Clínica de Castro

Clínica de Castro Psicóloga Clínica | Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses n.º 26538

02/09/2026

Nesta segunda parte da conversa com a Mariana Amaro, continuámos a olhar para o impacto das redes sociais na forma como nos vemos.

Falámos sobre exposição, comparação, autoestima e sobre esse cansaço mental que, muitas vezes, aparece quando sentimos que estamos sempre a ser observados, avaliados ou chamados a mostrar uma versão “bem resolvida” de nós.

Estar presente no digital pode aproximar-nos dos outros, mas também pode afastar-nos de nós próprios, quando passamos a olhar para a nossa vida, o nosso corpo ou o nosso valor, através daquilo que vemos online.

Talvez a grande reflexão seja esta: estamos realmente a usar as redes sociais com consciência ou estamos, aos poucos, a ser moldados por elas?
A Mariana - e tantas outras Marianas - não é só um corpo, uma imagem ou uma presença digital. É uma pessoa.

E esse é um lembrete importante para todos nós. 💛


ERS E175133, Redes sociais, Autoestima, Comparação social, Exposição online, Saúde mental

31/08/2026

As redes sociais aproximam-nos de muitas pessoas, mas também nos colocam, muitas vezes, num lugar constante de comparação.

Comparamos corpos, rotinas, conquistas, relações, estilos de vida, mesmo sabendo que aquilo que vemos é apenas uma parte da realidade.
E talvez seja precisamente isso que torna este tema tão importante: saber que é uma versão editada nem sempre impede que ela mexa connosco.

Nesta conversa com a Mariana Amaro, falamos sobre autoestima, imagem, exposição, comparação e sobre a forma como o mundo digital pode influenciar a maneira como nos vemos.
Porque estar presente nas redes não signif**a estar imune ao impacto que elas têm.
E talvez valha a pena pensar: estamos a usar as redes com consciência ou estamos, aos poucos, a ser moldados por elas?


ERS E175133, Redes sociais, Autoestima, Comparação social, Imagem corporal, Saúde mental

27/08/2026

Hoje, a clínica recebeu dois “novos psicólogos” muito especiais.
Com 7 anos, muita imaginação e uma forma simples de olhar para os problemas dos adultos, trouxeram respostas que talvez sejam mais sensatas do que esperamos.

Às vezes, as crianças conseguem dizer de forma direta aquilo que nós, adultos, complicamos: que é importante ouvir, brincar, descansar, pedir desculpa, falar sobre o que sentimos e estar mais presente.

Claro que a psicologia exige formação, responsabilidade e ciência.
Mas há algo que as crianças nos recordam muito bem: muitas vezes, o essencial começa no básico.

Escutar melhor.
Cuidar mais.
Estar presente.
Não ter vergonha de sentir.

E talvez, no meio da complexidade da vida adulta, também precisemos de voltar a aprender algumas coisas simples. 💫


ERS E175133, Psicologia infantil, Educação emocional, Saúde mental, Crianças e emoções, Psicologia

24/08/2026

Intimidade é mostrar para além do corpo. É partilhar medos, sonhos, vulnerabilidades e aquilo que, muitas vezes, se esconde do mundo, mas se revela na relação. Porque a relação também pode ser Casa: um lugar onde se sente visto, compreendido e emocionalmente seguro.

Sentir a mão do outro e saber que não se está só, ter uma conversa profunda e sentir-se ouvido, rir sem medo, falar do que preocupa sem julgamento ou partilhar o silêncio sem solidão. Tudo isto também é intimidade.

As relações mais satisfatórias são, muitas vezes, aquelas onde existe espaço para a conexão emocional e para a conexão física. Mas, no meio das tarefas, do trabalho, da casa, dos filhos e do cansaço, é fácil acreditar que, por existir vida sexual, existe também ligação emocional.

Mas será que basta?

Sem dar conta, o casal pode transformar-se numa equipa eficiente: a rotina funciona, as tarefas cumprem-se, tudo parece correr bem… até surgir uma pergunta difícil: “O que é que o outro sabe realmente de mim?” ou “Quando foi a última vez que me senti verdadeiramente encontrado nesta relação?”.

Por vezes, fala-se de tudo, menos do que realmente se sente. E é aí que se percebe que a intimidade, essa Casa de acolhimento e segurança, talvez precise de cuidado.

