02/06/2026
“O Yoghi aprende a esquecer o passado, a não se preocupar com o amanhã e vive o eterno presente.”
Tenho várias agendas onde coloco frases, reflexões, coisas que li, ouvi ou pensei. Hoje gostei desta. Não me lembro onde a li ou se alguém a falou, não sei. Mas agora pergunto: onde habita a maior parte dos meus/nossos pensamentos?
No passado? Ou no futuro? Porque o presente é que é o desafio! O passado e o futuro não são os nossos inimigos.
No passado habitam os acontecimentos que já terminaram, mas que continuam, por vezes, a ocupar espaço... (aaaah, eu me pego muito nas lembranças
)
Ou no futuro? Em planos, expectativas, preocupações, receios e possibilidades que ainda nem sequer chegaram. (ah, quanto gosto de sonhar, criar, impulsionar-me pela vida)
Só que passamos grande parte da vida entre aquilo que já não existe e aquilo que ainda não existe.
E o presente?
O presente é esse lugar discreto onde a vida realmente acontece. É o único instante. No entanto, é muitas vezes aquele que menos habitamos.
Vivemos numa sociedade acelerada, que nos convida constantemente a correr para a próxima tarefa, para o próximo objetivo, para o próximo estímulo. O ritmo é tão intenso que estar simplesmente aqui parece um desafio. (eu quero só ver o mar, olhar o céu, abraçar animais e ver verde)
Acho que também é por isso que a prática do Yoga se torna tão valiosa.
A prática torna-se uma espécie de âncora.
Citta Vritti Nirodha ( aquietar os turbilhões da mente) Sempre que os pensamentos nos arrastam demasiado para trás ou nos projetam demasiado para a frente, existe um ponto de referência que nos convida a regressar. E, como a “salva-vidas” no mar, está ela, sustentando.
Agora, se existe uma receita igual para todos, não acho, já que somos seres únicos. Mas que as ferramentas do yoga ajudam, todas elas, disso tenho a certeza.
É precioso este instante.