Nuno Oliveira Homeopatia

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A Homeopatia faz parte da minha vida, através dela chego diariamente aos meus doentes e, acompanho-os na viagem rumo a uma vida mais saudável. Nesta página, mostro um pouco da forma como sinto a Homeopatia, como a pratico, como a vivo...para os que já conhecem esta minha forma de sentir a Homeopatia, é como um reviver de conceitos. Para os que não conhecem, é como seja uma porta de entrada para um novo mundo, um mundo com mais saúde, o mundo da Homeopatia, o meu mundo... Obrigado pela visita!

Mais da prática clínica…inspirado em alguém bem real.Ela dá. Sempre deu. Para todos, sempre. Ela dá o que tem e o que nã...
07/01/2026

Mais da prática clínica…inspirado em alguém bem real.

Ela dá. Sempre deu. Para todos, sempre. Ela dá o que tem e o que não tem, porque há sempre alguém que precisa mais do que ela.

Está habituada a ser a que segura o mundo dos outros, enquanto o seu vai desmoronando em silêncio. A sua força passou a ser algo tão comum que já ninguém nota. Não perguntam se está tudo bem, porque para eles ela está sempre "bem", não é? É aquela que aguenta tudo.

Dá o seu tempo, o seu amor, a sua paciência. Faz milagres com os minutos que restam no dia, com as energias que lhe escapam pelo corpo cansado. Mas quem lhe devolve? Quem olha para ela com a mesma urgência que ela olha para o mundo? Quem se preocupa em saber se ela, por um instante, só queria receber um pouco de tudo aquilo que ela entrega?

Ela sorri quando o coração está em pedaços, porque ninguém pararia para recolher os seus cacos. Não é vítima. Não reclama. Apenas segue. Mas no fundo, no silêncio da noite, enquanto todos dormem aliviados por tudo o que ela fez por eles, ela sente.

Sente o peso de não ser vista. De não ser ouvida. De ser só um porto seguro onde todos atracam as suas dores, e partem, deixando-a com as suas próprias dores.

E ela continua. Porque é isso que esperam dela. Mas um dia, talvez, quem sabe, ela perceba que já não há nada mais a dar.

Que ela se perdeu, se esvaziou.

E aí, quando o silêncio gritar a sua ausência, quem vai estar lá para ela?

Este não é um texto de época.É um texto de pausa.De olhar para trás e reconhecer tudo o que passou por estas mãos, por e...
23/12/2025

Este não é um texto de época.
É um texto de pausa.

De olhar para trás e reconhecer tudo o que passou por estas mãos, por este espaço, por este trabalho que nunca é apenas trabalho.

Quero agradecer a quem chegou com dúvidas.
A quem chegou cansado.
A quem chegou em silêncio.
A quem chegou com esperança — mesmo quando dizia que não acreditava em nada.

A confiança que depositam na Homeopatia não é pequena.
E a confiança que depositam em mim, ainda menos.
Cada consulta é um gesto de entrega que levo a sério, sempre.

E aos pais…Aos pais que me confiaram os seus filhos — obrigado.
Não existe responsabilidade maior do que acompanhar uma criança.
Não existe gesto mais íntimo do que permitir que alguém cuide do que temos de mais precioso.
Essa confiança nunca é automática para mim. É sempre honrada.

Ao longo deste ano, aprendi — mais uma vez — que a Homeopatia não acontece apenas nos frascos.
Acontece na relação.
No tempo dado.
No respeito pelos ritmos.
Na forma como cada pessoa é vista para além do que traz escrito.

Este trabalho transforma-me todos os dias.
E se continuo aqui, é porque vocês continuam a escolher este caminho comigo.

Obrigado por confiarem.
Obrigado por permanecerem.
Obrigado por permitirem que eu faça aquilo que dá sentido aos meus dias.

Seguimos, rumo a 2026, melhor, muito melhor do que 2025 para todos nós.

Há dias em que custa f**ar calado.Hoje é um desses dias.Soube hoje, no âmbito da minha prática, que uma jovem com distúr...
18/12/2025

Há dias em que custa f**ar calado.
Hoje é um desses dias.

Soube hoje, no âmbito da minha prática, que uma jovem com distúrbios alimentares foi recusada por um seguro de saúde.
Motivo? Risco elevado.
Risco para quem? Para a vida dela ou para o lucro de quem decide?

Isto não é um caso isolado.
Doenças psiquiátricas. Doenças crónicas. Doenças degenerativas. Cancro.
Justamente quem mais precisa… é quem f**a de fora.

Chamam-lhe critérios.
Chamam-lhe sustentabilidade.
Mas a verdade nua e crua é esta: o sistema exclui quem dá menos lucro.

Os seguros não existem para proteger pessoas.
Existem para proteger números.
E quando o corpo foge à norma, quando a mente sofre, quando a doença não é “rentável”, a resposta é simples: recusado.

E depois perguntam por que defendemos o SNS.
O Serviço Nacional de Saúde que não pergunta se és lucrativo. Que não te fecha a porta porque adoeceste.
Que não faz triagem moral nem financeira da tua dor.

O SNS trata porque és pessoa.
Ponto.

Agora pensem comigo — com medo, se for preciso:
O que acontece se um dia o SNS deixar de existir?
�Onde f**am as pessoas com doenças crónicas?
As que vivem com sofrimento psicológico?
As que precisam de acompanhamento contínuo, humano, prolongado?

