AlexPereirapsi

AlexPereirapsi Psicóloga, membro efetivo da Ordem dos Psicólogos. Consultas de avaliação e intervenção psicológica (online e presencial)

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Vivemos numa era em que se procura o imediato para tudo.E talvez por isso tantas pessoas procurem “milagres” também na s...
28/05/2026

Vivemos numa era em que se procura o imediato para tudo.
E talvez por isso tantas pessoas procurem “milagres” também na saúde mental.
Procura-se quem prometa curas rápidas, fórmulas mágicas, frases feitas que anestesiem a dor por uns instantes.
Porque é mais confortável acreditar que alguém nos pode “arranjar” do que aceitar que existem feridas que precisam de tempo, consciência e coragem para serem olhadas.
Porém, a saúde mental não é magia.
Não é um vídeo motivacional de 30 segundos.
Não é uma promessa bonita embrulhada em marketing emocional.
A verdadeira mudança raramente é instantânea.
É lenta, desconfortável, profunda.
Faz-se em pequenos passos, em recaídas, em dias bons e em dias em que apenas sobreviver já é uma vitória.
Desconfio sempre de quem promete curas absolutas para dores humanas.
Porque a mente não se trata com ilusões, trata-se com escuta, vínculo, ciência, humanidade e tempo.
E talvez a maior prova de honestidade seja alguém dizer:
“Eu não tenho milagres para te vender.
Mas posso caminhar contigo no processo.”

Com Amor AP

Há pessoas que não têm medo da morte.Têm medo de partir sem serem ouvidas.Sem deixarem o coração em paz.Às vezes, encont...
25/05/2026

Há pessoas que não têm medo da morte.
Têm medo de partir sem serem ouvidas.
Sem deixarem o coração em paz.
Às vezes, encontrar paz na finitude da vida começa apenas por isto: -ter alguém que escute aquilo que ainda precisa de ser dito.
A finitude da vida pode assustar.
Mas também pode trazer clareza: -o essencial deixa de ser perfeito, bonito ou grandioso.
O essencial passa a ser amar, dizer, reconciliar e descansar em paz.
Sabemos que perante a finitude da vida surge muitas vezes uma necessidade profunda de integração: organizar memórias, expressar sentimentos, resolver dores antigas e sentir que a própria vida teve significado.
Quando alguém diz: ‘Preciso de lhe dizer o que aqui vai e depois já posso morrer’, talvez não esteja a falar de desistir da vida… mas da necessidade de encontrar paz dentro de si.
Ser ouvido, validado e acolhido pode transformar medo em serenidade.
Porque, muitas vezes, aquilo que acalma a alma não é a ausência da morte: -é a presença humana.

Com Amor AP

Os nossos julgamentos sobre os outros não são factos isolados. Eles dependem dos nossos esquemas cognitivos, crenças e f...
19/05/2026

Os nossos julgamentos sobre os outros não são factos isolados. Eles dependem dos nossos esquemas cognitivos, crenças e filtros mentais.
A forma como alguém reage à tua história diz muito sobre os traumas, valores e preconceitos dessa pessoa, e quase nada sobre a tua real essência.

Mas há outra coisa importante: quando alguém fala de uma pessoa na sua ausência, a forma como escolhe responder revela caráter. Revela confiança ou insegurança. Respeito ou conveniência. Lealdade ou necessidade de validação social.
Porque quem se sente confortável a falar de alguém pelas costas fá-lo, muitas vezes, porque encontra espaço, abertura ou cumplicidade do outro lado. O silêncio permissivo também comunica.
Há quem entre numa conversa para diminuir alguém. E há quem tenha maturidade suficiente para não alimentar narrativas sobre quem não está presente para se defender.
No fundo, a forma como falas, ou permites que falem sobre os outros diz sempre mais sobre a tua integridade do que sobre a pessoa que está a ser mencionada.

Milhões de abracinhos

Com Amor AP

Há pessoas que vivem uma vida inteira condicionadas pelo medo do julgamento.
Não porque não sintam.
Não porque não saiba...
17/05/2026

Há pessoas que vivem uma vida inteira condicionadas pelo medo do julgamento.
Não porque não sintam.
Não porque não saibam o que querem.
Mas porque o ruído externo fala mais alto do que a própria verdade.
E é triste perceber quantas decisões são adiadas, quantas relações são escondidas, quantas despedidas não acontecem e quantos recomeços nunca chegam a existir… apenas pelo receio do que os outros poderão pensar.
O mais irónico?
Muitas vezes esse medo vem de pessoas que pouco têm para oferecer além de opinião. Pessoas que não conhecem a profundidade da história, não carregam as consequências das escolhas e não estarão presentes quando a vida apertar, mas ainda assim condicionam caminhos, silêncios e vontades.
Há quem prefira viver infeliz mas socialmente aceite, do que enfrentar a coragem de desiludir expectativas alheias para viver uma vida verdadeira.
Só que viver constantemente para manter uma imagem tem um custo:
afastamo-nos de nós próprios.
Pessoas emocionalmente maduras não vivem a destruir, julgar ou vigiar a vida dos outros. Porque quem está verdadeiramente em paz não sente necessidade de controlar aquilo que não vive.
No fim, a pergunta mais importante talvez seja:
estamos a viver a nossa vida… ou a versão dela que gera menos desconforto aos outros?

Com Amor AP

Há uma diferença entre parecer emocionalmente evoluído… e realmente sê-lo.Hoje vive-se muito de discursos sobre “energia...
15/05/2026

Há uma diferença entre parecer emocionalmente evoluído… e realmente sê-lo.
Hoje vive-se muito de discursos sobre “energia”, “paz”, “desapego” e “amor-próprio”.
Mas maturidade emocional vê-se na forma como alguém trata os outros: principalmente quando as coisas deixam de correr como queria.
No respeito.
Na coerência.
Na capacidade de comunicar sem ferir.
E na forma como alguém sai da vida dos outros sem precisar de os diminuir para justificar a própria narrativa.
Ser bem resolvido nunca foi sobre frieza.
É sobre carácter.
Pessoas bem resolvidas não são as que parecem frias, desapegadas ou inalcançáveis.
São as que conseguem sustentar presença, coerência e responsabilidade emocional.

Com Amor AP

Há relações onde o cérebro deixa de procurar amor… e começa apenas a procurar alívio.Depois de discussões, silêncio, afa...
09/05/2026

Há relações onde o cérebro deixa de procurar amor… e começa apenas a procurar alívio.
Depois de discussões, silêncio, afastamento ou frieza, qualquer demonstração mínima de afeto parece intensa. Não porque seja amor, mas porque o sistema nervoso estava há demasiado tempo em estado de alerta.
É assim que muitas pessoas confundem conexão com sobrevivência emocional.
A dor vem primeiro.
O alívio vem depois.
A imprevisibilidade emocional cria vínculos muito difíceis de quebrar. O afeto deixa de ser seguro e passa a ser uma recompensa inesperada.
E é por isso que, muitas vezes, não sentimos falta da pessoa. Sentimos falta da pausa na dor.

Com amor AP

A ansiedade é uma resposta natural, associada à ativação do sistema de alerta. No entanto, quando se torna persistente o...
04/05/2026

A ansiedade é uma resposta natural, associada à ativação do sistema de alerta. No entanto, quando se torna persistente ou desproporcional ao contexto, pode comprometer o bem-estar emocional, físico e relacional.
Manifesta-se através de sintomas como inquietação constante, fadiga, dificuldade em desligar pensamentos e sensação de sobrecarga interna, mesmo na ausência de uma ameaça concreta.

Compreender a ansiedade é um passo essencial para a tua regulação.
Não se trata de eliminar o que se sente, mas de desenvolver recursos para lidar com a experiência de forma mais consciente e equilibrada.

Intervenções como a respiração diafragmática, o grounding e a psicoeducação têm evidência na promoção da autorregulação emocional.

Se este conteúdo fez sentido para ti, guarda para mais tarde ou partilha com alguém que possa beneficiar.

autoconhecimento

Hoje é Dia da Mãe.Mas nem todos têm motivos para sorrir.Há filhos que nunca souberam o que é um abraço que acalma,um cui...
03/05/2026

Hoje é Dia da Mãe.
Mas nem todos têm motivos para sorrir.
Há filhos que nunca souberam o que é um abraço que acalma,
um cuidado que protege,
um amor que não fere.

Há quem tenha crescido no vazio,
tentando entender por que o afeto nunca chegou,
por que o lugar que devia ser seguro… doeu.

E há mães que também foram feitas de ausências,
de feridas abertas,
de histórias que transbordam dor e silêncio.

Nem todo laço é abrigo.
Nem toda mãe soube amar.
E nem todo filho teve escolha além de aprender a sobreviver.
Hoje, para muitos, não é celebração é memória,
é confronto, é tentativa de seguir em frente com o que faltou.
E ainda assim…
há uma coragem imensa em quem decide não repetir a dor,
em quem aprende, sozinho, a dar a si mesmo o cuidado que nunca recebeu.
Que este dia não seja sobre fingir felicidade,
mas sobre reconhecer verdades.
E, quem sabe, começar a reconstruir mesmo que devagar aquilo que um dia foi negado.

Para quem celebra, feliz Dia da Mãe.
Para quem carrega feridas… que hoje seja um dia de respeito por si mesmo.

Com Amor AP

Responsabilidade emocional é reconhecer o que sentimos, assumir o impacto das nossas atitudes e escolher agir com consci...
02/05/2026

Responsabilidade emocional é reconhecer o que sentimos, assumir o impacto das nossas atitudes e escolher agir com consciência sem transferir culpas, sem reagir no impulso, sem ferir o outro e sem abandonar a si mesmo.
É saber comunicar com respeito, estabelecer limites saudáveis e entender que crescer também envolve rever padrões, pedir desculpas e mudar o que for preciso… sempre e primeiro por Ti.

Com Amor AP

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