Pausa Para Sentir

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À primeira vista parecem apenas pensamentos passageiros. Frases comuns e até inofensivas.Mas muitas vezes são formas de ...
07/06/2026

À primeira vista parecem apenas pensamentos passageiros. Frases comuns e até inofensivas.
Mas muitas vezes são formas de nos protegermos daquilo que não queremos sentir, admitir ou partilhar.

Porque reconhecer que não estamos bem pode ser desconfortável. Pode obrigar-nos a olhar para algo que temos vindo a evitar. Pode signif**ar ‘’ter de pedir ajuda’’. Pode implicar aceitar que estamos cansados, sobrecarregados ou a precisar de apoio.

E, por isso, continuamos.
Continuamos a trabalhar.
Continuamos a cuidar dos outros.
Continuamos a responder "está tudo bem".
Até ao dia em que o corpo, a mente ou as emoções deixam de conseguir acompanhar o ritmo.

Se deixasse de responder automaticamente "está tudo bem", o que diria realmente? 🤍

Há uma diferença importante entre aquilo que pensamos e aquilo que é verdade.Mas, muitas vezes, não somos ensinados a fa...
04/06/2026

Há uma diferença importante entre aquilo que pensamos e aquilo que é verdade.
Mas, muitas vezes, não somos ensinados a fazer essa distinção.

Se pensamos que vamos falhar, assumimos que vamos mesmo falhar.
Se pensamos que ninguém gosta de nós, começamos a agir como se isso fosse um facto.
Se pensamos que não somos suficientes, acabamos por carregar esse peso como uma verdade absoluta.

A nossa mente tenta constantemente interpretar o mundo à nossa volta. O problema é que essas interpretações são influenciadas pelas nossas experiências, pelas nossas inseguranças, pelos nossos medos e até pelo estado emocional em que nos encontramos naquele momento.

Por isso, nem tudo o que pensamos corresponde à realidade. Mas isso não signif**a que devamos ignorar aquilo que sentimos.

As emoções transmitem-nos informação importante sobre aquilo que estamos a viver, sobre as nossas necessidades e sobre aquilo que merece ser olhado com mais atenção.
O objetivo não é acreditar em todos os pensamentos que surgem.
Mas aprender a escutá-los com curiosidade.
Questioná-los.
E perceber o que eles estão a tentar dizer-nos sobre nós próprios.

Nem tudo o que pensa é verdade.
Mas tudo o que sente merece atenção 🤍

Mas… desde quando é que sobreviver passou a ser o mesmo que viver?Vivemos numa rotina tão acelerada, tão exigente e cons...
22/05/2026

Mas… desde quando é que sobreviver passou a ser o mesmo que viver?
Vivemos numa rotina tão acelerada, tão exigente e constantemente ocupada… que começámos a normalizar coisas que nos desgastam profundamente. O cansaço permanente, a dificuldade em parar, a culpa, o viver em modo automático durante semanas, meses ou até anos.

E o mais difícil é que muitas destas coisas não parecem imediatamente perigosas. Parecem apenas “a vida a acontecer”.
Até ao momento em que percebemos que estamos completamente exaustos/as, desconectados/as de nós próprios/as e a sobreviver em vez de viver verdadeiramente.

Talvez esteja na altura de começarmos a olhar para estas pequenas rotinas diárias com mais consciência. Porque aquilo que repetimos todos os dias… também tem impacto na nossa saúde mental.

No Dia Internacional da Família, quisemos lembrar uma coisa simples: não existe apenas uma forma legítima de ser família...
15/05/2026

No Dia Internacional da Família, quisemos lembrar uma coisa simples: não existe apenas uma forma legítima de ser família.

Existem famílias construídas por pais e filhos. Outras por apenas um cuidador. Algumas nascem depois de recomeços. Outras vivem através dos avós, dos tios, dos padrinhos, dos amigos que se tornam casa.

