28/08/2026
O Reiki começou quando lhe foi atribuído nome?
Talvez esta seja uma pergunta que valha a pena fazer.
Quando falamos de Reiki, normalmente pensamos numa técnica, numa prática, numa formação, numa iniciação ou na transmissão de uma energia.
Mas tudo isso vem depois. Antes de qualquer técnica, já existe Vida. Antes de qualquer terapeuta, já existe a Presença que sustenta o terapeuta. Antes de alguém receber Reiki, essa mesma Presença já está naquele que recebe.
Em Cartas de Cristo, encontramos uma reflexão profunda sobre esta relação. A Vida que anima o corpo não nasce do corpo. A mente humana não é a origem daquilo que cria. Existe uma Inteligência maior, uma Mente criadora, da qual a consciência humana é parte.
O corpo respira porque existe Vida.
Inspira.
Expira.
Recebe.
Entrega.
E esse movimento não foi criado pelo homem.
É a própria Vida a manifestar-se.
O ser humano pode pensar que está separado daquilo que o criou. Pode viver como se fosse uma existência independente, capaz de criar por si mesma.
Mas essa separação é apenas uma experiência da mente.
Nada foi, nada é e nada será fora dessa Presença.
E talvez seja aqui que possamos começar a compreender Reiki de outra maneira.
Reiki deixa de ser apenas uma prática ou uma técnica energética.
A própria palavra pode ser contemplada na sua dimensão essencial:
a relação entre o humano e o que o transcende e, simultaneamente, o habita.
Essa relação não começou com Mikao Usui. Não começou com nenhuma escola. Não começou com nenhuma iniciação. E não termina quando uma pessoa deixa de praticar Reiki.
Reiki está antes, durante e depois. Está no movimento da Vida. Está naquele que nasce, naquele que respira, naquele que cresce, naquele que cura, naquele que envelhece e naquele que parte. Está em todos os seres vivos.
As terapias que a humanidade criou, antes e depois do Reiki, são diferentes formas de procurar compreender, acompanhar ou facilitar esse movimento.
Mas nenhuma terapia cria a Vida.
Nenhum terapeuta possui a Vida.
Nenhuma técnica é a origem daquilo que sustenta todos nós.
Quando um terapeuta se torna consciente disso, algo pode mudar profundamente na forma como olha para o seu trabalho.
Deixa de se colocar no lugar daquele que “faz”.
Começa a reconhecer-se como parte consciente de algo que já está a acontecer.
E quanto mais consciência existe dessa ligação, mais profundamente podemos perceber aquilo que tantas tradições procuraram dizer através de linguagens diferentes.
Talvez o verdadeiro caminho não seja aprender a estar ligado.
É reconhecer que nunca estivemos desligados.
A consciência dessa ligação abre portas. Para compreender o que veio antes. Para compreender o que existe agora.
E para reconhecer aquilo que continuará depois de nós.
Porque Reiki talvez não seja apenas aquilo que fazemos.
Talvez seja aquilo que sempre esteve a acontecer.
E o que muda quando nos tornamos conscientes disso?
Talvez seja, precisamente, aí que começa o verdadeiro caminho.
O que é Reiki para si, quando retiramos tudo aquilo que aprendemos sobre Reiki?
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