀𝗯𝗼𝗮, 𝗺𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗮𝗯𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗽𝗼𝗿 𝗳𝗮𝗹𝗲𝗰𝗲𝗿 𝗲𝗺 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗩𝗶𝗴𝗮.

Mas porquê?

Os seus pais casaram a 29 de janeiro de 1894 nessa mesma freguesia de Arroios. O pai 𝗔́𝗹𝘃𝗮𝗿𝗼 𝗧𝗲𝗹𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼 era natural da freguesia da Sé, em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores e era Piloto e Capitão da Marinha Mercante como se pode ler nos registos de nascimento e óbito dos filhos. A mãe 𝗩𝗶𝗿𝗴𝗶́𝗻𝗶𝗮 𝗔𝗱𝗲𝗹𝗮𝗶𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗢𝗹𝗶𝘃𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗖𝗮𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗖𝗼𝗲𝗹𝗵𝗼 era natural do Casal Juncal, na Lourinhã.

Comecei então a seguir as pistas e fui reconstruindo, pouco a pouco, a árvore da família destas crianças.

Mas havia uma pergunta que não me saía da cabeça:

👉 𝗣𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗥𝗮𝘂𝗹 𝗲 𝗜𝗻𝗲̂𝘀 𝗳𝗮𝗹𝗲𝗰𝗶𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗩𝗮𝗹𝗲 𝗩𝗶𝗴𝗮?

Pesquisei e encontrei os avós, os bisavós e até os trisavós. Uma família com alguns nomes bastante “pomposos” e que despertou ainda mais a minha curiosidade.

Foi então que surgiu mais uma peça do puzzle.

Pelo menos o seu avô paterno, Joaquim de Oliveira, era natural de Vale Viga. E, ao recuar mais uma geração, descobri que o seu pai, também chamado Joaquim de Oliveira, tinha a mesma origem.

Os dois homens eram de Vale Viga, embora tivessem casado com mulheres de outras aldeias do concelho da Lourinhã.

E, de repente, aqueles registos de óbito que pareciam apenas mais uns documentos ganharam um novo significado.

As crianças que eu nem sabia que existiam levaram-me a descobrir uma família, a seguir várias gerações e, sobretudo, a perceber que um pequeno detalhe num documento pode abrir uma porta para uma história inteira.

E se olharem para a árvore genealógica, veem que 𝗮 𝗜𝗻𝗲̂𝘀 𝘁𝗲𝗺 𝗼 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼 𝗻𝗼𝗺𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗯𝗶𝘀𝗮𝘃𝗼́ 𝗽𝗮𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮.

É isto que torna a genealogia tão fascinante. ❤️

Às vezes, não encontramos a peça que procurávamos.

𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝗰̧𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗲𝗺 𝘀𝗲𝗾𝘂𝗲𝗿 𝘀𝗮𝗯𝗶́𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝗹𝘁𝗮𝘃𝗮. 🧩❤️

Investigação por Sharon Tomás Caldas, Fundadora do Arquivo Genealógico da Lourinhã

NOTA: Há pessoas cujos nomes vão alterando conforme os registos, ou mais ou menos um apelido, algo que é muito comum na genealogia.

🕵️ 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐋𝐨𝐮𝐫𝐢𝐧𝐡𝐚̃ | 𝐄𝐩𝐢𝐬𝐨́𝐝𝐢𝐨 𝟐Vamos falar de um pequeno cantinho que ainda podemos encontrar em algumas escola...
07/08/2026

🕵️ 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐋𝐨𝐮𝐫𝐢𝐧𝐡𝐚̃ | 𝐄𝐩𝐢𝐬𝐨́𝐝𝐢𝐨 𝟐

Vamos falar de um pequeno cantinho que ainda podemos encontrar em algumas escolas primárias construídas durante o Estado Novo, no âmbito do célebre 𝗣𝗹𝗮𝗻𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀, que levou à construção de escolas em larga escala por todo o país.

Há algum tempo, perguntei num grupo de Facebook da Lourinhã se alguém sabia qual seria a função deste espaço, que ainda podemos encontrar em algumas escolas do nosso concelho. Surgiram várias opiniões, mas a maioria estava relacionada com a forma como estes espaços são utilizados atualmente: como cantinho de leitura, arrumação, entre outras funções.

Entretanto, consegui falar com 𝘂𝗺𝗮 𝘀𝗲𝗻𝗵𝗼𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗲𝗼𝘂 𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗮𝘀 "𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮𝘀" 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗶𝗺𝗮́𝗿𝗶𝗮𝘀. Segundo a sua memória, aquele espaço era chamado de “𝗖𝗵𝗮𝗺𝗶𝗻𝗲́”. No entanto, não se recorda de alguma vez ter visto ali uma salamandra a lenha ou a carvão, que poderia ter servido para aquecer a sala de aula.

