28/08/2026
Finalmente, um momento sem horários, tarefas ou obrigações.
Parece perfeito… até surgir aquela inquietação difícil de explicar.
De repente, sentimos necessidade de pegar no telemóvel, organizar alguma coisa, responder a uma mensagem ou encontrar uma tarefa.
Como se não fazer nada fosse um desperdício de tempo ou algo muito errado.
Quando passamos muito tempo em “modo de ação”, o corpo e a mente podem ter dificuldade em reconhecer que já é seguro abrandar.
Além disso, parar cria espaço para pensamentos e emoções que nem sempre conseguimos ouvir no meio da rotina.
Para algumas pessoas, existe ainda uma associação silenciosa entre produtividade e valor pessoal: se não estou a fazer, a resolver ou a produzir, será que estou a ser útil?
Aprender a descansar também implica tolerar esse desconforto inicial, sem o preencher imediatamente.
E desse lado: quando não têm nada para fazer, conseguem desfrutar ou começam logo à procura da próxima tarefa?
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