27/05/2026
Estamos a criar crianças constantemente estimuladas, mas cada vez mais desligadas de si próprias e dos outros.
O excesso de ecrãs, os dias apressados, a ausência de brincadeiras ao ar livre, a falta de momentos de tédio, silêncio e frustração… tudo isto está a retirar espaço a aprendizagens emocionais essenciais.
Hoje vemos adolescentes com dificuldade em lidar com o vazio, com baixa tolerância à frustração, dificuldade de empatia, necessidade constante de estímulo e pouca capacidade de parar, sentir e refletir.
Crescem hiperconectados, mas muitas vezes emocionalmente desconectados.
O tédio ensina criatividade.
A frustração ensina regulação emocional.
O brincar ensina empatia, limites e convivência.
O silêncio ensina escuta interior.
Quando retiramos às crianças estas experiências, estamos também a limitar ferramentas fundamentais para se tornarem adultos emocionalmente saudáveis.
E a pergunta que f**a é:
que responsabilidade temos todos nós — pais, educadores, escolas e sociedade — neste futuro que estamos a construir?