11/03/2024
⚠️ A SOMBRA DO ABANDONO NÓS RELACIONAMENTOS AMOROSOS ⚠️
O ambiente em que crescemos e as nossas primeiras relações mostram-nos quem somos, como é o mundo e como são os outros (os relacionamentos). Então, começamos a interiorizar as informações, através de pensamentos, crenças e emoções.
Dependendo da qualidade das relações no início da vida, a criança internaliza e compreende que pode receber ou não o apoio emocional de que necessita por parte do cuidador. Estes modelos servem como uma base para os relacionamentos futuros.
Quando vivenciamos experiências recorrentes carregadas de altos níveis de stress e privações na infância e adolescência, construímos crenças disfuncionais, que trazem consigo uma elevada memória emocional negativa.
De um modo geral, as pessoas que possuem um Esquema de Abandono, acreditam que os seus os abandonarão ou os trocarão por outra pessoa, que se irão comportar de forma imprevisível ou que de alguma forma irão repentinamente desaparecer. Por conseguinte, existe sempre uma sombra, uma nuvem escura a pairar sobre a cabeça, um medo constante de serem abandonadas e estão sempre atentas e em alerta a qualquer sinal de que alguém está prestes a deixá-las.
Desde muito cedo, desenvolvemos estratégias para lidar/enfrentar as emoções intensas e desagradáveis dos esquemas. Estas estratégias comportamentais são automáticas, e estão profundamente enraizadas, por terem tido, no passado, a função de proteger. Contudo, é frequente que com o passar do tempo, estas estratégias tenham deixado de ser adaptativas e comecem a atrapalhar e a causar sofrimento no dia a dia.
A Resignação tende a ser uma estratégia para não sofrer mais ainda, e acalmar os medos de retaliações, desamparo e abandono.
A Evitação tem como objetivo a proteção contra o sofrimento, o que pode levar as pessoas a se fecharem emocionalmente e fugir das relações.
Por fim, na Hipercompensação existe um esforço em impedir que os medos se confirmem. Aqui são comuns as estratégias como o controlo, o sufoco, as exigências para com o outro, com o objetivo do parceiro(a) não a(o) abandonar.
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