11/06/2026
Vejo a construção de um puzzle como algo que requer paciência, resiliência, muitas tentativas e erros, mas quando começamos a ver frutos desta construção e a vislumbrar uma imagem que nos agrada, é uma grande satisfação.
Comparo a terapia, o processo terapêutico, a fazer um puzzle. Em cada sessão, e à medida que vamos descobrindo a nossa história, vamos encaixando cada pecinha onde faz sentido.
Às vezes, uma peça não está no local certo e precisamos tentar encontrar o seu lugar através de várias tentativas e pela lógica da sua constituição, das suas cores, formas. É como muito dos questionamentos, medos e inseguranças que temos dentro de nós. Muitas vezes não sabemos a sua origem e como os reparar, e é aí que a terapia entra. Ajuda a refletir, perceber o que está a acontecer para não funcionar, onde encaixar e como podemos reparar. E aí sim, cada peça do puzzle encaixa no seu lugar e começa a formar uma imagem, a imagem de quem somos e onde gostaríamos de chegar.
Somos como um puzzle com um número elevado de peças, levamos muito tempo a orientar todas as nossas gavetas interiores e é preciso paciência e saber desfrutar desta viagem, porque só assim o puzzle da nossa vida, de quem somos, f**a bem construído e pronto para ser apreciado, vivido.
Como anda o puzzle da tua vida? Em que fase está?
Que peças não consegues encaixar e ainda não encontraste o seu lugar?
Gostas da imagem que se está a formar?
Talvez a terapia te ajude a refletir e responder a estas respostas.
Maria Pereira
Psicóloga