12/08/2026
Hoje, a Clínica do Fígado fez uma pequena pausa.
Não para nos afastarmos da ciência, mas precisamente para irmos ao seu encontro — desta vez, olhando para o céu.
Eu e a Dra. Diana Valadares, colega e companheira de percurso na Clínica do Fígado do CMIT, trocámos por algumas horas as consultas, os exames, os artigos científicos e as discussões clínicas pela observação de um fenómeno extraordinário: um eclipse total do Sol.
Porque a ciência está verdadeiramente em todo o lado.
Está na compreensão dos mecanismos que levam uma célula hepática a adoecer, na procura de um diagnóstico mais preciso, na escolha do melhor tratamento para cada pessoa. Mas está também na mecânica celeste, na extraordinária precisão com que conseguimos prever o instante em que a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol e transforma, por breves momentos, o dia em noite.
Áreas aparentemente tão distantes, mas unidas pela mesma inquietação: observar, questionar, compreender e procurar ir mais além.
E talvez seja também isso que torna a ciência tão fascinante. Quanto mais sabemos, mais percebemos o quanto ainda existe para descobrir.
Foi igualmente um dia de amizade. Porque os melhores projetos profissionais constroem-se com conhecimento e rigor, mas também com pessoas com quem partilhamos curiosidade, entusiasmo, desafios e uma determinada forma de olhar para o mundo.
Na Clínica do Fígado do CMIT, procuramos todos os dias compreender melhor a doença para cuidar melhor de quem nos procura. Hoje, permitimo-nos olhar noutra direção.
Mais longe. Para o céu.
E regressamos com a mesma certeza de sempre: seja perante o fígado humano ou perante o Universo, a ciência começa quando temos vontade de compreender aquilo que estamos a ver.
🌑☀️ Day off da Clínica do Fígado. Porque, às vezes, para continuarmos a avançar, também é preciso levantar os olhos.