20/08/2026
Há mais ou menos 20 anos, e por favor não façam as contas 🙃, eu costumava tratar pacientes com disfunções temporomandibulares, a famosa região da ATM.
O que eu não imaginava é que, muitos anos depois, estaria a tratar o pavimento pélvico das minhas pacientes e a voltar a olhar com tanta atenção para essa mesma região.
Quem já estudou os Trilhos Anatómicos, de Thomas Myers, sabe do que estou a falar. Mandíbula, região cervical, diafragma, tronco e pavimento pélvico estão interligados através de cadeias musculares e padrões de tensão que se influenciam mutuamente.
Na prática clínica, não é raro encontrar numa paciente com dor durante a relação, hiperatividade ou dificuldade de relaxamento do pavimento pélvico sinais de tensão também na região mandibular, como apertamento dos dentes, bruxismo ou dificuldade em “soltar” a mandíbula.
Por isso, muitas vezes, para termos melhores resultados, precisamos de olhar para a paciente de forma global e não apenas para o local onde o sintoma aparece.
Às vezes, para ajudar o pavimento pélvico a relaxar, precisamos começar bem longe dele. 😉
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