Virgílio Baltasar_Psicólogo Clínico

Virgílio Baltasar_Psicólogo Clínico Psicologia Clínica; Neuropsicologia; a partir dos 10 anos. CP OPP: 018579.

Métodos de intervenção psicológica: Psicoterapia EMDR e Integrativa; Psicoterapia Assistida por Neurofeedback Clínico;
CUF SAÚDE de VRSA: 281530160

Burton, C., Fink, P., Henningsen, P., Löwe, B., & Rief, W. (2020). Functional somatic disorders: Discussion paper for a ...
01/09/2026

Burton, C., Fink, P., Henningsen, P., Löwe, B., & Rief, W. (2020). Functional somatic disorders: Discussion paper for a new common classification for research and clinical use. BMC Medicine, 18, Article 34. https://doi.org/10.1186/s12916-020-1505-4

Henningsen, P., Gündel, H., Kop, W. J., Löwe, B., Martin, A., Rief, W., Rosmalen, J. G. M., Schröder, A., van der Feltz-Cornelis, C. M., & Van den Bergh, O. (2018). Persistent physical symptoms as perceptual dysregulation: A neuropsychobehavioral model and its clinical implications. Psychosomatic Medicine, 80(5), 422–431. https://doi.org/10.1097/PSY.0000000000000588

Röhricht, F., Green, C., Filippidou, M., Lowe, S., Power, N., Rassool, S., Rothman, K., Shah, M., & Papadopoulos, N. (2024). Integrated care model for patients with functional somatic symptom disorder: A co-produced stakeholder exploration with recommendations for best practice. BMC Health Services Research, 24, Article 698. https://doi.org/10.1186/s12913-024-11130-9

31/08/2026
28/08/2026
➡️ Neurofeedback InfraSlow LORETAO Neurofeedback InfraSlow com mapeamento cerebral LORETA é uma abordagem avançada no Ne...
08/08/2026

➡️ Neurofeedback InfraSlow LORETA

O Neurofeedback InfraSlow com mapeamento cerebral LORETA é uma abordagem avançada no Neurofeedback Clínico que permite intervir em níveis profundos da autorregulação cerebral.

Combina dois grandes avanços:
• InfraSlow / InfraLow Neurofeedback – trabalha com as frequências cerebrais mais lentas (abaixo de 0.5 Hz), associadas à regulação emocional, autonómica e cognitiva, com impacto demonstrado na conectividade entre redes cerebrais (Perez et al., 2021; Adhia et al., 2022).
• LORETA (Low Resolution Brain Electromagnetic Tomography) – permite localizar em tempo real regiões específicas do cérebro envolvidas na desregulação, possibilitando intervenções mais direcionadas e individualizadas, implicando a colocação de pelo menos 19 elétrodos (Congedo et al., 2004; Cannon, 2012).

✔️ Para que serve?

O Neurofeedback InfraSlow LORETA é particularmente útil:
1. Em casos resistentes, quando o neurofeedback tradicional ou o InfraSlow bipolar não produzem os efeitos esperados.
2. Para aprofundar o trabalho clínico, mesmo após bons resultados com outras modalidades, permitindo consolidar e ampliar os ganhos terapêuticos.

Ou seja, pode ser tanto uma alternativa em situações complexas como um passo seguinte natural no processo terapêutico.

✔️ O que oferece de diferente?
• Protocolos altamente individualizados
• Maior precisão na identificação das regiões cerebrais implicadas nos sintomas
• Maior potencial de mudança em níveis profundos de regulação cérebro–corpo

Estudos com neurofeedback Infraslow localizado por fonte mostram alterações na conectividade efetiva entre regiões cerebrais envolvidas na emoção e autorregulação (Adhia et al., 2022; Mathew et al., 2022).

✔️Protocolo exemplo: RT Anterior Insula Up

Este protocolo atua sobre a ínsula anterior direita, uma região central da Rede de Saliência.

A ínsula anterior direita participa na perceção dos estados internos do corpo (interocepção) e na integração emoção–corpo (Craig, 2009), sendo um nó-chave da Rede de Saliência (Menon & Uddin, 2010).

De forma simples, a Rede de Saliência funciona como um “diretor de trânsito” do cérebro: decide o que é importante, para onde vai a atenção e se o corpo deve ativar ou acalmar (Menon, 2011).

✔️O que este protocolo pode fazer, em termos gerais?

Quando esta rede está desregulada - algo comum em trauma, ansiedade, dissociação, depressão, psicose ou dor crónica - o sistema nervoso perde a capacidade básica de autorregulação (Menon, 2011; Uddin, 2015).

Ao reforçar funcionalmente a ínsula anterior direita através do Neurofeedback InfraSlow LORETA, este protocolo pode contribuir para:
• melhorar a perceção corporal
• estabilizar o nível de ativação do sistema nervoso
• reduzir estados persistentes de alarme ou colapso
• promover maior integração emocional

(Perez et al., 2021; Adhia et al., 2022).

