Ana Pinto de Azevedo - Psicóloga e Psicoterapeuta

Ana Pinto de Azevedo - Psicóloga e Psicoterapeuta Consultório de Psicologia Clínica e Psicoterapia

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A ansiedade está na ordem do dia! É um problema de saúde mental em relação ao qual a influência da atual pressão socioec...
13/04/2023

A ansiedade está na ordem do dia! É um problema de saúde mental em relação ao qual a influência da atual pressão socioeconómica e excesso de estímulos é incontornável. Mas a verdade é que a evolução no sentido da 𝐚𝐧𝐬𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐭𝐨𝐥ó𝐠𝐢𝐜𝐚 está muito ligada a uma preexistente vulnerabilidade psicológica - 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘱𝘦ç𝘢𝘴 𝘥𝘦 𝘶𝘮 𝘱𝘶𝘻𝘻𝘭𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘦𝘯𝘤𝘢𝘪𝘹𝘢𝘮 𝘯𝘢 𝘱𝘦𝘳𝘧𝘦𝘪çã𝘰 - . Essa vulnerabilidade psicológica é precisamente o alvo do tratamento psicoterapêutico.

Talvez por este vínculo à atualidade, somos inundados com intensiva psicopedagogia sobre a ansiedade patológica, mais do que em relação a qualquer outra perturbação mental.

Sabemos, todos, muito sobre a “aparência” da ansiedade, sobre a forma como ela se manifesta. Quantos de nós não é capaz de enumerar vários dos seus sintomas, reconhecendo, até, a sua natureza neurovegetativa, cognitiva, comportamental e/ou emocional? Quantos de nós não sabe, já, identificar e até “diagnosticar” um ataque de pânico?

Onde nos leva tanta informação? Qual o impacto desta literacia na vivência da ansiedade?

Grande parte desta informação é, já, património do senso comum, com o que isso traduz de risco de manipulação e generalização abusivas. Mas sobretudo, toda esta informação esgota-se em si mesma.

Conseguir nomear e estabelecer relações entre os sintomas através dos quais a ansiedade se manifesta pode, superficialmente, levar a um – temporário e pouco significativo - sentido maior controlo sobre este caos que a ansiedade pode representar. Racionalizar a ansiedade é uma tentativa de lhe retirar complexidade e, assim, ter algum controlo sobre ela. Mas é, inevitavelmente, uma tentativa falhada a médio e longo prazo!

𝐀 𝐚𝐧𝐬𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐧ã𝐨 é 𝐮𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐣𝐮𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐬𝐢𝐧𝐭𝐨𝐦𝐚𝐬, é 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐢𝐟𝐞𝐬𝐭𝐚çã𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐮𝐦 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐐𝐔𝐄𝐌 𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞!

Há tanto tempo que queria partilhar o que considero importante compreender sobre a ansiedade! Vou fazê-lo através de trê...
26/01/2023

Há tanto tempo que queria partilhar o que considero importante compreender sobre a ansiedade! Vou fazê-lo através de três publicações, de forma a não tornar complexo o que gostaria que fosse claro.

Na ansiedade, o 𝘭𝘰𝘤𝘶𝘴 do conflito interno está no futuro, o que dá força à perceção de ausência de controlo que normalmente é sentida de forma profundamente desorganizadora. Algumas vezes, a causa do sofrimento é sentida de forma difusa – uma espécie de "angústia sem nome" – noutras, o sofrimento é facilmente atribuído a um determinado desencadeador ou desencadeadores (os gatilhos). A ansiedade pode manifestar-se de uma forma generalizada (em vários contextos e situações) e com uma intensidade significativa mas relativamente estável e linear, ou então de uma forma mais circunscrita, crítica, atingindo picos de maior intensidade - "cume da ansiedade" - que é o pânico.

Parte significativa da nossa vivência ansiosa não é patológica. Por isso, é muito importante compreender que a ansiedade pode, ou não, constituir-se como doença, sem que a assunção disto mesmo implique a desvalorização do que é sentido nos dois casos. Este é um equilíbrio difícil sem que se resvale numa normalização compatível com a banalização da ansiedade, ou no seu oposto, patologizar de forma implacável, criando – erroneamente – a ideia de que a medicação (os psicofármacos) é uma forma de tratamento *.

A ansiedade não-patológica é um denominador comum a todos nós. É impossível viver sem ansiedade! Normalmente – a ansiedade não-patológica - é reativa, transitória e facilmente "metabolizada" pelo funcionamento mental, não o comprometendo.

