22/07/2026
TERAPIA NEURAL NA FIBROMIALGIA
🚨🚨A ciência começa a aproximar-se daquilo que defendo há mais de 15 anos
Durante muitos anos, a fibromialgia foi tratada quase exclusivamente como uma doença muscular ou como uma simples manifestação emocional.
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Hoje, a investigação reconhece uma realidade muito mais complexa: estamos perante uma síndrome de dor crónica generalizada, associada a alterações no processamento da dor, sensibilização do sistema nervoso, perturbações do sono, fadiga, dificuldades cognitivas e possível desregulação autonómica.
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Foi precisamente por compreender esta complexidade que me tornei, há mais de 15 anos, um defensor da Terapia Neural aplicada à dor crónica e à fibromialgia.
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Estudei esta matéria em Cuba e no México, aprofundando as diferentes técnicas, os critérios clínicos, a anatomia, os segmentos neurometaméricos, os pontos dolorosos, os campos interferentes e as particularidades da introdução precisa de anestésicos locais em baixas concentrações.
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Nunca considerei a Terapia Neural uma simples técnica de infiltração.
É uma abordagem clínica que procura interferir na forma como determinados circuitos dolorosos, autonómicos e inflamatórios se mantêm persistentemente ativos.
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Na fibromialgia, a intervenção poderá ser orientada, após avaliação individual, para:
👉🏽pontos dolorosos e miofasciais;
👉🏽cicatrizes potencialmente interferentes;
🚨segmentos vertebrais relacionados com as queixas;
🚨estruturas musculares e neurofasciais;
🚨zonas de disfunção autonómica;
🚨áreas associadas a dor regional sobreposta.
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Os benefícios observados em alguns doentes podem incluir👇🏽
redução da intensidade da dor;
diminuição da hipersensibilidade;🚨
melhoria da mobilidade e da função física;💪🏾
redução da tensão muscular;
melhoria do sono e da sensação de descanso;🧠
maior tolerância ao esforço;👇🏽
melhoria global da qualidade de vida.
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Um estudo clínico realizado em pessoas com fibromialgia encontrou melhorias na dor, funcionalidade, qualidade de vida, ansiedade e depressão após um programa de Terapia Neural. Uma revisão científica mais abrangente, publicada posteriormente, também identificou potencial terapêutico dos anestésicos locais em baixas doses na dor e em processos inflamatórios, embora tenha salientado a necessidade de investigação mais robusta. (PMC)
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Recebo estes avanços científicos com satisfação, prudência e sentido de responsabilidade.
Não porque a Terapia Neural seja agora uma novidade, mas porque a ciência começa finalmente a estudar, com maior profundidade, mecanismos e resultados que muitos de nós observamos clinicamente há vários anos.
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Ainda não podemos afirmar que existe uma cura definitiva para a fibromialgia. Também não devemos apresentar a Terapia Neural como solução única ou universal.
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A abordagem mais séria deve ser individualizada, multimodal e progressiva, integrando exercício adaptado, reabilitação física, educação sobre a dor, sono, equilíbrio emocional, alimentação adequada e acompanhamento médico. (IASP)
A verdadeira Medicina não deve rejeitar uma técnica apenas por ser diferente, nem aceitá-la sem espírito crítico.
👉🏽👉🏽Deve estudar, avaliar, medir resultados e tratar cada pessoa na sua totalidade.
Depois de mais de 15 anos a defender e a estudar a Terapia Neural, continuo com a mesma convicção.
a experiência clínica deve caminhar ao lado da ciência 📚🖊️nunca contra ela.
👉🏽E quando novos estudos se aproximam daquilo que defendemos durante tantos anos, não sentimos vaidade.
Sentimos responsabilidade.
Prof. Dr. Luís Pereira
Medicina Interativa & Regenerativa
Medicina de Reabilitação, Traumatologia Física e Desportiva
IAPNOR /Investigação Médica e Neurociências Aplicadas