DOM SÉNIOR

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Centro Especializado em Intervenção no Envelhecimento
🧠 Prevenção e intervenção com pessoas com demência, ou declínio cognitivo ligeiro
Gerontologia • Psicologia • Neuropsicologia • Exercício Clínico • Nutrição
ERS: E174415

É muito comum partilharem connosco que o familiar não vai aderir ao acompanhamento porque recusa as atividades de estimu...
30/08/2026

É muito comum partilharem connosco que o familiar não vai aderir ao acompanhamento porque recusa as atividades de estimulação cognitiva.

E muitas vezes a interpretação é que:
“Ele/a já não quer.”
“Não está motivado.”
“Já não tem interesse em nada.”

Mas antes de concluirmos isso, há outra pergunta que vale a pena fazer:
As atividades que lhe são propostas fazem sentido para esta pessoa?

Na demência, não basta escolher uma atividade porque “estimula a memória” ou porque é considerada adequada para a idade.
É preciso conhecer a pessoa.

✍️ O que fazia?
✍️ Do que gostava?
✍️ Que papéis desempenhou ao longo da vida?
✍️ O que ainda consegue fazer?
✍️ O que lhe desperta interesse?

E, sobretudo, o que continua a ter significado para ela? 🙌🏽

Uma atividade pode ser excelente para uma pessoa e completamente desadequada para outra.

E quando uma pessoa recusa repetidamente aquilo que lhe propomos, a pergunta não é:

“Como a faço participar?”

Mas antes:

“O que posso mudar naquilo que estou a propor?”

Porque estimular não é simplesmente ocupar o tempo.
É criar oportunidades para a pessoa continuar a participar, a escolher, a sentir-se capaz e a manter uma ligação com aquilo que é.

É por isso que, no Dom Sénior, não partimos de atividades pré-definidas para depois tentar encaixá-las na pessoa.

Spoiler: não existem “atividades para pessoas com demência”.

Existem PESSOAS.
Pessoas que vivem com demência e para as quais é necessário perceber como podemos ajudá-las a continuar a envolver-se nas atividades do seu dia a dia, nos seus gostos e nos seus interesses.

Partimos da pessoa.
Da sua história, dos seus interesses, das suas capacidades atuais e daquilo que ainda lhe faz sentido.

Porque uma intervenção verdadeiramente centrada na pessoa não pergunta apenas:
“O que podemos trabalhar?”
Pergunta também:
“Quem é esta pessoa e como podemos continuar a envolvê-la na sua própria vida?”

28/08/2026

“Anosognosia” pode ser uma palavra que nunca ouviu, mas pode ajudar a explicar algo que talvez esteja a viver com o seu familiar.

É quando a própria pessoa não tem consciência, ou tem uma consciência muito reduzida, das alterações e dificuldades que apresenta.

E isto pode ser particularmente difícil para quem está à sua volta.

Porque, para si, é evidente que alguma coisa mudou.
Mas, para o seu familiar, essa mudança pode não ser percebida da mesma forma.

😣Pode dizer que não tem qualquer problema.
😣Pode recusar ajuda.
😣Pode não compreender porque é que a família está preocupada.
😣Pode até ficar irritado quando alguém tenta mostrar-lhe aquilo que já não consegue fazer como antes.

E é normal, perante estas reações, que o primeiro pensamento seja:
“Ele está a ser teimoso.”
“Não quer aceitar.”
“Está a fazer de propósito.”

Mas nem sempre é assim.

A anosognosia pode fazer parte de alguns quadros de demência e ajuda-nos a compreender que não reconhecer uma dificuldade não significa necessariamente que a pessoa esteja a escolher ignorá-la.

E isto muda a forma como devemos comunicar com ela.
Insistir constantemente em provar que ela está errada pode aumentar a frustração, o conflito e a resistência. ❤️‍🩹

Vamos tentar mudar o pensamento:
“Como é que ele não percebe que já não consegue?”

E tentar responder à pergunta:
“Como posso ajudá-lo sem transformar cada dificuldade num confronto com a própria doença?”

Compreender o que está por detrás de determinado comportamento não significa deixar de intervir.

Significa encontrar uma forma de intervir que respeite a pessoa e tenha em conta aquilo que, naquele momento, ela é capaz de compreender sobre si própria.

Porque, quando mudamos a forma como interpretamos o comportamento, também podemos mudar a forma como respondemos a ele. 🙏🏽

Nem sempre é o esquecimento que será um sinal de alerta no seu familiar.Às vezes, é a forma como começa a comportar-se.E...
27/08/2026

Nem sempre é o esquecimento que será um sinal de alerta no seu familiar.

