Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento

Núcleo CASA - Psicologia, Educação e Desenvolvimento Licença de funcionamento ERS nº 22003/2022

Psicologia
Desenvolvimento
Intervenção Transdisciplinar
Consulta Psicológica
Consultadoria Parental
Pedopsiquiatra
Psicopedagocia
Formação

Francisca Silva Ferreira - Psicologia, Educação e Desenvolvimento, Lda.

☀️ Os melhores ecos são os das famílias.Excerto de testemunhos de quem viveu as emoções Sol- Campos de Férias Terapêutic...
15/08/2026

☀️ Os melhores ecos são os das famílias.

Excerto de testemunhos de quem viveu as emoções Sol- Campos de Férias Terapêuticos 2026.

Obrigada. Obrigada pela confiança infinita. ❤️

Com amor,
daquela família que trabalha para outras famílias.

14/08/2026

E de repente, a intimidade.

As Emoções ao ☀️ são o projeto do Núcleo Casa que mergulha mais fundo na intimidade das relações.

De repente, dormimos juntos, cozinhamos lado a lado, partilhamos silêncios, gargalhadas, perdas, feridas e conquistas.

Os miúdos que conhecemos pelos corredores, nos recreios e nas consultas começam a deixar cair as defesas.

Tornam-se mais livres.
Mais espontâneos.
Mais eles.

E nós também.

De repente, os terapeutas saltam vestidos para a água, à frente dos pais, sem pensar demasiado no que vão achar.

E não.

Isto não é um abuso de confiança.
É confiança.

É uma relação que se tornou suficientemente segura para que a vergonha possa descansar.

Porque a intimidade não nasce apenas quando falamos sobre coisas difíceis.
Nasce quando partilhamos a vida.

E é por isso que acreditamos numa intervenção centrada nas rotinas: porque é na vida real que as relações acontecem. E é nas relações que tantas vezes acontecem as maiores mudanças.

Talvez seja isto que acontece quando a terapia sai do consultório:
deixamos de falar apenas sobre a vida e começamos, juntos, a vivê-la.

Mesmo que, às vezes, isso implique saltar vestidos para a água. 😂

Com amor,
Equipa Emoções

13/08/2026

Há quatro anos nasceu este projeto.

Primeiro, o grupo dos 6 aos 10 anos. Depois, os adolescentes.

Adolescentes que chegam até nós com ansiedade, rejeição, bullying, neurodivergência e, tantas vezes, dificuldade em encontrar um lugar onde possam simplesmente ser e pertencer.

Por isso, criámos uma semana 100% pensada e acompanhada por uma equipa terapêutica.

Uma semana em que as rotinas, o brincar, a natureza, os desafios e as pequenas conquistas também são intervenção.

Este ano fomos mais longe.
Montámos o nosso primeiro acampamento.

A casa que fomos construindo ganhou árvores, céu, estrelas e uma semana inteira para ser vivida.

Nem tudo foi fácil.
Houve saudades de casa, pânicos, dores de barriga, lágrimas. Houve quem f**asse até ao fim e quem precisasse de regressar mais cedo.

E houve gargalhadas, amizades, noites longas e desejos pedidos à lua. ✨

Porque crescer também é isto: sentir, falhar, pedir ajuda e descobrir que alguém f**a.

Saúde mental será sempre a capacidade de fazer um amigo.

Para este grupo, este foi só o (re)começo.
E estes são os ecos deles, com o nosso coração, fora do peito, estas férias. ☀️

Com amor,
Equipa Emoções

Já passaram alguns dias, mas há tragédias que não terminam quando deixam de ser notícia.As televisões seguiram para outr...
02/08/2026

Já passaram alguns dias, mas há tragédias que não terminam quando deixam de ser notícia.

As televisões seguiram para outras histórias. As redes sociais encontraram novos assuntos. Mas há famílias para quem o tempo parou. E há profissionais que continuam a fazer a mesma pergunta: como garantir que isto nunca mais acontece?

Trabalho com crianças e com profissionais da educação há quase duas décadas. Passei por salas de aula, pela direção pedagógica, pela investigação e continuo na formação de educadores, professores e auxiliares. Hoje, grande parte do meu trabalho é estar ao lado de quem está no terreno. Escutar. Acompanhar. Ajudar a pensar.