Em termos clínicos, isto traduz-se frequentemente em:
• menos ansiedade difusa
• menos dissociação
• maior presença corporal
• maior estabilidade emocional
• melhor tolerância ao stress

Ou seja, o RT Anterior Insula Up não trabalha um diagnóstico específico - trabalha um mecanismo central de autorregulação, comum a múltiplas formas de psicopatologia, de acordo com modelos transdiagnósticos baseados em redes cerebrais (Menon, 2011).

Referências

Adhia, D. B., Mani, R., Turner, P. R., Vanneste, S., & De Ridder, D. (2022). Infraslow neurofeedback training alters effective connectivity in individuals with chronic low back pain: A secondary analysis of a pilot randomized placebo-controlled study. Brain Sciences, 12(11), 1514. https://doi.org/10.3390/brainsci12111514

Cannon, R. L. (2012). LORETA neurofeedback: Odd reports, observations, and findings associated with spatial specific neurofeedback training. Journal of Neurotherapy, 16(2), 164–167. https://doi.org/10.1080/10874208.2012.677611

Congedo, M., Lubar, J. F., & Joffe, D. (2004). Low-resolution electromagnetic tomography neurofeedback. IEEE Transactions on Neural Systems and Rehabilitation Engineering, 12(4), 387–397. https://doi.org/10.1109/TNSRE.2004.837823

Craig, A. D. (2009). How do you feel—now? The anterior insula and human awareness. Nature Reviews Neuroscience, 10(1), 59–70. https://doi.org/10.1038/nrn2555

Mathew, J., Adhia, D. B., Smith, M. L., De Ridder, D., & Mani, R. (2022). Source localized infraslow neurofeedback training in people with chronic painful knee osteoarthritis: A randomized, double-blind, sham-controlled feasibility clinical trial. Frontiers in Neuroscience, 16, 899772. https://doi.org/10.3389/fnins.2022.899772

Menon, V. (2011). Large-scale brain networks and psychopathology: A unifying triple network model. Trends in Cognitive Sciences, 15(10), 483–506. https://doi.org/10.1016/j.tics.2011.08.003

Menon, V., & Uddin, L. Q. (2010). Saliency, switching, attention and control: A network model of insula function. Brain Structure and Function, 214(5–6), 655–667. https://doi.org/10.1007/s00429-010-0262-0

Perez, T. M., Mathew, J., Adhia, D., & De Ridder, D. (2021). Infraslow neurofeedback update. NeuroRegulation, 8(4), 198–219. https://doi.org/10.15540/nr.8.4.198

Uddin, L. Q. (2015). Salience processing and insular cortical function and dysfunction. Nature Reviews Neuroscience, 16(1), 55–61. https://doi.org/10.1038/nrn3857

Neurofeedback Clínico: Protocolo Alfa-Teta O protocolo Alfa-Teta, desenvolvido por Eugene Pen*ston, é uma forma de psico...
23/07/2026

Neurofeedback Clínico: Protocolo Alfa-Teta

O protocolo Alfa-Teta, desenvolvido por Eugene Pen*ston, é uma forma de psicoterapia experiencial realizada através do Neurofeedback Clínico.

É utilizado no tratamento de memórias traumáticas, na redução de diversos sintomas psicopatológicos, como a ansiedade e a depressão, e na promoção do autoconhecimento.

Este protocolo é aplicado apenas após uma fase prévia de estabilização e autorregulação do cérebro, realizada com outros protocolos de Neurofeedback Clínico. Esta etapa é fundamental, uma vez que permite desenvolver uma maior sensação de segurança e uma melhor capacidade de autorregulação antes do contacto com experiências emocionalmente mais difíceis. O objetivo não é expor a pessoa às suas feridas emocionais, mas criar as condições necessárias para que essas experiências possam ser processadas e integradas de forma segura.

Durante a sessão, a pessoa permanece consciente, entrando num estado hipnagógico — um estado natural de transição entre a vigília e o sono — que facilita o acesso a conteúdos inconscientes ou pouco acessíveis à consciência, favorecendo o processamento e a integração de memórias e emoções de forma segura. O objetivo não é reviver o sofrimento, mas ajudar o cérebro a processar experiências difíceis para que deixem de exercer a mesma influência no bem-estar, nas emoções e na forma como a pessoa vive o seu dia a dia.

Referências

Demos, J. N. (2019). Getting Started with EEG Neurofeedback. W. W. Norton & Company.

Martins-Mourão, A., & Kerson, C. (Eds.). (2017). Alpha-Theta Neurofeedback in the 21st Century: A Handbook for Clinicians and Researchers. Foundation for Neurofeedback and Neuromodulation Research.

20/07/2026

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15/07/2026

🧠 A raiz escondida da inflamação crónica de baixo grau

A inflamação crónica de baixo grau - um estado persistente de ativação imune sistémica de baixa intensidade- é hoje reconhecida como um fator transversal e silencioso que está na base de inúmeras doenças físicas e mentais. Longe de ser apenas um sintoma secundário, ela constitui uma verdadeira “matriz patológica” comum, que prepara o terreno para o aparecimento e a manutenção de múltiplas condições clínicas — das cardiovasculares às psiquiátricas, das autoimunes às metabólicas (Straub, 2023).

