09/06/2022
Um coração de mãe sabe o que o filho
precisa, e é isso o que a mãe faz.
No entanto, se ela consulta livros para saber como se faz, ela certamente fará errado. Bert gosta de contar uma história que ele presenciou durante sua estadia na África do Sul. Ele estava hospedado em um hotel à beira da praia e era domingo de Páscoa. Um casal branco entrou com seu filho no restaurante para o café da manhã. A criança gritava desesperadamente.
Os pais não sabiam o que fazer e estavam
visivelmente constrangidos. Algumas mulheres
nativas, que trabalhavam como garçonetes, riam em um canto. Depois de um tempo, uma delas foi até a mesa, pegou a criança no colo, sacudiu-a
ligeiramente e sentou-a novamente na cadeira.
Depois disto, a criança tomou seu café da manhã
sossegadamente.
Essas mulheres sabiam o que deveria ser feito, porque estavam em sintonia com a criança. Esta é a regra mais importante para qualquer educação: concordar com a criança assim como ela é. E concordar com o seu destino específico, que é
diferente do que a mãe imagina, já que todos temos
nosso próprio destino. É claro que a criança também deve ser educada de modo a conviver em sociedade.
As regras sociais devem ser ensinadas. Isto é uma
tarefa e uma exigência. Se liberarmos a criança de
todas as tarefas e responsabilidades, ela se tornará
inapta para a vida. Uma vida confortável não é uma
vida plena. À medida que a criança for crescendo, os pais terão que impor limites, com os quais ela deverá se confrontar e que a farão amadurecer.
Isso prova que são bons pais, por exigirem da criança algo que a preparará para a vida adulta.
Muitas crianças f**am com raiva dos pais, porque prefeririam manter a dependência original. Mas é justamente por se retirarem e por frustrarem estas expectativas que os pais ajudam seus filhos a se libertar da dependência e, pouco a pouco, a agir de forma autossuficiente. Só assim, a criança consegue ocupar seu lugar no mundo dos adultos e passar de tomador a doador.