Psicóloga Vânia Magalhães

Psicóloga Vânia Magalhães Psicologia

Não podemos passar a vida à espera de alguém que venha salvar-nos.Ao longo do caminho, encontraremos pessoas que nos aco...
23/08/2026

Não podemos passar a vida à espera de alguém que venha salvar-nos.
Ao longo do caminho, encontraremos pessoas que nos acolhem, nos inspiram, nos amparam e que, de alguma forma, participam no nosso processo de transformação. Há encontros que nos devolvem partes de nós que julgávamos perdidas e pessoas que, através da sua presença, tornam o caminho um pouco mais possível.
Mas existe uma parte desse percurso que ninguém pode percorrer por nós.
Reconhecer as nossas feridas, compreender os nossos padrões, assumir as nossas escolhas e construir novas formas de nos relacionarmos connosco e com os outros é, em última instância, uma responsabilidade nossa.
Isto não significa que tenhamos de fazer tudo sozinhos. Pelo contrário, pedir ajuda, permitir-se ser cuidado e aceitar a presença do outro também são formas de coragem.
A diferença está em não entregar a alguém a responsabilidade pela nossa transformação.
Porque, no fim, a verdadeira acontece quando deixamos de esperar que alguém nos salve e começamos, nós próprios, a ocupar esse lugar.

Quem te pode salvar és tu mesmo(a) 🤍

Eu estarei aqui para te ajudar nesse processo 🛟

A tua psicóloga,
Vânia Magalhães 🛋️

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7 meses de ti, do teu sorriso e do amor mais bonito que conhecemos. Tempo deixa-me aproveitar a doçura desta história qu...
23/08/2026

7 meses de ti, do teu sorriso e do amor mais bonito que conhecemos.
Tempo deixa-me aproveitar a doçura desta história que só podemos ler uma vez 🩵🧸

Quando alguém não sabe reconhecer o que sente em si, pode começar a tratar aquilo que sentes em ti como um problema.Tu d...
20/08/2026

Quando alguém não sabe reconhecer o que sente em si, pode começar a tratar aquilo que sentes em ti como um problema.

Tu dizes que algo te magoou.
A pessoa diz que estás a exagerar.

Tentaste explicar o que precisavas.
Ouves que estás a complicar.

Mostras tristeza.
Chamam-te dramática.

Ficas frustrada.
És “demasiado intensa”.

E, aos poucos começas a desconfiar de ti.
Passas a editar as palavras antes de falar.
A engolir algumas lágrimas.
A pensar duas vezes antes de dizer que algo te incomodou.
A perguntar-te se estás, de facto, a sentir demasiado.
Até que já não estás apenas a tentar compreender o outro.
Estás a tentar perceber se tens sequer direito a sentir o que sentes.
A nota que te quero deixar é que uma pessoa emocionalmente disponível pode não concordar contigo, pode precisar de tempo para processar, pode até reagir de uma forma diferente da tua.
Mas não precisa de te diminuir para conseguir lidar com aquilo que sentes.
Porque sentir não é o mesmo que exigir.
Expressar uma emoção não é manipular.
Ter necessidades não é ser carente.
E querer ser escutada não é pedir demasiado.
Às vezes, aquilo a que chamaram “sensibilidade” durante anos foi apenas a tua tentativa de dar nome a coisas que, naquela relação, ninguém queria nomear.

Algumas dores não nascem daquilo que sentimos, mas daquilo que aprendemos a pensar sobre nós por sentirmos.
E recuperar-se, por vezes, começa precisamente no momento em que deixamos de pedir desculpa pela nossa experiência interna e começamos a distingui-la daquilo que o outro foi capaz, ou incapaz, de acolher.

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🚩🚩🚩🚩Deixo-te um lembrete de que muitos comportamentos normalizamos em relacionamentos constituem violência psicológica.A...
18/08/2026

🚩🚩🚩🚩

Deixo-te um lembrete de que muitos comportamentos normalizamos em relacionamentos constituem violência psicológica.

