19/08/2026
Perco-me na imensidão das coisas,
Não sei sequer viver pela metade,
Não sei sequer pensar em metades.
Ou é ou não é
Ou estás ou nem precisas de vir.
Perco-me na imensidão da vida,
na luz do sol,
na intensidade do mar,
na pureza de uma criança,
no cheiro de um café acabado de fazer
Perco-me em pensamentos,
em conversas que nunca tive,
em lugares que nunca visitei para lá do que reside apenas na minha cabeça,
no perfume que voa pelo ar e nos aprisiona,
em abraços e beijos intensos.
Sou feliz a viver assim, tão simples directa intensa
Sou feliz a viver através da escrita e na forma como o meu cérebro decide funcionar quando surge um papel em branco e uma caneta.
Estou aqui, sei que estou aqui e respiro,
mas a cabeça já está a criar os cenários mais improváveis cheios de mundos que podem não ser assim tão reais.
E vejo-me, finalmente, a ser cada vez mais feliz, simplesmente, a ser quem sou.