EFT Tapping - Magda Mesquita

EFT Tapping - Magda Mesquita Magda Mesquita, Advanced EFT /Tapping Practitioner
Terapia para a ansiedade sem medicação.

Às vezes, o ruído à nossa volta é tanto que só apetece mergulhar. Desligar do mundo por instantes. Voltar ao silêncio de...
12/06/2026

Às vezes, o ruído à nossa volta é tanto que só apetece mergulhar. Desligar do mundo por instantes. Voltar ao silêncio de onde viemos: água, calma, proteção.
Talvez por isso a água acalme tanto. Porque o corpo reconhece nela um lugar antigo de paz.

Há dias em que a vida corre como este rio: cheia, turva, intensa, impossível de controlar.Nem sempre precisamos de saber...
29/04/2026

Há dias em que a vida corre como este rio: cheia, turva, intensa, impossível de controlar.
Nem sempre precisamos de saber para onde tudo vai. Basta aceitar a força da corrente e lembrar que até as águas mais agitadas continuam a encontrar caminho.
Que saibamos atravessar os dias difíceis sem perder o nosso rumo interior.Que saibamos fluir, mesmo quando tudo parece transbordar.

Não levar a peito ajuda a viver e é um exercício de amor-próprio. Retira dos outros um poder que nunca foi seu sobre a f...
27/03/2026

Não levar a peito ajuda a viver e é um exercício de amor-próprio. Retira dos outros um poder que nunca foi seu sobre a forma como uma pessoa se vê.

Não levar a peito que alguém não goste de si é lembrar-se de que a sua opinião não define o seu valor.

E pode ser uma forma de resistência. Especialmente quando existe afeto de um lado que não é reciprocado. Nesse caso, não levar a peito é proteger-se da ilusão que vive da esperança — que deveria ser a primeira, e não a última, a morrer.

Não levar a peito também ajuda a dissolver o egocentrismo, porque a crítica e o desprezo dizem mais sobre quem os expressa do que sobre quem os recebe.

Por isso, não leve a peito.
Antes, devolva ao remetente tudo o que não é seu.

Resistência ou rendição?Ocorreu-me, a propósito de acontecimentos recentes, que é fundamental e decisivo saber quando re...
16/03/2026

Resistência ou rendição?

Ocorreu-me, a propósito de acontecimentos recentes, que é fundamental e decisivo saber quando resistir e quando se render.

É necessário resistir quando algo depende da nossa ação, quando insistir faz sentido e tem um propósito justo e válido.

Mas há momentos em que insistir em resistir é apenas prolongar o desgaste e dirigir um convite à frustração. Não se vê luz ao fundo do túnel em situações que não dependem da nossa vontade, do nosso esforço ou do nosso controlo. E aí, render-se e confiar no curso dos acontecimentos é um ato de inteligência.
Não é passividade. É discernimento.

Confiar que o que tiver de ser será é reconhecer limites, não é fatalismo. É saber escutar a bússola mais fiável que temos, a intuição, porque distingue a resistência da pura teimosia.

A sabedoria está em compreender quando é benéfico fazer mais um esforço — e quando é melhor deixar ir. Resistir nem sempre é força, pode ser estupidez. Há momentos em que a decisão mais sábia é a rendição. E eu, muitas vezes, prefiro render-me a sacrificar-me, sobretudo quando a causa não merece.

Chamo-lhe autocuidado e preservação de uma energia que não é inesgotável.

E a quem leu este texto, eu pergunto: está perante algo que ainda pede resistência… ou já chegou o momento de confiar e deixar ir?
Deixe resposta nos comentários.

Em que mundo vivemos hoje, em que celebrar o Dia da Mulher é um ato simbólico, mas também (e ainda) uma necessidade?Em q...
08/03/2026

Em que mundo vivemos hoje, em que celebrar o Dia da Mulher é um ato simbólico, mas também (e ainda) uma necessidade?

Em que mundo vivemos em que a misoginia se mostra mais agressiva e perniciosa do que nunca?

Talvez precisamente porque quanto maior a necessidade de diminuir, perseguir ou silenciar, maior é o reconhecimento de que a mulher é uma força intrinsecamente indomável. Mesmo quando não o pode demonstrar abertamente, essa característica nunca a abandona.

A misoginia não nasce da superioridade. Nasce do medo e do desconforto face ao poder da mulher que não se compreende nem se controla.
Um poder de quem pode ser, ao mesmo tempo, firme, guerreira, cuidadora e profundamente humana.

O que celebras quando celebras o Dia da Mulher?

Resistência?
Liberdade?
A capacidade de criar, transformar, amar, cuidar?

Ou celebras simplesmente o facto de as mulheres continuarem, com determinação, a ocupar o seu lugar no mundo — um lugar que é seu por direito?

Sabemos que pertencemos ao mundo.
E que o nosso lugar e a nossa pertença são inegociáveis.

Nesta ordem de ideias, celebrar a mulher é, em certa medida, uma redundância.

