06/06/2022
Em maio do ano passado, finalmente, foi sancionada a lei que amplia o Teste do Pezinho no SUS.
Uma conquista importante da comunidade rara que, mudará a vida de milhares de crianças.
Em 2001 foi criado no Brasil o Programa Nacional de Triagem Neonatal. Todo bebê que nasce no Brasil tem direito a realizar, gratuitamente, os chamados “exames da triagem neonatal”: teste do pezinho, teste do olhinho, teste da orelhinha, teste da linguinha e teste do coraçãozinho.
Atualmente, na maioria das maternidades da rede publica do país, o Teste do Pezinho, ainda detecta apenas seis doenças.
À medida que pesquisas, estudos de fármacos e terapias gênicas que tratam as síndromes genéticas raras e metabólicas avançam, é necessário também investir em processos que agilizem o diagnóstico para que possamos intervir o mais cedo possível reduzindo as complicações e sequelas e, sobretudo, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
O Teste do Pezinho é um exame simples, realizado entre o 3° e 5° dia de vida do bebê, a partir de uma gotinha de sangue retirada do calcanhar. Com essa amostra, se houver alguns apontamentos, poderemos seguir para uma investigação genética mais precisa.
A partir da data da sansão da nova lei 14.154/2021, o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, solicitou o prazo de 365 dias para a lei entrar em vigor, alegando que precisaria estruturar laboratórios e maternidades.
Algumas maternidades municipais já oferecem o exames gratuitamente e especialistas afirmam que não há mais motivos para a demora da implementação dos exames completos. Agora, com o prazo que nos foi dado encerrado, precisamos cobrar.
O teste do pezinho ampliado é Lei!
Saúde pública é um direito do cidadão previsto em nossa constituição e investir em prevenção transforma histórias e vidas.
O teste do pezinho ampliado é uma questão de saúde pública e também de gestão de recursos.
Pois quanto mais cedo detectarmos uma patologia grave, menores serão os gastos com terapias, equipamentos, atendimento com profissionais especialistas e até cirurgias.
Diagnóstico precoce salva vidas!