Às vezes, é a forma como começa a comportar-se.

Está mais impulsivo. Mais rígido. Diz coisas que não dizia. Toma decisões que não fazem sentido para ele. Perde o interesse por coisas de que sempre gostou.

Pequenas mudanças que podem levar a pensar:
“Ele não era assim.”

Estas mudanças podem ser subtis e, muitas vezes, passam despercebidas ou são atribuídas à idade, à personalidade ou ao contexto.

Mas podem também estar relacionadas com alterações cognitivas e comportamentais associadas a determinados tipos de demência.
Isto não significa que qualquer mudança de comportamento seja sinal de demência.

Significa que, quando começa a sentir que o seu familiar está diferente, vale a pena parar e perceber o que está por detrás dessa mudança.

Porque, quando falamos de demência, não devemos olhar apenas para aquilo que a pessoa se esquece.

Devemos também reparar naquilo que começou a fazer, dizer ou sentir de forma diferente.

E essa atenção pode ser importante para perceber mais cedo o que está a acontecer. 🙌🏽

Receber um diagnóstico de demência pode ser um momento de enorme incerteza para uma família.“E agora?”“O que devemos faz...
25/08/2026

Receber um diagnóstico de demência pode ser um momento de enorme incerteza para uma família.

“E agora?”
“O que devemos fazer?”
“Como podemos ajudar?”
“Será que já devíamos ter começado antes?”

A verdade é que não devem esperar que as dificuldades aumentem para começar a agir.

Há muito que pode ser feito desde cedo para adaptar o dia a dia, preservar a autonomia, manter a participação e trabalhar as capacidades que ainda estão presentes.

E isso começa, muitas vezes, por pequenas mudanças na forma como olhamos para a pessoa e para aquilo que ainda consegue fazer.

Não fazer por ela aquilo que ainda consegue fazer.
Manter o que ainda funciona.
Adaptar o que deixou de funcionar.
Estimular aquilo que permanece.
E procurar apoio quando não sabemos como avançar.

Um diagnóstico não é o momento de desistir.

É o momento de começar a preparar o caminho.

Se alguém da sua família recebeu recentemente um diagnóstico de demência, guarde este post.
Pode ser útil agora, ou mais tarde.

15/07/2026

A maioria das famílias acredita que está a ajudar quando corrige constantemente uma pessoa com demência.

Na verdade, muitas vezes está a acelerar exatamente aquilo que mais quer preservar.

É precisamente sobre isso que estamos a falar nesta sessão de aconselhamento familiar.

No nosso acompanhamento, enquanto a terapeuta intervém com a pessoa com demência, eu reúno com a família periodicamente.
Não para resumir as sessões.
Mas para transformar aquilo que observámos clinicamente em estratégias concretas para o dia a dia.

Neste caso, falávamos de uma tarefa doméstica, que quando não é perfeitamente desempenhada, a reação mais comum é corrigir.
“Não é assim.”
“Deixa que eu faço.”

E eu parto sempre para esta reflexão:

O que é mais importante nesta fase da doença: que a tarefa fique perfeita ou que a pessoa continue a sentir que ainda consegue participar?

Quando uma pessoa deixa de dobrar a roupa, de pôr a mesa, de organizar uma gaveta ou de ajudar nas pequenas tarefas da casa porque alguém a corrigiu constantemente, ela não perdeu apenas uma tarefa.

Perdeu uma oportunidade diária de estimular capacidades cognitivas, manter rotinas, tomar decisões, sentir-se competente e continuar a desempenhar um papel ativo dentro da sua própria casa. 😔

Na demência, chega uma fase em que preservar a participação é mais importante do que exigir a perfeição.

É por isso que, no DOM+, a intervenção não termina quando acaba a sessão.
Aquilo que a terapeuta observa durante a reabilitação neuropsicológica e estimulação cognitiva orienta o meu trabalho com a família.

E aquilo que trabalhamos com a família transforma-se na forma como a pessoa é acompanhada em casa, nos restantes dias da semana.

Porque uma sessão por semana nunca será suficiente.
A verdadeira intervenção acontece entre sessões.

É quando a família compreende porque fazemos o que fazemos e passa a transformar momentos aparentemente simples do quotidiano em oportunidades para preservar capacidades, promover autonomia e manter a pessoa envolvida na sua própria vida.