Noutros casos, em menor número, a ansiedade instala-se de forma duradoura, evoluindo no sentido da disfuncionalidade e frequentemente atingindo picos de intensidade altamente perturbadora – os ataques de pânico. Isto mesmo traduz um sofrimento clinicamente significativo, um quadro patológico.

* A medicação não trata a ansiedade, diminui a sua intensidade.

O sofrimento 𝘷𝘦𝘮 𝘴𝘦𝘮𝘱𝘳𝘦 𝘥𝘦 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘳𝘰 e é a minha convicção que este 𝘰𝘭𝘩𝘢𝘳 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘳𝘰 é a única forma de tratamento de quas...
10/11/2022

O sofrimento 𝘷𝘦𝘮 𝘴𝘦𝘮𝘱𝘳𝘦 𝘥𝘦 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘳𝘰 e é a minha convicção que este 𝘰𝘭𝘩𝘢𝘳 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘥𝘦𝘯𝘵𝘳𝘰 é a única forma de tratamento de quase tudo o que ao espectro mental diz respeito.

Este é o único meio que torna possível a cura.

“𝘕𝘰𝘶𝘵𝘳𝘰𝘴 𝘤𝘢𝘴𝘰𝘴, 𝘰𝘴 𝘱𝘢𝘤𝘪𝘦𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘯ã𝘰 𝘢𝘤𝘳𝘦𝘥𝘪𝘵𝘢𝘮 𝘲𝘶𝘦 𝘢 𝘴𝘶𝘢 𝘥𝘦𝘱𝘳𝘦𝘴𝘴ã𝘰 [𝘰𝘶 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘢 𝘱𝘦𝘳𝘵𝘶𝘳𝘣𝘢çã𝘰 𝘮𝘦𝘯𝘵𝘢𝘭] 𝘴𝘦𝘫𝘢 𝘮𝘦𝘳𝘢𝘮𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘰 𝘳𝘦𝘴𝘶𝘭𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘦 𝘢𝘭𝘵𝘦𝘳𝘢çõ𝘦𝘴 𝘣𝘪𝘰𝘭ó𝘨𝘪𝘤𝘢𝘴, 𝘮𝘢𝘴 𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘰 𝘳𝘦𝘴𝘶𝘭𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘥𝘪𝘳𝘦𝘵𝘰 𝘦 𝘪𝘮𝘦𝘥𝘪𝘢𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘲𝘶𝘢𝘭𝘲𝘶𝘦𝘳 𝘤𝘪𝘳𝘤𝘶𝘯𝘴𝘵â𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘥𝘦 𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘯𝘦𝘨𝘢𝘵𝘪𝘷𝘢 𝘢𝘵𝘶𝘢𝘭, 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘢 𝘴𝘰𝘭𝘶çã𝘰 𝘱𝘢𝘴𝘴𝘢 𝘱𝘰𝘳 𝘢𝘭𝘨𝘰 𝘥𝘦 𝘦𝘹𝘵𝘦𝘳𝘪𝘰𝘳, 𝘪𝘯𝘢𝘤𝘦𝘴𝘴í𝘷𝘦𝘭 à 𝘱𝘴𝘪𝘤𝘰𝘵𝘦𝘳𝘢𝘱𝘪𝘢, 𝒆𝒔𝒒𝒖𝒆𝒄𝒆𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒑𝒂𝒄𝒊𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒐𝒖 𝒑𝒓𝒐𝒄𝒖𝒓𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒏ã𝒐 𝒕𝒆𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒄𝒊ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒔𝒐𝒇𝒓𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒗𝒆𝒎 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐, 𝒏ã𝒐 𝒗𝒆𝒎 𝒅𝒆 𝒇𝒐𝒓𝒂…" (Rui C. Campos in 𝘋𝘦𝘱𝘳𝘦𝘴𝘴𝘪𝘷𝘰𝘴 𝘴𝘰𝘮𝘰𝘴 𝘯ó𝘴)

Nota: o autor refere-se especificamente à depressão, mas este é um facto generalizável a todas as perturbações mentais passíveis de serem tratadas, exclusivamente ou não, através da terapia psicológica.

https://anapintodeazevedo.pt/Onde se encontra toda a informação sobre o meu trabalho!
04/11/2022

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Onde se encontra toda a informação sobre o meu trabalho!

  O acompanhamento ou intervenção psicológica e a psicoterapia constituem-se como formas de tratamento psicológico e interpessoal. O tratamento psicológico responde diretamente à necessidade de intervenção face ao sofrimento quando este é, também ele, de natureza psicológica. Em alguns ...

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