Um casal pode ter vida sexual ativa e sentir-se distante emocionalmente. E também pode viver muita intimidade emocional numa fase em que a sexualidade está menos presente.

Às vezes, o que precisa de ser recuperado não é apenas a vida sexual. É a intimidade emocional.


ERS E175133, Intimidade emocional, Sexualidade no casal, Relações amorosas, Conexão emocional, Terapia de casal

Há um momento em que o jogo deixa de ser só um jogo e esse momento raramente é claro. Não há uma linha que se cruza de u...
20/08/2026

Há um momento em que o jogo deixa de ser só um jogo e esse momento raramente é claro. Não há uma linha que se cruza de um dia para o outro. Há, antes, pequenas repetições. “Só mais uma vez.” “Só hoje.” “Só para ver se corre melhor.”

Do ponto de vista psicológico, isto não é por acaso. O cérebro não reage ao jogo apenas como entretenimento. Reage como recompensa variável. E esse tipo de recompensa - imprevisível - é uma das formas mais potentes de reforço do comportamento. É por isso que se torna tão difícil parar. Porque não se está apenas a repetir uma ação. Está-se a repetir uma expectativa. E, muitas vezes, é mais forte do que o resultado. Mas isto seria uma explicação incompleta se ficássemos só no comportamento porque a questão, raramente, começa no jogo… Começa antes.

"O vício está na esquina onde pára o desespero, à espera." (Pedro Chagas Freitas) - Há algo muito verdadeiro nesta frase. Nem sempre o jogo é o problema. Muitas vezes, é a tentativa de resposta a um problema que já lá estava… Ansiedade, vazio, stress acumulado, solidão, ou simplesmente uma dificuldade em estar com aquilo que se sente quando tudo f**a em silêncio.
O jogo entra aí. Como forma rápida de mudar o estado interno, de desligar o pensamento, de adiar o desconforto… O problema é que o cérebro aprende depressa e o que começou como alívio passa a estratégia.
E o que era ocasional passa a repetição. E a repetição, quando se mantém, deixa de ser escolha consciente. Não porque desaparece a vontade, mas porque o sistema de recompensa começa a funcionar à frente da reflexão. É aqui que, muitas vezes, se instala a dependência. Não como falta de caráter, nem como fraqueza, mas como um ciclo entre comportamento e regulação emocional que se autoalimenta.

E há outro ponto importante, menos falado… Com o tempo, o jogo deixa de ser sobre ganhar. Passa a ser sobre aliviar. E depois passa a ser sobre evitar: evitar pensar, evitar sentir, evitar parar. E, enquanto isso não for compreendido, o problema, raramente, é apenas o jogo. É tudoo que o jogo está, silenciosamente, a tentar calar.

Há padrões que se aprendem muito antes de se perceber que viriam a ser padrões.A forma como se reage ao conflito, como s...
17/08/2026

Há padrões que se aprendem muito antes de se perceber que viriam a ser padrões.

A forma como se reage ao conflito, como se expressa afeto, como se lida com a culpa, com a raiva, com o silêncio ou com os limites, muitas vezes, começa dentro da família.

E, durante algum tempo, isso pode parecer apenas personalidade, mas chega uma fase em que a pessoa começa a reparar: há respostas que já não fazem sentido, frases que não queria repetir, formas de estar que talvez tenham sido herdadas, mas que já não quer continuar a carregar.

Reconhecer a influência da nossa história é importante. Mas a consciência não serve para f**armos presos ao passado. Serve para abrir espaço para a escolha. Porque compreender de onde vem um padrão não signif**a aceitá-lo como destino.


ERS E175133, Padrões familiares, Heranças emocionais, Autoconhecimento, Saúde mental, Psicoterapia

13/08/2026

Há viagens que não f**am apenas na memória pelas paisagens.
Ficam pela forma como nos fazem sentir, pela maneira como nos recebem, pelas conversas inesperadas, pelos sorrisos fáceis, pelas crianças na rua, pela música que aparece, sem pedir licença, e pela sensação de que, às vezes, a vida pode ser vivida com mais presença e menos pressa.

Cabo Verde lembrou-me de muitas coisas.

Da importância da simplicidade, do valor de uma infância com tempo, da beleza de um povo que acolhe sem esforço, e da forma como a alegria pode existir mesmo quando a vida não é perfeita.