É esta ligação entre a pessoa, a família e os profissionais que procuramos

20/05/2026

Dirigida à população sénior, esta iniciativa pretende promover o envelhecimento ativo e saudável, reforçando a autonomia, a participação social e o bem-estar físico, cognitivo e emocional dos participantes.

🧠 A memória já não é a mesma?Muitas pessoas começam a notar:- esquecimentos mais frequentes- maior dificuldade em manter...
05/05/2026

🧠 A memória já não é a mesma?

Muitas pessoas começam a notar:
- esquecimentos mais frequentes
- maior dificuldade em manter a atenção
- menos rapidez de raciocínio

E a verdade é esta: quanto mais cedo se estimular o cérebro, maiores são as possibilidades de preservar capacidades por mais tempo.

O NeuroDOM é um grupo de estimulação cognitiva orientado por profissionais especializados, pensado para pessoas com 60+ que querem manter a mente ativa e funcional.

✔ Sessões semanais em grupo
✔ Exercícios adaptados ao nível de cada pessoa
✔ Trabalho estruturado de memória, atenção e raciocínio
✔ Ambiente acolhedor e acompanhamento especializado

📍 Viana do Castelo
📞 (+351) 93 498 1213

Grupos reduzidos.

28/04/2026

Na demência, o mais importante não é conhecer a doença.

É conhecer a pessoa.

Quem sempre foi.
A forma como reage.
O que a acalma.
O que a desorganiza.
O que ainda faz sentido. E o que já não faz.

Porque é isso que orienta o que fazer no dia a dia.

Quando tudo é visto apenas pela lente da doença,
as respostas tornam-se genéricas…
e deixam de funcionar com a pessoa ÚNICA que tem à frente.

É aqui que muitas famílias se sentem perdidas.
E não por falta de esforço, mas por falta de orientação.

No Dom Sénior, é exatamente por isso que, nas sessões de aconselhamento familiar, fala-se muito menos da doença… e muito mais da pessoa.

É daí que surgem orientações práticas, ajustadas, e que começam finalmente a fazer sentido. 🙌🏽

22/04/2026

“O meu familiar não vai gostar da estimulação cognitiva” 😓

Eu ouço isto constantemente
e na maioria das vezes… não é verdade.

O problema não é a estimulação,
é a forma como está a ser feita.

Quando não tem ligação à história da pessoa…
aos seus hábitos…
ao que ainda lhe faz sentido…

NÃO VAI motivar ninguém
e isso não é falta de vontade
é falta de adaptação.

Estimulação cognitiva não é “dar exercícios”
é criar situações em que o cérebro participa…
com significado.

No Dom Sénior não defendemos métodos
defendemos resultados:

✍️ se for papel e caneta, usamos
💻 se for tecnologia, usamos
🧼 se forem molas da roupa, usamos

O critério não é o material,
é o impacto no dia-a-dia
se não houver transferência para a vida real…

NÃO é estimulação eficaz
é só a sensação de que se está a fazer alguma coisa
e isso não protege a autonomia.

Se sente que o seu familiar “não adere”…
talvez não seja resistência
talvez ainda não encontrou a forma certa de o envolver.

16/04/2026

Assumir que uma dificuldade significa perda total de capacidade… é o erro que mais acelera a dependência.

Neste caso, não estamos perante uma “perda de memória”.
Estamos perante uma alteração visuoperceptiva.

A informação chega ao cérebro…
mas não está a ser interpretada corretamente.

👉 O objeto é visto, mas não é reconhecido.

E é aqui que acontece o erro mais comum:
insistir repetidamente na via que está comprometida: a visão.

O resultado?
Frustração, evitamento…
e perda progressiva de autonomia.

Agora repare no que muda:
quando retiramos a visão e introduzimos o tato,
a identificação acontece.

👉 Isto diz-nos que o conhecimento está preservado.

E mais importante:
dá-nos uma estratégia prática de intervenção.

✔️ reduzir dependência da visão
✔️ integrar pistas táteis
✔️ adaptar tarefas do dia-a-dia (ex: pôr a mesa, organizar objetos)

É assim que se mantém funcionalidade.

No Dom Sénior, não repetimos exercícios.
Analisamos o tipo de défice…
e ajustamos a forma como a pessoa interage com o ambiente.

Porque estimular sem estratégia
não abranda o declínio.

Se está a lidar com situações semelhantes em casa,
e sente que está sempre a insistir no mesmo sem resultado…
provavelmente não é falta de esforço.

É falta de adaptação àquilo que ainda está preservado.

Endereço

Via Entre Santos, 51
Viana Do Castelo
4900-413

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