Conheço-lhes a entrega. O compromisso. O cansaço.
E conheço, sobretudo, um medo de que quase nunca se fala.

O maior receio de quem trabalha com crianças é perder uma delas.

É um medo silencioso que acompanha cada recreio, cada transporte, cada visita de estudo e cada transição. Cada segundo em que uma vida lhes é confiada.

Quando se desenham procedimentos, confirmam presenças, criam sistemas de dupla verif**ação ou se revê rotinas, não estão a cumprir burocracia.

Estão, aliás estamos , construir redes de proteção.

O ser humano é imperfeito. A atenção oscila. A memória falha. Sob stress, fadiga ou excesso de tarefas, qualquer cérebro se torna mais vulnerável.

Reconhecer isto não diminui o valor dos profissionais. Pelo contrário. Protege-os. E protege, acima de tudo, as crianças.
Nenhuma criança deveria depender apenas da memória de um único adulto.

Ao longo dos últimos anos tenho acompanhado muitos profissionais, mas também muitos pais. E nunca encontrei tantos marcados pela perda.

Quem trabalha no terreno cuida da vida das crianças. Quem acolhe as famílias sustenta a sua dor. E quem ajuda a pensar tem a responsabilidade de cuidar de todos.

A maior homenagem que podemos prestar a esta criança não é prolongar a indignação durante alguns dias. É transformar esta dor num compromisso coletivo.

Pensar melhor. Cuidar melhor. Fazer diferente.

A responsabilidade nunca pode deixar de ser nossa.

Que o amanhã seja o lugar onde nenhuma criança é esquecida.

Francisca Silva Ferreira

Há uns dias chegou-me uma mãe à consulta. Entre o divertido e o desesperado, disse-me:- “A professora mandou 26 fichas p...
01/08/2026

Há uns dias chegou-me uma mãe à consulta. Entre o divertido e o desesperado, disse-me:

- “A professora mandou 26 fichas para as férias. Disse que era para consolidar as aprendizagens e acabar o livro.”

Vinte e seis.

Fiquei a imaginar uma criança de sete anos a quem acabaram de oferecer dois meses de verão… e um livro de exercícios para terminar.

E pensei: quando foi que começámos a acreditar que o cérebro aprende mais quando repete do que quando vive?

A neuropsicologia diz-nos precisamente o contrário.

O cérebro consolida quando aquilo que aprende faz sentido, quando descansa e quando tem oportunidade de usar esse conhecimento na vida.

E, ainda assim, continuamos a dar-lhe fichas.

Como explicamos que uma criança está a ler quando tenta descobrir o caminho para a praia através das placas da estrada? Que está a escrever quando desenha letras na areia ou deixa um bilhete aos avós? Que está a aprender matemática quando conta conchas, calcula quantos gelados consegue comprar com as moedas que tem no bolso… ou decide que só sai da água depois de dar mais cinco mergulhos?

Tudo isto também é aprender.

E há um momento de que gosto particularmente: quando uma criança diz:

“Não tenho nada para fazer.”

Se resistirmos à tentação de preencher imediatamente esse vazio, acontece uma coisa extraordinária. Ela inventa, explora, cria, faz perguntas… ou pega num livro porque lhe apeteceu.

É aí que a curiosidade começa a trabalhar.

O problema é que confundimos tantas vezes treinar para a escola com usar a aprendizagem para viver, que acabamos por acreditar que, se uma criança não está a preencher uma ficha, não está a aprender.

Talvez a pergunta não seja porque é que os professores mandam fichas para as férias.
Talvez seja outra.
Porque é que temos tanta dificuldade em confiar que uma criança aprende mesmo quando não parece estar a estudar?

As férias não existem para recuperar matéria.
Existem para recuperar crianças.

Porque o objetivo da educação nunca foi formar crianças capazes de acabar livros de exercícios.
Foi formar crianças capazes de ler o mundo.

E o mundo (e as férias) não cabem em 26 fichas.

Com amor ,
Francisca Silva Ferreira

Não são os avós que estão em vias de extinção.São as memórias de infância vividas com eles.Há uma pergunta que faço freq...
26/07/2026

Não são os avós que estão em vias de extinção.
São as memórias de infância vividas com eles.

Há uma pergunta que faço frequentemente em consulta: “Quando pensa na sua infância, quais são as primeiras memórias que lhe vêm à cabeça?”
A resposta é quase sempre a mesma:
“Os meus avós.”

