Ment'alegre

Ment'alegre “Somos os seus vizinhos especializados”

O MENT'ALEGRE dedica-se a cuidar da sua Saúde Mental.

31/05/2026

Atravessarem dois países e andarem onze dias deambulando por Portugal. Vendarem duas crianças de três e de cinco anos, iludindo-as com um jogo. Abandoná-las, de seguida, à beira da estrada, junto de um canal cheio de água e perto de arrozais alagados. Confraternizarem, depois disso, num bar, de forma descontraída, durante horas, a muito quilómetros de distância. E fazerem-se parecer enlouquecidos. Foi desta forma que, em traços gerais, ficámos todos em choque com uma notícia de exposição ao abandono, de violência e de omissão de auxílio duma mãe e de um padrasto franceses sobre duas crianças pequeninas (após terem deixado um adolescente de dezasseis anos, sozinho, em França).

Talvez o “impacto viral” deste episódio se justifique pela perplexidade como duas pessoas instruídas e, supostamente, esclarecidas, de forma calculista, tenham sido capazes da maldade, da perversidade e da frieza de exporem duas crianças muito pequeninas ao sofrimento, em condições de enorme perigo. Duma delas ser a mãe destas crianças, que, dum jeito patético, lhes deixou duas mudas de roupa, duas peças de fruta e algumas bolachas, como se isso as blindasse de todos os perigos, enquanto lhes virava as costas com uma indiferença assustadora. E do seu resgate, quando estavam aterrorizadas e em lágrimas, em oposição a tamanha maldade, ter mobilizado pessoas bondosas e generosas que as acolheram e protegeram.

Podem os pais “normais” ser capazes duma maldade tão ilimitada, sem medirem o sofrimento violento que promovam e as feridas, impossíveis de silenciar para sempre, numa criança? Nunca!
Compreende-se a maldade sobre filhos frágeis e indefesos como o resultado duma perturbação grave do equilíbrio psicológico duma mãe, para mais, acompanhada por quem terá vindo a dar sinais de manifesta perturbação mental? Sim.
Será alguma vez um sofrimento tão esdrúxulo envolvido por um manto de esquecimento por cada uma destas crianças, considerando a idade que têm? Jamais!
Pode, duma experiência como esta, resultar - pelo tempo fora - uma desconfiança primária, de cada um deste meninos, manifestar-se em relação a quem os tente cuidar ou a quem venha a gostar deles, sobretudo depois de quem mais os devia ter protegido os ter exposto a uma dor tão absurda? Sem dúvida que sim.

Já quando a maldade de primeira página nos assusta e nos comove isso quer dizer, apesar dos muitos défices de atenção que possamos ter, que somos, sobretudo, boas pessoas! E, por mais que isso pareça simplista, nunca é demais de acentuar.

28/04/2026

🎲 Quem vem jogar? 😉

O 5.º Festival de Jogos de Tabuleiro para Famílias está quase a chegar!

📅 9 e 10 de maio
⏰ 10h00–19h00
📍 Universidade Nova SBE, Carcavelos

👉 Jogos para todas as idades
👉 Momentos para rir, partilhar e criar memórias
👉 Diversão garantida para pequenos e graúdos

➡️ Entrada gratuita até aos 18 anos
🎫 Bilhete diário: 2€ (reverte a favor do IAC). Aquisição no local.

Tragam a família, convidem os amigos… e venham jogar connosco!

28/04/2026

Inspirados pela beleza serena do Jardim das Casas Pintadas, convidamos as famílias a explorarem a técnica da pintura à vista. Entre o verde das folhas e o azul do céu, vamos usar aguarelas e guaches para passar para o papel toda a magia da natureza que nos rodeia. Quem aceita o desafio?

A participação nesta atividade está sujeita a inscrição prévia.

Mais informações e inscrições:
www.fea.pt/educacao-e-mediacao/familias/sabados-criativos
ou [email protected] / 266 748 350

28/04/2026

Uma hora (com um os dos pais) por dia. Uma história por noite. Uma tarde (de tempo livre) por semana. Se houver uma forma minimalista para as crianças crescerem com tempo para serem crianças e tendo muito mais oportunidades para aprenderem a ser felizes esta poderia muito bem ser “A fórmula”. Mas se quiser dar uma oportunidade premium para que elas se tornem mais inteligentes e mais capazes de formular problemas e de aprenderem a resolvê-los, juntem, por favor, uma a duas horas por dia para que brinquem, livres e sem agenda. Poupem-nas a trabalhos de casa mecânicos, no meio da maior das tensões, entre o banho e o jantar. Dêem-lhes vinte minutos de ecrãs por dia. E nada de smartphones antes dos 14. Transformem o jantar num tempo de família, sem a companhia da televisão. Deixem-nas correr, ter a vista na ponta dos dedos e sujar-se. Não façam do jardim de infância o lugar onde se aprende a ler e a escrever. E não entrem no “ai jesus” das notas mal elas entrem no ensino básico. Não percam de vista que elas ganham se tiverem um desporto de equipa, desde pequeninas. E escolham uma segunda actividade extra-curricular, como a dança ou música, o teatro ou as artes plásticas. E não procurem as escolas por elas serem exclusivas e por terem, no papel, excelentes projectos educativos. Reparem, antes, quem pode ser o seu professor nesses primeiros quatro anos de escola. E informem-se, com paciência, se ele será, de certa forma, uma pessoa especial. Juntem a isso um olhar crítico em relação aos tempos de recreio que ela lhes ofereça. E não se resignem a cinco ou dez minutos, de hora e meia em hora e meia, para que brinquem. Mas sejam exigentes com o espaço do recreio: troquem o alcatrão pela terra, tornem as galochas amigas delas, nunca aceitem que brincar é um actividade de primavera/verão e façam questão que haja um espaço generoso onde possam brincar, mesmo que esteja a chover.
Depois, pf, não digam que é difícil educá-las. Basta que, para além disto, resistam a tutoriais e a influencers. Escutem-nas com a vossa infância e decidam com o sexto sentido. No final, vão descobrir que as crianças nunca crescem depressa. Mas são tanto mais fáceis quando crescemos com elas.

26/04/2026

Às vezes, não é o lugar que nos limita… é o quanto a gente se acostuma a permanecer onde não floresce.

Liberdade também é uma escolha silenciosa, aquela que você faz quando decide se respeitar, se ouvir e se priorizar.

Nem sempre é fácil sair, mas é sempre possível começar a se escolher.
E quando isso acontece, tudo ao redor começa a mudar!





26/04/2026

📢 Já está disponível o novo InfoCRIANÇA!⁠

Esta publicação digital trimestral reúne, em cada número, informações, recursos e documentos úteis sobre uma temática relacionada com a criança e o jovem.⁠

Este número é dedicado ao uso dos telemóveis nas escolas, um tema atual que tem gerado debate a nível nacional e internacional.⁠

📚 Neste número reunimos publicações e relatórios que contribuem para uma melhor compreensão desta realidade.⁠

📖 Consulte aqui: https://mailchi.mp/iacrianca/infocrianca110

26/04/2026

Um guia prático para pais compreenderem e motivarem adolescentes, com estratégias baseadas na ciência para melhorar a aprendizagem e o bem-estar.

26/04/2026
20/04/2026

O que é felicidade???? 🤩❤️ 🤩❤️

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