21/08/2026
Faz este mês, na próxima semana, 36 anos que fui premiada com a Diabetes Tipo 1. Ainda não tinha 2 anos.
Eram outros tempos e cresci com muitas limitações e medos associados.
Durante a adolescência zanguei-me muito, estive internada, em risco de vida. No início da idade adulta zanguei-me também e isso trouxe-me consequências: 1 perda gestacional, mais internamentos, recusa em fazer a insulina. Passava dias sem picar os dedos, sem querer saber. O corpo estava quase sempre cansado, tinha muita sede.
Aos 26 anos resolvemos que queríamos engravidar. Entrei num processo com o qual me comprometi: baixar e manter a hemoglobina glicada. Dois anos depois foi dado o ok, podíamos começar a tentar.
Fui uma grávida aplicada, nunca me portei mal, mas isso não invalidou que às 30 semanas o corpo começasse a rejeitar a gestação. Foram 6 semanas de internamento. A S. nasceu prematura, passou por várias hipoglicemias, mas era uma criança saudável
Aos 7 anos foi premiada com a mesma doença da mãe. De um dia para o outro, sem que nada fizesse esperar, surgiu o diagnóstico.
Este murro no estômago levou-me a repensar: tinha obrigação de ser um exemplo para que nada na vida dela se assemelhasse à minha.
Ela teve a Bomba primeiro que eu, apesar de tudo eu não cumpria os critérios... Comecei a contar hidratos de carbono, a gerir tudo e no dia 2 de julho coloquei a minha. Tenho surpreendido tudo e todos porque apesar de eu dizer que conseguia, quase ninguém acreditava.
Não é fácil, mas este exemplo que vos dou é sinônimo de que a nossa mente, o nosso foco são essenciais e determinantes para o sucesso de algo com o qual nos comprometemos e a última foto é provável disso!
Se passam por algo semelhante, se conhecem alguém que passe, a terapia poderá ser uma ferramenta crucial !
É a vida. A minha. A nossa. A vossa. A de alguém que conhecem. A diabetes sempre esteve comigo, apenas agora, por causa dos aparelhos se vê. Geralmente ela é silenciosa!