28/08/2026
Esta semana, durante uma sessão, aconteceu um daqueles momentos que nos fazem refletir.
Estou a acompanhar um senhor que há mais de um ano vive um processo depressivo. Sente-se cansado, deslocado, sem vontade de viver e com dificuldade em voltar a encontrar o seu equilíbrio.
Durante a abordagem com o Código da Emoção, surgiram várias emoções bloqueadas associadas aos 2 anos de idade: depressão, angústia, ressentimento, falta de apoio e entre outras.
Mas o momento mais marcante aconteceu no final.
Quando olhou para a lista de emoções identificadas, disse:
“Como é que é possível? Tudo o que está aí é exatamente o que eu tenho sentido ultimamente .”
É precisamente aqui que o Código da Emoção nos convida a olhar de outra forma para aquilo que sentimos.
Segundo a abordagem desenvolvida por Dr. Bradley Nelson, determinadas emoções podem permanecer armazenadas e continuar a influenciar a forma como sentimos, reagimos e vivemos, mesmo muitos anos depois.
Nem sempre conseguimos explicar racionalmente porque sentimos em determinada altura tristeza, angústia, abandono ou ressentimento, nem sempre conseguimos identificar o gatilho que desperta o turbilhão de emoções que surgem.
Às vezes, a pergunta não é apenas:
“Porque é que me sinto assim hoje?”
Talvez também seja:
“Há quanto tempo é que uma parte de mim se sente assim?”
Cada sintoma tem uma história que merece ser compreendida.
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