Há famílias que partilham o mesmo sangue. E outras que se escolhem todos os dias.
Durante muito tempo, muitas pessoas cresceram a acreditar que a sua família era “menos válida” por não corresponder ao modelo tradicional.
Mas a verdade é que nenhuma estrutura garante amor, segurança emocional ou presença.

Porque aquilo que sustenta uma família não é a forma. É o vínculo 🤍

É saber que existe alguém que f**a. Que cuida. Que acolhe. Que tenta fazer melhor.
Hoje, mais do que celebrar famílias perfeitas, queremos celebrar famílias reais — com histórias diferentes, desafios diferentes e formas diferentes de amar.

Mindfulness tornou-se uma palavra comum. Mas muitas vezes é mal compreendida.Não é uma técnica para acalmar rapidamente....
07/05/2026

Mindfulness tornou-se uma palavra comum. Mas muitas vezes é mal compreendida.
Não é uma técnica para acalmar rapidamente.
Não é uma forma de “desligar”.
Nem uma tentativa de controlar o que sentimos.

É algo mais exigente do que isso.
É a capacidade de estar presente no momento, com consciência, mesmo quando a experiência não é confortável.
Os pensamentos que surgem. As emoções que incomodam. As sensações no corpo que pedem atenção.
Sem afastar.
Sem reagir automaticamente.
Sem julgar.

E, talvez por isso, não seja algo imediato e natural a toda a gente. Mas é, muitas vezes, um ponto de partida para uma relação diferente com aquilo que vivenciamos.

Alguma vez testou esta prática?

“Mãe é mãe.” E isso nunca esteve em causa.O que raramente se diz é tudo aquilo que f**a implícito nessa frase.Ser mãe nã...
03/05/2026

“Mãe é mãe.” E isso nunca esteve em causa.
O que raramente se diz é tudo aquilo que f**a implícito nessa frase.

Ser mãe não acontece isoladamente. Acontece ao mesmo tempo que se é mulher, trabalhadora, companheira, filha, amiga.

Acontece no meio de exigências que não param, de responsabilidades que se acumulam e de expectativas que, muitas vezes, não são compatíveis entre si.

E, no meio disso, há um esforço constante para dar conta de tudo.
Para não falhar. Para não parar.

Mas esse esforço tem um custo que nem sempre é visível.
Nem sempre é nomeado.
E que, muitas vezes, se traduz na ausência de espaço para si própria.

Cuidar de si não a torna menos mãe. Torna-a mais inteira.

30/04/2026

Celebrámos 2 anos. E, desta vez, juntos — equipa, famílias, pessoas que fazem parte do nosso dia a dia.

Porque o Pausa nunca foi só um espaço de trabalho.
É feito de relações.
De presença.
De tudo o que acontece para além das consultas.

Foi um dia simples, mas cheio de signif**ado para nós.
E são estes momentos que nos lembram porque é que isto faz sentido.

Dois anos depois, continuamos a construir. Com intenção. Com cuidado.
E com as pessoas certas ao nosso lado.

O 25 de Abril marcou uma mudança profunda na forma como vivemos em sociedade.Deu-nos liberdade. Liberdade para escolher,...
25/04/2026

O 25 de Abril marcou uma mudança profunda na forma como vivemos em sociedade.
Deu-nos liberdade. Liberdade para escolher, para falar, para existir.

Mas há um tipo de liberdade que não se conquista de forma coletiva. Constrói-se, pessoa a pessoa.
Durante muitos anos, a saúde mental foi vivida em silêncio. Com vergonha. Com a ideia de que sentir era sinal de fraqueza ou loucura.

Hoje, esse cenário está a mudar. Fala-se mais sobre o tema. Há mais acesso à informação. Mais abertura para procurar ajuda. E isso é, sem dúvida, um sinal de evolução.

Mas a evolução não termina aí. Porque, mesmo com mais liberdade externa, continuamos muitas vezes presos internamente.
Presos a padrões. A expectativas. A formas de estar que não questionamos.

Quão livres realmente somos?

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