Ficam onde os seguros as colocam: no vazio.

Isto não é um debate ideológico.
É um debate ético.
É sobre que tipo de sociedade queremos ser.

Uma sociedade que só cuida de quem dá lucro ou uma sociedade que cuida de quem precisa?

A doença não é uma falha de carácter.
Não é um erro.
Não é uma escolha.

E negar cuidados a alguém por estar doente é uma violência silenciosa — limpa, legal, mas profundamente cruel.

Defender o SNS não é romantismo.
É resistência.
É recusar viver num país onde a doença se paga com exclusão.
É dizer, sem medo, que a saúde não pode ser um privilégio para quem dá lucro.

Porque no dia em que aceitarmos que alguém fique sem cuidados por estar doente,
perdemos muito mais do que um serviço público —
perdemos a nossa humanidade.

P**a que os pariu!!!

É um misto de orgulho e aperto no coração ver o nosso filho/a seguir o seu caminho, abrir as asas e voar para a sua próp...
12/12/2025

É um misto de orgulho e aperto no coração ver o nosso filho/a seguir o seu caminho, abrir as asas e voar para a sua própria vida.

Sabíamos que este dia chegaria, mas nada nos preparou para o vazio que ficou. A casa parece mais silenciosa, os corredores que antes ecoavam gargalhadas agora guardam memórias.

Há um orgulho imenso em vê-lo/a partir, saber que está pronto, que as nossas mãos que o/a guiaram agora o/a deixam livre para caminhar sozinho/a. Mas, ao mesmo tempo, existe uma saudade antecipada que dói. Uma parte de nós vai com ele/a, e essa ausência sente-se em cada pequeno gesto, em cada cadeira vazia à mesa.

Ser pai e mãe é isto.

É dar amor, dar força e, depois, dar liberdade. É torcer para que o mundo o/a receba bem, que ele/a encontre a felicidade que tanto sonhou. E, mesmo à distância, estaremos sempre aqui, com o coração aberto, prontos para acolher e abraçar de novo, sempre que ele/a precisar.

E talvez seja por isso que, como homeopata, me toca tanto este processo. Acredito que cada fase da vida desperta uma nova sensibilidade, uma nova forma de sentir, uma nova necessidade de equilíbrio. E como a Homeopatia ajuda... E também nós, pais, vamos aprendendo a ajustar-nos, a encontrar um novo lugar dentro de nós, agora que o ninho mudou.

Porque, mesmo que a casa esteja mais vazia, o coração continua cheio.

Cheio de saudade, de orgulho e, acima de tudo, de um amor que transcende qualquer distância.

E enquanto ele/a constrói a sua própria história, seguimos aqui — com a certeza de que, onde quer que esteja, uma parte de nós estará sempre com ele/a.

"Tu tens tudo para ser feliz.”Quantas vezes já ouviste isto?Um bom trabalho, uma família amorosa, filhos saudáveis, uma ...
10/12/2025

"Tu tens tudo para ser feliz.”

Quantas vezes já ouviste isto?

Um bom trabalho, uma família amorosa, filhos saudáveis, uma casa acolhedora. Por fora, tudo parece perfeito. Mas, por dentro, há um silêncio que grita. Um vazio que ninguém entende.

Não é que falte amor. Não é que falte saúde, nem segurança, nem realizações. Falta algo que não se vê. Algo que não tem nome. Algo que aperta o peito no meio da noite e faz o dia parecer um peso que nunca passa.

Tu ris porque é isso que esperam de ti. Tu continuas porque é isso que todos fazem. Mas dentro de ti... dentro de ti há uma ausência que não sabes explicar.

E quando dizem, “tu devias estar feliz”, tudo f**a mais pesado. Porque como podes explicar a alguém que o que está partido não é o que está fora, mas o que está dentro? Como explicar que ter tudo não signif**a sentir tudo?

Às vezes, parece mais fácil calar. Fingir que está tudo bem. Mas há dias em que até o silêncio cansa. E tudo o que sobra é a dor – crua, solitária, sem motivo aparente, sem lugar para ir.

E a verdade é que isso não tem solução simples, nem respostas óbvias. Há pessoas que caminham assim, carregando a sombra de algo que ninguém vê. Seguem a vida com o peito pesado e um sorriso no rosto, porque é isso que se espera. Mas no fundo... no fundo vivem à margem da felicidade, como se ela nunca fosse realmente delas.

Nem sempre quem tem tudo está inteiro. Nem sempre o brilho é felicidade. Às vezes, ter tudo não é o suficiente. Às vezes, o que falta não se encontra em lugar algum.

E, ainda assim, existe um lugar para começar: olhar para dentro, com sinceridade. Escutar esses silêncios que o corpo tantas vezes tenta traduzir em sinais — pequenos, subtis, insistentes.

Na Homeopatia, queremos compreender a pessoa para além do que se vê: ouvir o que é dito e o que nunca encontrou palavras. Porque, quando alguém se sente verdadeiramente escutado na sua totalidade, algo dentro começa, pouco a pouco, a fazer sentido outra vez.

Endereço

Rua Gil Eanes, Nº 226 B, Penedo
São Domingos De Rana
2785-374

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