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Vânia Magalhães 🛋️

16/08/2026

E eu amo ser mãe. Profundamente. 🤍
Mas, no meio de tantas necessidades, horários e responsabilidades, percebi que precisava de continuar a encontrar pequenos momentos que me lembrassem de quem sou para além da maternidade.
Às vezes é um café com calma.
Uma caminhada.
Um momento só meu.
Ou simplesmente alguns minutos para cuidar da minha pele com os meus essenciais da , que me acompanham desde a gravidez, continuam a fazer parte desses pequenos rituais. São cuidados simples que consigo manter mesmo nos dias mais preenchidos porque cuidar de mim também deve caber na rotina.
E, claro, tudo isto só é possível porque tenho algo que considero essencial na minha vida, uma boa rede de suporte.
Ter pessoas com quem posso contar, que nos ajudam, e que me permitem, de vez em quando, voltar a ser apenas eu.
A maternidade não deve significar desaparecer dentro do papel de mãe.
No final do dia, posso ser “a mãe” para muita gente.
Mas nunca deixei de ser eu. 🤍

Mamãs por aí já sentiram o mesmo ? 🤭🫠

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Vânia Magalhães 🛋️

Hoje falamos da experiência de sofrer dentro de uma relação e sentir que o teu sofrimento deixou de mobilizar emocionalm...
15/08/2026

Hoje falamos da experiência de sofrer dentro de uma relação e sentir que o teu sofrimento deixou de mobilizar emocionalmente a pessoa que está contigo.
Quando choras e o outro continua a dormir, quando tentas falar e encontras indiferença, quando precisas de proximidade e recebes distância, é natural que comeces a questionar o lugar que ocupas naquela relação.
É fácil construir narrativas rápidas como a da frase provocadora que te deixo hoje, mas a realidade de um casal é mais complexa do que esta frase deixa perceber.
A ausência de resposta pode significar muitas coisas. Pode existir desinvestimento afetivo, mas também evitamento emocional, dificuldade em tolerar a vulnerabilidade, padrões de vinculação profundamente instalados ou uma dinâmica relacional em que ambos foram, progressivamente, perdendo a capacidade de se alcançar um ao outro.
O que importa observar é o padrão.
O que acontece repetidamente quando estás vulnerável?
O teu sofrimento aproxima o outro ou aumenta a distância?
Consegues mostrar fragilidade sem sentires vergonha, medo ou necessidade de te proteger?
Existe curiosidade pelo teu mundo interno ou a tua dor é tratada como incómodo?
A segurança emocional numa relação constrói-se precisamente nestes momentos. Na capacidade de reconhecer o estado interno do outro, permanecer emocionalmente disponível e participar na reparação quando alguma coisa se rompe.
E quando isso deixa de acontecer de forma consistente, o impacto psicológico pode ser profundo. Começas a conter necessidades, a diminuir expectativas, a duvidar da legitimidade do que sentes. Por vezes, habituas-te tanto à ausência de resposta que já nem sabes se estás a pedir demasiado ou simplesmente a pedir o mínimo de uma relação emocionalmente segura.
É também aqui que a terapia de casal pode ser importante para compreender aquilo que se passa por baixo da distância, da indiferença aparente e dos conflitos repetidos.
Antes de decidir o destino de uma relação, pode ser essencial compreender o que aconteceu à capacidade de dois seres humanos se encontrarem emocionalmente.
E, em alguns casos, essa compreensão muda profundamente aquilo que é possível reconstruir.

A tua psicóloga,
Vânia 🛋️

13/08/2026

A inteligência não nos torna imunes à manipulação, ao vínculo emocional, à dependência, à esperança de mudança ou aos mecanismos psicológicos que podem manter alguém numa relação que lhe faz mal.
Permanecer numa relação tóxica não é sinónimo de falta de inteligência. E sair também não acontece simplesmente porque alguém “percebeu” que aquela relação era prejudicial.
Existem fatores emocionais, relacionais e contextuais que podem tornar muito difícil reconhecer, interromper ou abandonar determinados padrões.

A tua psicóloga,
Vânia Magalhães 🛋️

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Tu continuas a trabalhar.Continuas numa relação.Continuas a cuidar dos outros.Continuas a sorrir, a responder “está tudo...
12/08/2026

Tu continuas a trabalhar.
Continuas numa relação.
Continuas a cuidar dos outros.
Continuas a sorrir, a responder “está tudo bem” e a fazer o que esperam de ti.
No entanto há coisas que estás a carregar em silêncio.
Pode ser aquilo que está a acontecer na tua relação.
A dificuldade em viver a tua sexualidade como gostarias.
A falta de desejo, a culpa, a vergonha ou a dificuldade em falar sobre aquilo que realmente sentes.
Um ambiente de trabalho que te está a consumir.
Conflitos na família que nunca parecem ficar verdadeiramente resolvidos.
E quanto mais finges que não dói, mais energia gastas a tentar parecer bem.
O sofrimento psicológico nem sempre te impede de funcionar. Na verdade, não raras vezes, permite-te continuar a funcionar enquanto, por dentro, estás exausto/a.
Não precisas de chegar ao limite para começar a cuidar de ti.
Se te reconheceste aqui, talvez esteja na altura de deixares de carregar tudo sozinho/a.

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