30/07/2026
Você já percebeu quanto tempo gastamos tentando controlar o que nunca esteve nas nossas mãos?
Controlar o que os outros vão pensar. Controlar o resultado de uma competição. Controlar se uma oportunidade vai dar certo. Controlar todas as emoções antes de tomar uma decisão importante.
A busca pelo controle nasce de uma intenção legítima: queremos nos sentir seguros. O problema é que, quando tentamos controlar o que está fora do nosso alcance, frequentemente aumentamos a ansiedade em vez de diminuí-la.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental, aprendemos a diferenciar aquilo que está sob nossa influência daquilo que pertence ao campo da incerteza. E essa distinção muda a forma como lidamos com os desafios.
Não é sobre desistir ou ser passivo.
É sobre direcionar energia para aquilo que realmente pode ser feito no momento presente.
No esporte isso aparece com frequência.
Um atleta não controla a arbitragem, o desempenho do adversário, o clima ou o resultado final da prova.
Mas pode controlar a preparação, a estratégia, a recuperação, a forma como responde aos próprios pensamentos e a decisão de continuar presente, mesmo quando as coisas não acontecem como o esperado.
Na vida acontece da mesma maneira.
Talvez você não consiga controlar tudo o que acontece ao seu redor, mas pode escolher como responder ao que acontece.
E, muitas vezes, é justamente nessa escolha que encontramos mais equilíbrio.
Hoje, vale a pena se perguntar:
Em que situação da minha vida estou tentando controlar o incontrolável, enquanto deixo de investir energia naquilo que realmente depende de mim?
Se essa reflexão fez sentido para você, salve este post para reler nos dias em que a ansiedade pedir controle como garantia de segurança.
Compartilhe com alguém que talvez precise lembrar que viver bem não signif**a controlar tudo. Signif**a aprender a responder melhor ao que a vida apresenta.