16/05/2026
Recentemente fomos contactados por uma família em grande angústia. A D. Carolina, uma filha, cuidadora principal e mãe solteira, procurava uma solução para poder cuidar da sua mãe, a D Ana, doente oncológica em fase terminal, no conforto do seu lar, tal como era o desejo de ambas.
Como tantos outros cuidadores, enfrentava um dilema difícil: não queria que a sua mãe passasse os últimos dias numa cama de hospital, mas também não tinha apoio familiar nem podia deixar de trabalhar.
Após avaliação das necessidades, foi possível estruturar um plano de apoio domiciliário diurno, garantindo cuidados essenciais durante o período de trabalho da D. Carolina. Esta resposta permitiu não só assegurar o bem-estar da D. Ana, mas também criar condições para a integração na equipa de cuidados paliativos da comunidade, algo fundamental para um acompanhamento digno, contínuo e humanizado.
Este caso relembra-nos algo muito importante:
• Ninguém devia enfrentar sozinho o final de vida de um familiar;
• O apoio domiciliário pode fazer toda a diferença;
• O acompanhamento psicológico é essencial, mas ainda pouco acessível;
• A articulação entre serviços de saúde e apoio social precisa de ser mais eficaz.
Cuidar vai muito além das necessidades físicas, é também estar presente, apoiar emocionalmente e respeitar a dignidade até ao fim. Na nossa equipa, acreditamos que cada pessoa merece partir com conforto, respeito e rodeada de quem ama.
Se está a passar por uma situação semelhante ou conhece alguém que precise de apoio, não hesite em contactar-nos. Estamos aqui para ajudar.
Sílvia Vaqueirinho,
Assistente Social
Não é por acaso que ontem celebrámos o Dia do Assistente Social e da Família. 🧡