Trouxe fotografias e vídeos, claro. Mas trouxe, sobretudo, uma sensação difícil de explicar: a de que há lugares que nos devolvem alguma coisa que, sem percebermos, talvez tivéssemos deixado adormecer.

Às vezes, viajar não é fugir da vida.
É voltar a olhar para ela de outra forma. 🤍


ERS E175133, Saúde mental, Viagem e autoconhecimento, Cabo Verde, Humanidade

Há dias em que uma frase nos encontra no momento certo. Esta encontrou-me.Passei algum tempo a pensar nela. Porque, na v...
10/08/2026

Há dias em que uma frase nos encontra no momento certo. Esta encontrou-me.
Passei algum tempo a pensar nela. Porque, na verdade, quantas decisões deixamos por tomar por causa daquilo que acreditamos sobre nós?

Há quem diga que não muda de trabalho porque "não tem perfil". Há quem não termine uma relação porque "não é capaz de f**ar sozinho". Há quem nunca procure ajuda porque "não é o tipo de pessoa que faz terapia". E há quem adie sonhos inteiros porque se convenceu de que não é suficientemente inteligente, competente, interessante ou corajoso.
Curiosamente, raramente é aquilo que somos que nos limita. São as histórias que vamos
construindo sobre quem acreditamos ser. Histórias que nasceram de comentários, de experiências, de medos ou de comparações. Histórias repetidas tantas vezes que deixaram de soar a pensamentos e passaram a parecer factos.

Mas um pensamento, por mais antigo que seja, não deixa de ser um pensamento. E talvez seja essa a parte mais difícil de aceitar. Porque, se aquilo que nos prende não é uma verdade
absoluta, então também deixa de haver uma desculpa confortável para não arriscar.
Mudar assusta. Arriscar assusta. Questionar a imagem que construímos sobre nós próprios
também. Mas viver a vida inteira condicionado por uma versão de si que talvez nunca tenha sido verdadeira assusta-me muito mais.


ERS E175133, Autoconhecimento, Crenças limitadoras, Desenvolvimento pessoal, Medo de arriscar, Identidade pessoal

Nem todos os verões são vividos da mesma forma.Há quem regresse cheio de histórias, fotografias e planos realizados. E h...
06/08/2026

Nem todos os verões são vividos da mesma forma.

Há quem regresse cheio de histórias, fotografias e planos realizados. E há quem chegue ao fim do verão com a sensação de que não descansou, não aproveitou ou não teve nada de “especial” para contar. Mas a vida não precisa de “parecer interessante” para ter valor.

Nem todas as pausas são bonitas, produtivas ou memoráveis. Às vezes, uma fase serve apenas para sobreviver, recuperar energia, reorganizar-se ou, simplesmente, existir com menos exigência.
E isso também conta.

Comparar o seu verão com aquilo que vê dos outros pode fazer parecer que ficou para trás, mas a verdade é que ninguém conhece a realidade inteira de ninguém.
Talvez o mais importante não seja ter vivido um verão cheio de momentos para mostrar, mas perceber o que precisou, neste tempo, e aceitar isso com menos culpa.


ERS E175133, Verão e Saúde Mental, Comparação Social, Descanso, Autocuidado, Bem-estar Emocional

03/08/2026

Enquanto equipa de profissionais de saúde mental, não trabalhamos com opiniões. Trabalhamos com evidência científ**a.

Há práticas que podem trazer conforto, sensação de calma ou até ajudar a pessoa a sentir-se mais ligada a si própria. E isso pode ter valor.
Mas quando existe sofrimento psicológico persistente, ansiedade, tristeza, trauma, padrões relacionais difíceis ou dificuldades que interferem com a vida, é importante procurar acompanhamento profissional.

Não se trata de desvalorizar outras abordagens. Trata-se de perceber que saúde mental exige cuidado, responsabilidade e intervenção baseada em conhecimento científico.
Tal como noutras áreas da saúde, aliviar momentaneamente não é o mesmo que compreender e tratar a causa.

A sua saúde mental merece escolhas informadas, seguras e ajustadas ao que realmente precisa.

📌 Guarde este conteúdo se acredita que cuidar da saúde mental também passa por saber quando procurar ajuda especializada.


ERS E175133, Saúde Mental, Psicoterapia, Apoio Psicológico, Terapias Alternativas, Cuidados de Saúde Mental

Endereço

Rua António Alegria, 170, 1 Andar, Sala 1
Oliveira De Azemeis
3720

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