Na psicologia, sabemos que as primeiras memórias permanecem pela forma como nos fizeram sentir. O nosso cérebro não guarda apenas acontecimentos: guarda estados de segurança.
É por isso que tantos adultos não se lembram do brinquedo favorito, mas recordam o cheiro da casa dos avós, a mesa posta sem pressa e o colo onde o corpo descansava. Porque os vínculos seguros não vivem apenas na memória. Vivem no corpo.

E é isso que hoje me inquieta na prática clínica.
Vivemos numa engrenagem exausta, mas há também uma mudança silenciosa: começámos a olhar para as relações através da lógica da eficiência.

Afastam-se os avós não apesar de serem doces, mas precisamente porque dão doces - porque o mimo e o açúcar da casa dos avós não encaixam na disciplina da rotina.
Evita-se a avó porque “perde-se na conversa na padaria a caminho da natação ”. Procura-se distância para “não desorganizar as regras”.
E veem-se avós a recuar, cansados.

Olhamos para o tempo dos avós com os olhos da produtividade, esquecendo que uma infância sem o doce do afeto corre o risco de crescer amarga.

Pergunto-me: e se a maior perda desta geração não for a falta de tempo… mas a falta de memórias?
Uma infância não se lembra da pressa. Lembra-se de quem tinha tempo.

As pessoas podem partir, mas o sistema nervoso nunca esquece quem o ensinou a sentir-se seguro.

O maior legado dos avós nunca foi uma herança: foi deixar um amor tão seguro que continua a ser casa, mesmo quando eles já não estão.

Por isso, se ainda vamos a tempo, abramos as portas. Deixemos que os avós se atrasem. Deixemos que se demorem num tempo que não volta. Deixemos que deem o doce escondido.
Deixemos que os nossos filhos ganhem o que verdadeiramente os salvará no futuro: saberem que foram amados sem pressa.

Com amor (e saudades infinitas dos meus avós),
Francisca

As notas saíram.E repetiu-se a pergunta em milhares de casas:“Que notas tiveste?”Poucos perguntaram o essencial:“Como é ...
28/06/2026

As notas saíram.
E repetiu-se a pergunta em milhares de casas:

“Que notas tiveste?”

Poucos perguntaram o essencial:
“Como é que chegaste ao fim deste ano?”

Chegaram cansadas, as crianças. E chegaram cansados, os pais.

Entre acordar cedo, te**es, fichas, atividades, trabalhos de casa e horários sempre cheios, a infância vai f**ando sem espaço para respirar.

E uma coisa a psicologia lembra-nos:
um cérebro em stress constante não aprende melhor - apenas aguenta.

Em casa, o cansaço também não pára.
Há quem adormeça no sofá antes de o dia acabar.
Há quem ainda se levante para arrumar a cozinha em silêncio.
Há quem abra mochilas tarde da noite.
Há quem faça contas, organize dias, resolva tudo… depois de todos já dormirem.

Vivemos todos a correr.

As crianças habituam-se à pressão.
Os pais habituam-se a adiar-se.

E nasce um cansaço invisível: o de estar sempre a chegar atrasado à própria vida.

No fim, sobra sempre uma pauta. Um conjunto de números que tenta resumir um ano inteiro.

Mas uma pauta não mede o essencial.

Não mede o sono pesado.
Não mede a ansiedade.
Não mede o esforço.
Não mede as lágrimas escondidas.
Não mede o cansaço de quem deu tudo o que tinha.

E para todas as famílias, f**a isto:

Daqui a uns anos, ninguém vai olhar para as pautas para vos julgar.
Vão lembrar-se de como este tempo se viveu.
Do que se sentia dentro de casa.
Do que ficou no corpo e na memória enquanto se crescia.

Porque as notas passam. Mas a infância não.

O peso que as nossas crianças carregam… e o peso que as famílias carregam para que elas consigam continuar.

A exaustão das crianças (e das famílias) não é viável nas pautas.

Francisca Silva Ferreira

Quantos minutos faltam para acabar o ano?Dou mais uns suspiros.“Que tal correram as notas?”, oiço aqui e ali. Entre exce...
21/06/2026

Quantos minutos faltam para acabar o ano?

Dou mais uns suspiros.

“Que tal correram as notas?”, oiço aqui e ali. Entre excelentes, elogios e orgulhos, há quem continue a sentir que nunca é suficiente.