Vivemos numa época em que muitas pessoas procuram melhorar a sua saúde através de suplementos, alimentação saudável e até tratamentos avançados de imunomodulação. Embora tudo isso possa ser benéfico, existe um fator fundamental que muitas vezes é ignorado: o impacto duradouro do trauma na inflamação do corpo.

O médico e investigador Rainer H. Straub, no seu livro Early Trauma as the Origin of Chronic Inflammation (2023), demonstra que os traumas precoces — sobretudo os vividos durante a infância — deixam marcas profundas no sistema nervoso e no sistema imunitário. Estas marcas podem alimentar um estado de inflamação crónica que persiste ao longo da vida.

🧾 “O trauma precoce conduz a uma sensibilização permanente dos eixos do stresse, em particular do sistema nervoso autónomo e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.”
(Straub, 2023, p. 39)

Ou seja, o trauma não resolvido mantém o corpo num estado de alerta constante, ativando repetidamente os sistemas de stress. Isto conduz à libertação contínua de substâncias inflamatórias.

🧾 “A atividade simpática persistente resulta num aumento da produção de mediadores pró-inflamatórios pelas células imunitárias, tecido adiposo e fígado.”
(Straub, 2023, p. 40)

Mesmo que adoptemos uma dieta anti-inflamatória, tomemos suplementação , se o sistema nervoso autónomo continuar “ligado em modo de sobrevivência”, o corpo continuará a inflamar. Segundo Straub, a inflamação não se limita ao sangue ou aos órgãos: ela tem origem no cérebro e no sistema nervoso.

🧾 “A desregulação dos sistemas neuroendócrino e autónomo relacionada com o trauma resulta num estado inflamatório central e periférico que se mantém por si mesmo.”
(Straub, 2023, p. 46)

É por isso que tantas pessoas fazem “tudo certo” em termos de cuidados físicos e, mesmo assim, continuam a sentir-se cansadas, inflamadas, com dores ou dificuldades cognitivas.

A boa notícia é que existem caminhos para sair deste ciclo. Mas, como o próprio autor refere:

🧾 “Uma estratégia terapêutica eficaz deve incluir não apenas intervenções imunológicas ou farmacológicas, mas também abordagens que estabilizem o sistema nervoso autónomo e reduzam a reativação do stress precoce.”
(Straub, 2023, p. 191)

Ou seja, não basta cuidar da alimentação ou da imunidade: é fundamental tratar o trauma e ajudar o sistema nervoso a regressar a um estado de segurança e equilíbrio.

Isto pode ser alcançado através de várias abordagens integrativas, tais como:
• Psicoterapia baseada no trauma
• Neurofeedback clínico de diversas modalidades
•Fotobiomodulação Transcraniana

🧾 “Restabelecer o equilíbrio do sistema nervoso autónomo é indispensável para interromper o ciclo vicioso de inflamação e disfunção neuroimunitária induzido por trauma precoce.”
(Straub, 2023, p. 180)

✨ Em resumo:

Não existe verdadeira cura física sem uma cura emocional profunda.
O corpo não esquece o que a mente tenta reprimir.
E se queremos reduzir a inflamação de forma duradoura, precisamos de tratar o trauma e ajudar o sistema nervoso a sentir-se novamente em segurança.

📚 Referência bibliográfica (APA, 7.ª ed.)

Straub, R. H. (2023). Early trauma as the origin of chronic inflammation: A psychoneuroimmunological perspective. Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-662-66751-4

Ao longo dos anos, percebi que uma parte muito importante do que sei sobre o sistema nervoso não foi aprendida apenas no...
23/06/2026

Ao longo dos anos, percebi que uma parte muito importante do que sei sobre o sistema nervoso não foi aprendida apenas nos livros, mas também através dos meus pacientes.

Cada história, cada percurso e cada resposta ao tratamento tem sido uma oportunidade de aprendizagem. São eles que me ajudam a compreender melhor a complexidade do sofrimento humano e a extraordinária capacidade que e
o sistema nervoso tem para se reorganizar e recuperar.

É também graças aos meus pacientes que continuo a aprimorar a minha técnica, a refinar os métodos que utilizo e a crescer enquanto profissional. Cada pessoa que acompanho contribui, de alguma forma, para o conhecimento e a experiência que levo para os casos seguintes.

A todos os meus pacientes, o meu profundo agradecimento pela confiança e por tudo aquilo que me ensinam.

Tenho-os a todos no meu coração ♥️

https://www.grupohpa.com/pt/medicos/doctor/virgilio-baltasar/?

Vírgílio Baltasar, psicólogo. Especialista em avaliação psicológica e acompanhamento emocional. Consultas no Grupo HPA Saúde.

Endereço

Vila Real De Santo António
8900-211

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