27/07/2026
Há 3 anos, durante o curso de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS), um camarada prometeu-me uma visita a um submarino.
No sábado passado, essa promessa foi finalmente cumprida.
Foi uma experiência enriquecedora, que permitiu conhecer mais de perto a realidade operacional dos submarinistas e compreender a elevada exigência das suas missões. Operar num submarino implica elevados padrões de disciplina, rigor, preparação técnica e resiliência física e psicológica, num ambiente onde o trabalho em equipa, a confiança mútua e a capacidade de decisão são determinantes para o sucesso de cada missão. O submarino que visitámos, o **Barracuda**, contava com uma guarnição de 54 militares, cada um com um papel essencial para o sucesso da missão.
A visita incluiu ainda o **Navio-Museu D. Fernando II e Glória**, um dos mais importantes símbolos da história naval portuguesa, proporcionando uma perspetiva da evolução da Marinha Portuguesa ao longo dos séculos. Entre as curiosidades partilhadas, ficámos a saber que, durante as longas viagens, eram transportados animais vivos a bordo para garantir o abastecimento de alimentos frescos, numa época em que os métodos de conservação eram bastante limitados.
Visitar estas duas realidades, separadas por séculos de história, permitiu perceber que, embora os meios tenham evoluído significativamente, os valores da dedicação, do espírito de missão e do serviço a Portugal permanecem intemporais.
O meu agradecimento ao camarada Vítor e ao Comandante Pinho que tornaram esta visita possível, bem como pela disponibilidade em partilharem as suas experiências e conhecimentos sobre a vida a bordo de um submarino.
Uma experiência diferente, marcada pela aprendizagem, pela partilha e pelo reforço do respeito por todos aqueles que, com discrição, profissionalismo e um elevado sentido de missão, contribuem diariamente para a defesa de Portugal.