“Podia ser muito melhor.” Podia, sim. Mas já não seria a mesma criança.

“Tem capacidade para muito mais.” “Se não aprenderes a ler, nunca vais ser ninguém na vida.” “É brilhante em tudo. Quem me dera que o meu fosse assim, perfeito.”

Vou ouvindo. Aliás, vou escutando.

Estes dias, alguns dos meus mais velhos estão mergulhados nos exames nacionais, como se cada prova pudesse definir quem são e quem virão a ser.

“Não posso desiludir a minha mãe.” “A minha escola está no topo do ranking.”

E eu pergunto: — E tu, quem és?

A criança que passou a ser aluno, o aluno que passou a ser uma nota, a nota que passou a ser identidade.

Não sejamos hipócritas: todos queremos que os nossos filhos tenham sucesso. Mas muitas vezes deixamos que a mensagem chegue trocada - que valem mais quando têm boas notas, que são mais quando conseguem mais.

O que queremos dizer é simples: “Gosto de ti da mesma forma, quer tragas um insuficiente, quer tragas um excelente com parabéns.”

Numa consulta, uma mãe disse à filha: “Se eu f**asse sem trabalho, sem dinheiro, gostavas menos de mim?”

“Claro que não.”

E ficou um silêncio.
Naquele silêncio ficou tudo.
Na minha cabeça ficou o eco: gosto de ti pelo que és, não pelas notas que tiras.

Esta minha frase é antiga, mas continua a ser uma das minhas preferidas nesta época do ano.

Volto sempre à emoção daquele fim de tarde. Não pelos exames, nem pelas notas, nem pelos rankings. Mas porque uma criança ouviu, talvez no momento certo, aquilo que todas precisam de ouvir.

O teu valor não cabe numa pauta.

Quantos minutos faltam para acabar o ano e dizermos aos nossos filhos que os adoramos?

Espero que poucos. Ou melhor ainda: que não esperemos mais nenhum.

Com amor,
Francisca Silva Ferreira

Queridos Maria, Tiago, Leonor, Ricardo, João, Daniel e Xavier (e todos os que são (e não) da casa, mas habitam as salas ...
17/06/2026

Queridos Maria, Tiago, Leonor, Ricardo, João, Daniel e Xavier (e todos os que são (e não) da casa, mas habitam as salas de aula deste país e, agora, o meu coração também),

Nos próximos dias o vosso coração vai bater mais depressa. Talvez sintam as mãos a suar, o estômago mais apertado, o sono mais leve e a cabeça cheia de pensamentos que vos dizem que têm de ser perfeitos.

E se isso acontecer, não está nada errado convosco. O vosso corpo não está a dizer que não conseguem, está só a dizer-vos que isto importa. A ansiedade não é falta de capacidade, é excesso de responsabilidade em miúdos que querem muito fazer bem.

E por isso eu gostava mesmo que abrandassem um pouco por dentro.

Nenhum exame vale mais do que a vossa saúde mental, nenhuma nota vale mais do que a paz com que se olham e nenhuma média vale mais do que a pessoa que são quando ninguém vos está a avaliar.

Vivemos num mundo que vos pode fazer acreditar que o vosso valor e até a vossa vocação se decidem num exame de poucas horas, mas isso não é verdade. A vossa vocação não cabe aqui, não cabe numa sala silenciosa, não cabe num enunciado, não cabe num momento em que o corpo está em alerta. Ela vai-se revelando noutros sítios, no que vos chama sem esforço, no que vos prende a atenção, no que faz sentido mesmo quando ainda não sabem explicar porquê.

O exame mede apenas um desempenho sob pressão. Não mede a vossa sensibilidade, não mede a forma como pensam o mundo, não mede a forma como cuidam dos outros, não mede o caminho que fizeram até aqui.

Se hoje o corpo tremer, não o interpretem como inimigo. Ele não está contra vocês, está convosco, a fazer o melhor que sabe para vos proteger.

Hoje é um momento, e vocês são muito mais do que qualquer momento. O exame é uma prova… mas vocês já provaram o vosso valor muito antes de aqui chegar, na forma como resistiram, como continuaram, como chegaram até hoje. como será que chegarão ao futuro?

Com amor , de quem reconhece o vosso valor.

Francisca

nacionais
Francisca

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