Há momentos em que, de repente, voltamos a ser crianças, por circunstâncias ou pessoas que despoletam alegria pura, inoc...
02/03/2026

Há momentos em que, de repente, voltamos a ser crianças, por circunstâncias ou pessoas que despoletam alegria pura, inocente, ingénua. Outras vezes por acontecimentos que nos tocam num lugar fundo e nos remetem ao abandono, desproteção, vulnerabilidade.
É nestes momentos que importa prestar atenção, porque nem sempre estamos a reagir apenas ao presente.
Quando a dor emocional é profunda, súbita e até desproporcional, é importante perguntar:
O que é que isto me faz lembrar?
Quando é que já me senti assim?
E as respostas surgem. E revelam que aquela emoção não começou ali, apenas foi ativada.
Cuidar da criança interior é reconhecer uma parte de nós antiga que foi convocada, e precisa de acolhimento e de resgate. Ir ao encontro dela, dar-lhe colo e dizer “eu estou aqui”. O resultado pode ser surpreendente.

Recentemente fui colocada numa situação inusitada, onde uma pessoa ultrapassou os limites básicos da urbanidade e da cor...
17/02/2026

Recentemente fui colocada numa situação inusitada, onde uma pessoa ultrapassou os limites básicos da urbanidade e da correção.

Partilho isto porque vejo muitas pessoas, em contexto terapêutico, presas a um dilema: quando são desrespeitadas, sentem indignação — mas quase de imediato tentam anulá-la. Como se, por serem boas pessoas, perdessem o direito ao protesto. Como se, para manter a dignidade e não “levantar ondas”, tivessem de engolir em silêncio.

Não é verdade. Considero que ser boa pessoa não é ser permissiva. Não é aceitar o inaceitável, muito menos normalizar o que não pode ser normalizado.

A indignação saudável é um sinal interno de que foram ultrapassados limites, que precisam de ser repostos. É autopreservação. Ignorar esse sinal para desculpar a desfuncionalidade dos outros é abandonar-se a si.

Enfrentar quem deve ser enfrentado, com firmeza e sem agressividade, é um ato de coragem e coerência.

Por isso defendo que não há conflito entre empatia e limites. Entre a bondade e a correção.

Dizer “isto não está certo” não nos torna piores pessoas. Torna-nos pessoas inteiras.

Há forças que não brilham ao sol. Revelam-se no peso dos dias difíceis.
07/02/2026

Há forças que não brilham ao sol. Revelam-se no peso dos dias difíceis.

Ainda sobre o narcisismo …A maior parte das pessoas que lida de perto com um narcisista — começa, pouco a pouco, a duvid...
06/02/2026

Ainda sobre o narcisismo …

A maior parte das pessoas que lida de perto com um narcisista — começa, pouco a pouco, a duvidar de si. E, com o tempo, a duvidar da própria sanidade mental.

Não por fragilidade, mas como consequência de manipulação que planta a semente da dúvida e da insegurança. Chama-se a isto gaslighting.

O termo nasceu do filme Gaslight (George Cukor, 1944), protagonizado por Ingrid Bergman. A casa onde a personagem vivia era iluminada a gás, e o marido alterava sistematicamente, e sem o seu conhecimento, a intensidade da luz, causando a diminuição da luminosidade sem causa aparente; mudava o sítio de objetos seus, tentando convencer a esposa que era tudo imaginação sua, com o intuito de a internar compulsivamente num hospício por alegada insanidade, para se apoderar dos seus bens.

Negava todas as alterações repetidamente. Num ataque sistemático à sua confiança em si mesma, até ela começar a duvidar do que via, do que sentia, do que percebia.

É exatamente isso que acontece no narcisismo relacional. O gaslighting não é um mal-entendido. É distorcer a realidade para dominar e confundir.

A realidade é constantemente reescrita até que a outra pessoa comece a perguntar-se: “será que estou a exagerar?”, “será que percebi mal?”, “o problema sou eu?”

Tal como no filme, o efeito não surge de um episódio isolado, mas da repetição. E quem está do outro lado perde o centro.

A saída está em voltar a confiar no que se vê, no que se sente e no que se sabe, com apoio especializado e distância.

E duvidar, sim, das “boas” intenções de quem plantou a dúvida.

Para ganhar de novo o controlo — e, com ele, a lucidez. Tudo começa pela consciencialização e pelo reconhecimento da manipulação e dos danos causados.

Para que serve, afinal, o processo terapêutico?Não é para atingir a perfeição, nem para alcançar o nirvana. Não é para f...
04/02/2026

Para que serve, afinal, o processo terapêutico?

Não é para atingir a perfeição, nem para alcançar o nirvana. Não é para ficar desprovido de emoções, imune à dor, indiferente ou insensível.

O processo terapêutico serve para sarar feridas emocionais, superar traumas e integrar experiências. Serve para que, à medida que a vida vai acontecendo, exista mais resiliência, mais estrutura interna, mais arcaboiço emocional.

É um caminho que desenvolve autocuidado e autoconhecimento. Duas alavancas indispensáveis para que cada pessoa se torne líder de si mesma, para saber que lugar ocupa, o que sente e como responder.

Num tempo em que o mundo “lá fora” se apresenta instável, imprevisível e caótico, a terapia ajuda a manter-se no seu centro. A não se perder, a saber navegar o caos.

Endereço

Largo Mouzinho De Albuquerque (Soldado Desconhecido), Nº 115 – 1º G
Viseu
3500-160

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