🔎 𝗠𝗮𝘀 𝗮 𝗶𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗻𝗮̃𝗼 𝗳𝗶𝗰𝗼𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗮𝗾𝘂𝗶...

Depois de alguma pesquisa online, 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗲𝗶 𝗳𝗼𝘁𝗼𝗴𝗿𝗮𝗳𝗶𝗮𝘀 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗮𝘀 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗲́ 𝗽𝗼𝘀𝘀𝗶́𝘃𝗲𝗹 𝘃𝗲𝗿 𝗮𝘀 𝘀𝗮𝗹𝗮𝗺𝗮𝗻𝗱𝗿𝗮𝘀 𝗶𝗻𝘀𝘁𝗮𝗹𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗲𝘀 𝗲𝘀𝗽𝗮𝗰̧𝗼𝘀.

Afinal, aquele pequeno recanto que hoje pode parecer apenas um espaço de arrumação ou leitura poderá ter tido uma função bem diferente no passado.

🏫 Ainda existem algumas escolas do nosso concelho onde este cantinho sobrevive, embora tenha sido adaptado e reutilizado para outras funções. Noutras escolas, porém, já desapareceu.

𝗘 𝗻𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗮𝗻𝗱𝗼𝘂?
Tinha este cantinho? Lembra-se de como era utilizado? Ou tem alguma fotografia ou memória que possa ajudar a desvendar este mistério?

👇 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗲-𝗻𝗼𝘀 𝗻𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮́𝗿𝗶𝗼𝘀!

Quem sabe que outras histórias se escondem nos cantos das antigas escolas da Lourinhã... 👀

03/08/2026

No próximo dia 08 de Agosto, venha celebrar o 5º Aniversário do Memorial aos Combatentes do Paço.

31/07/2026

🌳 𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜𝐚 𝐚 𝐀𝐫𝐯𝐨𝐫𝐞 𝐆𝐞𝐧𝐞𝐚𝐥𝐨𝐠𝐢𝐜𝐚.

A Genealogia faz-se com base em provas.
Assim, deve-se começar por pesquisar nas conservatórias os seguintes registos:
- o seu nascimento;
- nascimentos e casamento dos seus pais;
- nascimentos e casamento dos seus avós,
- se alguém já tiver falecido, o seu registo de óbito também.

Cada registo tem cerca de 1 ou 2 páginas e têm o custo por página na Conservatória é de 1€.

Os registos que existem na Conservatória do Registo Civil da Lourinhã são apartir de 1906 até hoje. Todos os anos antes existem na Torre do Tombo (Arquivo Distrital de Lisboa), onde podemos procurar online, pelas paróquias, aqui:
https://digitarq.arquivos.pt/

Mas o mais fácil para encontrar o livro que se precisa pesquisar, tendo em conta distrito/concelho/freguesia e se quer batismo/casamento/óbito, será utilizar o seguinte site:
https://tombo.pt/m/lnh

Boas pesquisas 📚

𓂃🪶𝐕𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐃𝐨𝐢𝐬 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬Há vidas que cabem em apenas duas páginas de um livro paroquial.Em outubro de 1812, um bebé foi ...
27/07/2026

𓂃🪶𝐕𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐃𝐨𝐢𝐬 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬

Há vidas que cabem em apenas duas páginas de um livro paroquial.

Em outubro de 1812, um bebé foi abandonado durante a noite à porta do Casal da Alagoa, na freguesia da Lourinhã. No dia 23, foi levado à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Anunciação, onde recebeu o batismo e o nome de 𝗝𝗼𝘀𝗲́. O registo de batismo identifica quem o levou à igreja e até o padrinho escolhido. Por breves dias, aquele menino passou a ter um nome e um lugar nos livros da paróquia.

Mas a sua vida foi muito curta. Apenas três dias depois, 𝗝𝗼𝘀𝗲́ faleceu.

Curiosamente, no assento de óbito, o cura não voltou a mencionar o nome da criança. Em vez disso, identificou-a simplesmente como "um inocente que havia sido exposto no Casal da Lagoa e batizado nesta freguesia no dia 23 do presente mês". Foi precisamente essa referência ao batismo que tornou possível estabelecer a ligação entre os dois assentos e reconstruir a sua breve história. Assim, sabemos que aquele "inocente" tinha um nome:chamava-se 𝗝𝗼𝘀𝗲́.

