13/04/2023
A ansiedade está na ordem do dia! É um problema de saúde mental em relação ao qual a influência da atual pressão socioeconómica e excesso de estímulos é incontornável. Mas a verdade é que a evolução no sentido da 𝐚𝐧𝐬𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐭𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐚 está muito ligada a uma preexistente vulnerabilidade psicológica - 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘱𝘦ç𝘢𝘴 𝘥𝘦 𝘶𝘮 𝘱𝘶𝘻𝘻𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘯𝘤𝘢𝘪𝘹𝘢𝘮 𝘯𝘢 𝘱𝘦𝘳𝘧𝘦𝘪çã𝘰 - . Essa vulnerabilidade psicológica é precisamente o alvo do tratamento psicoterapêutico.
Talvez por este vínculo à atualidade, somos inundados com intensiva psicopedagogia sobre a ansiedade patológica, mais do que em relação a qualquer outra perturbação mental.
Sabemos, todos, muito sobre a “aparência” da ansiedade, sobre a forma como ela se manifesta. Quantos de nós não é capaz de enumerar vários dos seus sintomas, reconhecendo, até, a sua natureza neurovegetativa, cognitiva, comportamental e/ou emocional? Quantos de nós não sabe, já, identificar e até “diagnosticar” um ataque de pânico?
Onde nos leva tanta informação? Qual o impacto desta literacia na vivência da ansiedade?
Grande parte desta informação é, já, património do senso comum, com o que isso traduz de risco de manipulação e generalização abusivas. Mas sobretudo, toda esta informação esgota-se em si mesma.
Conseguir nomear e estabelecer relações entre os sintomas através dos quais a ansiedade se manifesta pode, superficialmente, levar a um – temporário e pouco significativo - sentido maior controlo sobre este caos que a ansiedade pode representar. Racionalizar a ansiedade é uma tentativa de lhe retirar complexidade e, assim, ter algum controlo sobre ela. Mas é, inevitavelmente, uma tentativa falhada a médio e longo prazo!
𝐀 𝐚𝐧𝐬𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐧ã𝐨 é 𝐮𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐣𝐮𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐬𝐢𝐧𝐭𝐨𝐦𝐚𝐬, é 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐢𝐟𝐞𝐬𝐭𝐚çã𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐮𝐦 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐐𝐔𝐄𝐌 𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞!