Ana Silva - Terapias e Workshops

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Ana Silva | Terapias Sistémicas & Consciência Integrativa

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Há quem tenha crescido no colo dos avós.Há quem os tenha conhecido apenas por fotografias e histórias.Há quem os tenha p...
26/07/2026

Há quem tenha crescido no colo dos avós.
Há quem os tenha conhecido apenas por fotografias e histórias.
Há quem os tenha perdido cedo.
Há quem tenha encontrado avós que a vida escolheu e não o sangue.
E há quem hoje sinta a saudade mais do que nunca.

Nas Constelações Familiares aprendemos que os avós são muito mais do que uma geração acima de nós. São a ponte entre o passado e o futuro. São raízes. São memória. São pertença.

Foi através deles que a vida continuou o seu caminho. Com tudo o que viveram, com as suas alegrias, as suas dores, as suas escolhas e os seus destinos, entregaram a vida aos seus filhos, que a entregaram aos seus filhos... até chegar a nós.

Talvez nem todos tenham sabido amar da forma que precisávamos.
Talvez alguns tenham partido demasiado cedo.
Talvez outros tenham sido avós de coração, escolhendo amar sem qualquer obrigação.
Mas, quando olhamos para cada um com respeito pelo lugar que ocupa na nossa história, algo dentro de nós encontra paz.

Hoje quero agradecer a todos os avós. Em especial aos meus, aos do meu marido e aos dos meus filhos.

Aos que estão presentes e enchem os dias de colo, tempo, histórias e ternura.

Aos que já partiram, mas continuam vivos nas memórias, nos gestos, nos valores e no amor que deixaram nas gerações seguintes.

Aos avós de sangue e aos avós de coração, porque o amor reconhece o lugar de cada um.

Que possamos ensinar os nossos filhos a olhar para trás com gratidão, sem excluir ninguém. Porque quando honramos aqueles que vieram antes de nós, oferecemos às gerações que vêm depois raízes mais fortes e asas mais leves.

Feliz Dia dos Avós.

"Tudo o que somos começou muito antes de nós."

Há comportamentos que, à primeira vista, podem parecer apenas controlo, rigidez, distância ou dificuldade em amar.Mas, p...
25/07/2026

Há comportamentos que, à primeira vista, podem parecer apenas controlo, rigidez, distância ou dificuldade em amar.

Mas, por detrás de muitos deles, pode existir uma história que nunca foi vista.

Na Constelação Familiar observamos, muitas vezes, que um homem pode carregar muito mais do que a sua própria vida.

Carrega silêncios. Carrega perdas. Carrega lealdades invisíveis. Carrega formas de ser homem que foram passando de geração em geração.

Compreender esta história não é procurar culpados. É trazer consciência àquilo que, até então, era vivido de forma inconsciente.

Mas compreender nunca é justif**ar.

A história de um homem pode explicar alguns dos seus comportamentos, mas não o dispensa da responsabilidade de olhar para si, de procurar ajuda, de transformar aquilo que faz sofrer os outros e de interromper padrões que já não servem.

A verdadeira transformação acontece quando deixa de dizer: "Foi assim que aprendi."
E começa a perguntar: "O que escolho fazer com aquilo que herdei?"

Da mesma forma, nenhuma mulher tem a responsabilidade de o salvar, de o curar ou de carregar o peso da sua transformação.

Pode haver amor. Pode haver compreensão. Pode haver presença.

Mas o caminho de crescimento é sempre uma escolha individual.

Porque conhecer a nossa história é um acto de consciência.

Assumir responsabilidade por ela é um acto de maturidade.

E é aí que começa a verdadeira liberdade.

Enquanto os pais continuarem a sustentar a nossa vida, talvez ainda não estejamos a viver verdadeiramente a nossa.Na inf...
05/07/2026

Enquanto os pais continuarem a sustentar a nossa vida, talvez ainda não estejamos a viver verdadeiramente a nossa.

Na infância, depender dos pais é natural.
Mas a vida tem uma direção: dos pais para os filhos. E dos filhos para a sua própria vida.
O desafio começa quando esse movimento é interrompido.

Nem sempre é o filho que resiste a crescer.
Muitas vezes, são os pais que, por amor, medo ou necessidade, continuam a tratá-lo como uma criança.
Continuam a resolver os seus problemas.
Continuam a sustentá-lo financeiramente.
Continuam a decidir, a proteger e a abrir caminho.
E, sem intenção, enviam uma mensagem silenciosa: "Ainda não és capaz."

Por outro lado, o filho também encontra conforto nesse lugar.
Enquanto alguém assume a responsabilidade, ele adia a sua.
Enquanto alguém o protege, não precisa de enfrentar o risco.

Na visão sistémica, isto cria um desequilíbrio.
Os pais continuam a dar.
Os filhos continuam apenas a receber.
E o movimento natural da vida f**a suspenso.

Bert Hellinger dizia que os pais dão a vida, e os filhos recebem-na.
Mas receber a vida implica um dia dizer:
"Obrigado por tudo. A partir daqui, sigo com as minhas próprias pernas."

Talvez o maior acto de amor de um pai seja permitir que o filho enfrente a vida, mesmo correndo o risco de falhar.

E talvez o maior acto de gratidão de um filho seja deixar de pedir aos pais aquilo que já é capaz de construir por si.

Porque amar também é saber largar.
E crescer exige que alguém tenha a coragem de dar esse primeiro passo.

O amor não acaba. Às vezes, é a idealização que chega ao fim.Muitas pessoas acreditam que o casamento mata o namoro.Mas ...
22/06/2026

O amor não acaba. Às vezes, é a idealização que chega ao fim.

Muitas pessoas acreditam que o casamento mata o namoro.

Mas será mesmo assim?

Talvez o que termina não seja o amor. Talvez seja a fantasia de que amar alguém não exige crescimento, adaptação e responsabilidade.

No início de uma relação, é fácil sentir paixão. Existe novidade, desejo e descoberta. Vemos o outro através das nossas expectativas, sonhos e idealizações.

Com o tempo, a vida acontece.

Chegam as contas para pagar, as diferenças para negociar, as decisões para tomar, as responsabilidades para partilhar.

E é aqui que muitos casais acreditam que perderam algo.

Mas, na maioria das vezes, o que está a acontecer é outra coisa: a relação está a pedir maturidade.

Na visão sistémica, uma relação saudável não é aquela que permanece igual. É aquela que consegue evoluir sem perder a ligação emocional.

Evoluir signif**a deixar de amar apenas a imagem que criámos do outro e aprender a amar a pessoa real.

Signif**a perceber que compromisso não é o contrário de paixão.

Que responsabilidade não é o contrário de liberdade.

E que crescer juntos não tem de signif**ar deixar para trás a leveza, o humor, a cumplicidade e o desejo.

Por vezes, aquilo que chamamos "fim do namoro" é apenas o encontro com uma fase mais adulta da relação.

Uma fase onde já não basta sentir.

É preciso construir.

O desafio não é manter o amor igual ao do início.

O desafio é permitir que ele amadureça sem perder a capacidade de nos encontrarmos.

Muitas vezes carregamos dores, responsabilidades, culpas e destinos que não nos pertencem. Por amor, consciente ou incon...
20/06/2026

Muitas vezes carregamos dores, responsabilidades, culpas e destinos que não nos pertencem. Por amor, consciente ou inconscientemente, tentamos levar pesos que são dos nossos pais, dos nossos ancestrais ou de outros membros do sistema familiar.

Nas Constelações Familiares, aprendemos que o amor verdadeiro não é carregar pelo outro, mas honrar a sua história e devolver-lhe, com respeito, aquilo que lhe pertence.

Quando cada um assume o seu lugar e o seu destino, a vida volta a fluir com mais leveza.

A felicidade é leve. Surge quando tomamos a vida tal como ela nos foi dada e seguimos em frente com o que é nosso.

O que é ser uma mulher dona do seu feminino?Muitas mulheres acreditam que viver o feminino signif**a ser delicada, tranq...
11/06/2026

O que é ser uma mulher dona do seu feminino?

Muitas mulheres acreditam que viver o feminino signif**a ser delicada, tranquila ou até mais emocional. Mas o feminino vai muito além de uma forma de estar ou de uma característica da personalidade.

Ser dona do seu feminino é estar ligada a si mesma.

É conhecer-se profundamente e não viver à espera da validação dos outros para saber quem é.

É sentir as suas emoções sem medo. Sem as reprimir, mas também sem se deixar dominar por elas.

É saber acolher a sua vulnerabilidade, porque compreende que ela não a torna mais fraca. Pelo contrário, aproxima-a da sua verdade.

A mulher dona do seu feminino não vive em guerra consigo própria.

Não passa a vida a exigir mais, a criticar-se ou a sentir que nunca é suficiente.

Aprende a respeitar os seus limites, a escutar o seu corpo e a honrar o seu ritmo.

Sabe quando avançar e sabe quando parar.

Sabe quando dar e sabe quando receber.

Não sente que tem de controlar tudo para que a vida corra bem. Confia mais em si, nas suas capacidades e no fluxo da própria vida.

Não precisa de provar o seu valor através do esforço constante, da perfeição ou da aprovação dos outros.

O seu valor não depende daquilo que faz.

O seu valor está em quem ela é.

Por isso, não compete com outras mulheres. Inspira-se nelas.

Não se compara constantemente. Reconhece a sua singularidade.

Não se abandona para ser amada.

Não se diminui para ser aceite.

A mulher dona do seu feminino cuida de si com amor.

Nutre o seu corpo, a sua mente, as suas emoções e a sua alma.

Permite-se descansar sem culpa.

Permite-se sentir prazer sem medo.

Permite-se ocupar o seu lugar sem pedir desculpa por existir.

E talvez o mais importante de tudo:
Ela sabe que não precisa de ser perfeita para ser digna de amor.

Ama-se na sua luz e nas suas sombras.
Nas suas forças e nas suas fragilidades.

E é precisamente essa aceitação que a torna uma mulher inteira.

Uma mulher dona de si.
Uma mulher dona do seu feminino. ❣️

🇵🇹 10 de Junho | Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades PortuguesasNa visão sistémica, não herdamos apenas a histó...
09/06/2026

🇵🇹 10 de Junho | Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Na visão sistémica, não herdamos apenas a história da nossa família. Também pertencemos a uma terra, a uma cultura e a uma memória coletiva.

Nascer em Portugal é pertencer a um povo que, ao longo dos séculos, construiu uma identidade única.

É herdar a coragem daqueles que, muitas vezes em menor número, defenderam o seu território, conquistaram a sua independência e superaram limites através da estratégia, da inteligência e da determinação.

É pertencer a um povo que atravessou oceanos, encontrou outras nações, criou pontes entre culturas e expandiu horizontes muito para além das suas fronteiras. Mas é também carregar a memória das sombras associadas à colonização, à escravatura e à dor que esses processos deixaram em muitos povos.

É nascer num país de partidas e regressos. De emigração, saudade e famílias separadas. De pobreza, escassez e gerações marcadas pelo silêncio e pelo sacrifício.

Mas é também nascer numa terra de poetas, escritores e sonhadores. Um povo que muitas vezes não disse tudo em voz alta, mas escreveu, cantou e transformou a dor em arte.

Talvez nascer em Portugal nos convide a olhar para tudo: a força e a fragilidade, a conquista e a perda, a expansão e a culpa, a partida e o regresso, o silêncio e a voz.

E talvez valha a pena perguntar:

Que padrões carrego desta egrégora coletiva a que pertenço?

Será o medo da escassez?
A dificuldade em receber?
A crença de que é preciso lutar ou sofrer para merecer?

Será a saudade de algo que nem sei explicar?
A tendência para sonhar longe, mas hesitar em dar o passo?

Será o medo de falar?
De me expor?
De ocupar o meu lugar e mostrar quem sou?

Ou será a coragem daqueles que ousaram ir além do que parecia possível?
A criatividade dos poetas?
A capacidade de encontrar beleza mesmo nos momentos mais difíceis?
A inteligência para transformar obstáculos em oportunidades?

Porque aquilo que herdamos não é apenas individual. Também é coletivo.

E quando tomamos consciência disso, podemos escolher o que honrar, o que transformar e o que deixar seguir o seu caminho.

Que parte da alma portuguesa vive em ti?


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