Hoje, ao cruzarmos os dois registos, conseguimos restituir-lhe a identidade que o tempo quase deixou perder.

Chamava-se 𝗝𝗼𝘀𝗲́. A sua história recorda-nos a fragilidade da infância no início do século XIX e como, por trás de cada assento paroquial, existe uma vida que merece ser lembrada.

🕵️ 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐞𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐋𝐨𝐮𝐫𝐢𝐧𝐡𝐚 | 𝐄𝐩𝐢𝐬𝐨𝐝𝐢𝐨 𝟏 — Atualização🐦 Afinal, há muitos passarinhos a contar histórias... e graças às vos...
27/07/2026

🕵️ 𝐌𝐢𝐬𝐭𝐞𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐋𝐨𝐮𝐫𝐢𝐧𝐡𝐚 | 𝐄𝐩𝐢𝐬𝐨𝐝𝐢𝐨 𝟏 — Atualização

🐦 Afinal, há muitos passarinhos a contar histórias... e graças às vossas partilhas consegui acrescentar mais algumas peças a este puzzle. 😊

Atualizei o mapa da publicação anterior.

Para além do 𝗖𝗮𝘀𝗮𝗹 𝗱𝗮𝘀 𝗙𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 e do 𝗠𝗮𝘁𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗙𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀, surge mais a sul a Urbanização do Alto das Freiras. É provável que este nome tenha sido uma adaptação mais recente, aproveitando a designação antiga da zona e a sua localização em terreno mais elevado.

No entanto, segundo vários testemunhos, este local é (ou era) conhecido por 𝗠𝗲𝗱𝗼, 𝗖𝗮𝘀𝗮𝗹 𝗱𝗮𝘀 𝗙𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀 ou 𝗠𝗲𝗻𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗖𝗮𝘀𝗮𝗹 𝗱𝗮𝘀 𝗙𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀.

Entretanto, descobri também duas definições curiosas:

• 𝗠𝗲𝗱𝗼 — monte de areia, geralmente formado pelo vento, nas proximidades do mar.*
• 𝗠𝗲𝗻𝗱𝗼 — leira ou parte de uma leira, normalmente estreita.**

E surgiu ainda uma teoria interessante: poderá ter existido um grupo de irmãs solteiras proprietárias de vários terrenos na zona, que, por brincadeira ou pelas "más-línguas", passaram a ser conhecidas como as freiras. 🤔

Será esta a verdadeira origem do nome? Ou haverá outra explicação?

Talvez um dia descubramos. Até lá, continuemos a partilhar memórias, histórias e documentos. São eles que ajudam a reconstruir a história da Lourinhã.

📍 Se ainda não viram a publicação anterior, podem encontrá-la aqui:
https://www.facebook.com/share/p/1C4qVNEqo7/

* "medo", Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (2008–2026).
** "mendo", Dicionário Estraviz

𝐄͟𝐱͟𝐩͟𝐨͟𝐬͟𝐭͟𝐨͟𝐬͟ ͟𝐝͟𝐚͟ ͟𝐋͟𝐨͟𝐮͟𝐫͟𝐢͟𝐧͟𝐡͟𝐚̃͟͟:͟ ͟𝐇͟𝐢͟𝐬͟𝐭͟𝐨́͟͟𝐫͟𝐢͟𝐚͟𝐬͟ ͟𝐑͟𝐞͟𝐜͟𝐮͟𝐩͟𝐞͟𝐫͟𝐚͟𝐝͟𝐚͟𝐬͟ ͟ #͟𝟏͟Hoje partilho convosco ...
24/07/2026

𝐄͟𝐱͟𝐩͟𝐨͟𝐬͟𝐭͟𝐨͟𝐬͟ ͟𝐝͟𝐚͟ ͟𝐋͟𝐨͟𝐮͟𝐫͟𝐢͟𝐧͟𝐡͟𝐚̃͟͟:͟ ͟𝐇͟𝐢͟𝐬͟𝐭͟𝐨́͟͟𝐫͟𝐢͟𝐚͟𝐬͟ ͟𝐑͟𝐞͟𝐜͟𝐮͟𝐩͟𝐞͟𝐫͟𝐚͟𝐝͟𝐚͟𝐬͟ ͟ #͟𝟏͟

Hoje partilho convosco uma história que nos recorda uma das realidades mais duras da história portuguesa: a das crianças expostas. Esta é a história de duas dessas crianças, cujas vidas se cruzaram com a da minha família.

Os meus sextos avós, 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗚𝗼𝗺𝗲𝘀 e 𝗧𝗼𝗺𝗮́𝘀𝗶𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮, viveram primeiro no Toxofal de Baixo e, mais tarde, no Toxofal de Cima. Casaram a 29 de setembro de 1788 e tiveram, pelo menos, sete filhos.

O primeiro foi o meu quinto avô, 𝗔𝗻𝘁𝗼́𝗻𝗶𝗼 "𝗧𝗼𝗺𝗮́𝘀" 𝗚𝗼𝗺𝗲𝘀, nascido a 5 de novembro de 1789. Seguiu-se 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼, nascido a 17 de abril de 1792.

Pelo meio, o casal acolheu uma menina exposta, de nome 𝗟𝘂𝘇𝗶𝗮*, que dera entrada no Hospital Real dos Expostos de Lisboa a 13 de dezembro de 1790. No seu registo de batismo encontra-se uma pequena nota que diz muito sobre o destino desta criança: "Deu-se a Tomásia Maria, mulher de José Gomes." Foi assim que Luzia passou a integrar aquele lar.

Infelizmente, a sua permanência foi curta. 𝗟𝘂𝘇𝗶𝗮 faleceu a 22 de novembro de 1792 e foi sepultada na Ermida de Santo Amaro, no Toxofal de Cima. Também 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗼, o segundo filho do casal, teve uma vida curta. Morreu solteiro, aos 18 anos, e foi sepultado na mesma ermida a 26 de outubro de 1810.

Algum tempo depois, 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗚𝗼𝗺𝗲𝘀 e 𝗧𝗼𝗺𝗮́𝘀𝗶𝗮 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮 receberam um segundo menino exposto, chamado 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹**, também proveniente do Real Hospital dos Expostos de Lisboa. Morreu a 10 de outubro de 1794, apenas um mês depois de nascer a filha biológica do casal, 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮, a 12 de setembro. Ainda desconheço o que o futuro reservou a esta 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮, mas certamente a sua infância também foi marcada pelas dificuldades do seu tempo.

A família continuou a crescer com o nascimento de 𝗝𝗼𝗮̃𝗼 em 1796, 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮 em 1798 (que faleceu em 1799 com apenas sete meses de idade), 𝗙𝗮𝗯𝗶𝗮̃𝗼 em 1801 e 𝗠𝗮𝗿𝗴𝗮𝗿𝗶𝗱𝗮 em 1804 (que faleceu em 1811 com sete anos de idade).

Hoje olhamos para estas datas com tristeza, mas, no final do século XVIII e no início do século XIX, esta era uma realidade infelizmente comum. A mortalidade infantil era extremamente elevada. Muitas crianças não chegavam a completar o primeiro ano de vida e um número significativo não atingia sequer a idade adulta. As causas eram inúmeras: doenças infecciosas, epidemias, desnutrição, falta de cuidados médicos eficazes, condições sanitárias precárias e dificuldades económicas que afetavam grande parte da população. As famílias viviam habituadas à dor da perda, embora isso nunca a tornasse menos dolorosa.

Esta pequena história recorda três crianças que não tiveram a oportunidade de deixar descendência: 𝗟𝘂𝘇𝗶𝗮, 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹, e 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮. Embora eu procure reconstruir a minha árvore genealógica incluindo também os irmãos dos meus antepassados e suas famílias, estas duas crianças expostas permaneceram esquecidas durante mais de dois séculos.

Hoje, pelo menos, voltam a ter um nome e uma história.

Não creio que precisem das nossas orações. Se estas pequenas almas inocentes não merecerem o Céu, então dificilmente alguém o merecerá.

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𝗙𝗼𝗻𝘁𝗲𝘀:
* Arquivo Histórico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – Registos do Hospital Real dos Expostos.
** Apesar do excelente trabalho que o Arquivo Histórico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem vindo a desenvolver na digitalização e disponibilização dos seus fundos documentais, ainda existe material por tratar. Pela pesquisa que consegui efetuar, suspeito que o Manuel corresponda ao exposto que deu entrada na Roda dos Expostos a 5 de abril de 1793.

Neste fim de semana consegui dar um saltinho à ADL. Entre reencontros, bancas cheias de coisas bonitas e uma boa fartura...
04/05/2026

Neste fim de semana consegui dar um saltinho à ADL.
Entre reencontros, bancas cheias de coisas bonitas e uma boa fartura pelo meio… houve algo que simplesmente não me deixou passar 😅

Este exemplar chamou por mim e acabou por vir comigo para casa. Um "boletim" sobre a Lourinhã de 1953, com mapas e tudo — mais uma pequena preciosidade a juntar à minha biblioteca 📚

By Sharon Tomás Caldas

Endereço

Lourinhã
2530

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