Clínica Bayit Rachem de Hipno-análise.

Clínica Bayit Rachem de Hipno-análise. Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Clínica Bayit Rachem de Hipno-análise., Serviço de saúde alternativa e holística, Rua Dr. Laudelino de Abreu 135, Jardim Santa Terezinha, Jaú.

Paulo Rachem

psicanalista clínico e Hipnoterapeuta

Ajudo você a compreender e superar conflitos emocionais, ansiedade, traumas emocionais, traumas, e dificuldade nos relacionamentos através da psicanálise e da hipnose clínica.

13/07/2026

Compulsão a repetição
Você já percebeu que algumas pessoas parecem viver a mesma história com personagens diferentes?
Trocam de emprego, de cidade, de parceiro... mas a dor continua a mesma.
Na psicanálise, isso recebe o nome de compulsão à repetição. Não repetimos porque queremos sofrer. Repetimos porque uma parte inconsciente acredita que, desta vez, o final será diferente.
Quem foi abandonado pode buscar, sem perceber, relações onde o abandono volte a acontecer. Quem nunca se sentiu valorizado pode viver tentando conquistar pessoas incapazes de amar. A cena muda. O roteiro permanece.
Enquanto a ferida não encontra palavras, ela encontra maneiras de se repetir.
O objetivo da análise não é impedir que você viva, mas ajudá-lo a enxergar o roteiro invisível que conduz suas escolhas. Porque aquilo que é inconsciente governa nossa vida até que seja reconhecido.

Talvez o seu problema não seja o destino. Talvez seja a história que insiste em se repetir.

Paulo Rachem – Psicanalista Clínico


Existe uma tragédia silenciosa na condição humana: não é a falta de felicidade, mas a dificuldade de suportá-la.O homem ...
08/07/2026

Existe uma tragédia silenciosa na condição humana: não é a falta de felicidade, mas a dificuldade de suportá-la.
O homem costuma acreditar que o sofrimento lhe foi imposto pelo mundo. A psicanálise, porém, mostra algo mais desconfortável: muitas vezes somos nós que interrompemos o movimento justamente quando estamos prestes a tocar aquilo que mais desejamos.
Nessa releitura de A Criação de Adão, o espaço entre os dedos deixa de representar a distância entre Deus e o homem. Passa a representar a distância que o próprio homem cria entre si e a vida.
O dedo prolongado desenhado pelo artista parece fazer uma pergunta incômoda:
"Se o caminho até a plenitude é tão curto... por que insistimos em não percorrê-lo?"
Talvez porque viver plenamente seja muito mais assustador do que sofrer.
A psicanálise conhece bem esse fenômeno. Freud chamou de compulsão à repetição: o sujeito volta, inúmeras vezes, aos mesmos fracassos, às mesmas perdas, aos mesmos relacionamentos impossíveis, porque o conhecido, ainda que doloroso, é menos ameaçador que o novo.
Lacan radicaliza essa ideia ao mostrar que o sujeito muitas vezes organiza sua identidade em torno da falta. Há pessoas que sabem sofrer, mas nunca aprenderam a receber amor. Sabem desejar, mas não sabem possuir. Sabem sonhar, mas entram em pânico quando o sonho começa a se realizar.
Talvez seja isso que esse dedo desenhado represente.
Ele não aproxima Deus do homem.
Ele aproxima o homem dele mesmo.
Porque Deus, aqui, não é um personagem religioso.
Deus é o orgasmo que nunca se permite sentir.
É o amor que se abandona antes de florescer.
É o sucesso sabotado no último instante.
É a paz que parece estranha demais para quem passou a vida vivendo em guerra.
É a liberdade que assusta quem aprendeu a sobreviver preso.
No fundo, talvez o maior pecado não seja desejar demais.
Talvez seja recusar aquilo que a própria existência insiste em oferecer.
E talvez a clínica psicanalítica seja exatamente isso: ajudar alguém a perceber que nunca foi Deus quem retirou a mão. Foi o próprio sujeito que, por medo de viver, aprendeu a manter um milímetro de distância daquilo que poderia transformá-lo para sempre.

04/07/2026


03/07/2026

03/07/2026

Será que a depressão é fruto da mente ociosa? As pessoas costumam pensar: "Se a cabeça estiver ocupada e o corpo trabalhando, a tristeza não encontra espaço."

Mas a clínica, e a própria experiência de quem sofre, revela uma realidade muito mais complexa e dolorosa. A depressão não escolhe quem tem tempo livre. Muitas vezes, ela habita justamente a vida daqueles que não param um segundo.
Sob uma perspectiva psicanalítica, especialmente na tradição lacaniana, a depressão não se reduz à falta de atividade. Ela pode representar um enfraquecimento da capacidade de desejar, de investir afetivamente na vida e de encontrar sentido na própria existência.
Na cultura do rendimento em que vivemos, fomos ensinados a medir nosso valor pela nossa utilidade. O resultado? Um exército de pessoas que funcionam perfeitamente por fora, mas que, por dentro, sentem-se cada vez mais distantes de si mesmas.

A depressão muitas vezes se esconde atrás de:
• Metas profissionais alcançadas com excelência.
• Rotinas exaustivas de cuidado com a família.
• Uma presença social impecável e aparentemente feliz.

Quem está deprimido não precisa que lhe digam para "ir trabalhar" ou "ocupar a mente".

Na maioria das vezes, ele já faz isso — e, não raramente, em excesso.
O trabalho, os compromissos e a produtividade podem se transformar em uma tentativa silenciosa de anestesiar um sofrimento que insiste em permanecer.
O esgotamento do corpo pode até silenciar a dor por algum tempo, mas dificilmente alcança sua origem.

Reduzir a dor psíquica à preguiça, à falta de força de vontade ou à ociosidade é desumanizar quem já está vivendo no limite das próprias forças.

A depressão não é uma escolha. Trata-se de um sofrimento complexo, construído pela interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais, que merece acolhimento e tratamento, não julgamento.

Compreender que o sofrimento não respeita agendas nem produtividade é um dos primeiros passos para construir uma escuta verdadeiramente humana.

Se a sua rotina está cheia, mas o seu desejo parece vazio, talvez seja hora de interromper, ainda que por um instante, a necessidade constant

22/06/2026



Muita gente pergunta:

"Mas falar resolve alguma coisa?"

Depende.

Conversar não é a mesma coisa que elaborar.

Desabafar não é a mesma coisa que compreender.

Na terapia, o objetivo não é simplesmente contar a sua história.

É descobrir como a sua história continua vivendo dentro de você.

Porque muitas vezes a depressão não nasce apenas do que aconteceu.

Ela nasce da forma como você precisou se adaptar ao que aconteceu.

E quando aquilo que estava sem palavras finalmente encontra um nome, algo começa a mudar.

Nem sempre rápido.

Nem sempre é fácil.

Mas profundamente.

Talvez você não precise apenas de mais força.

Talvez precise de um espaço onde possa finalmente entender o que o seu sofrimento está tentando dizer.

E esse pode ser o começo de uma transformação que nenhum remédio, sozinho, consegue oferecer.

19/06/2026

Muita gente tenta sair da depressão brigando com ela.
Se obrigando.
Se cobrando.
Se culpando.
Dizendo para si mesma:
"Eu preciso reagir."
"Eu preciso ser forte."
"Eu preciso parar de pensar nisso."
Mas existe um problema.
Você não resolve um sofrimento profundo apenas mandando ele embora.


18/06/2026

Existe uma crença muito comum.

"A de que o tempo cura tudo."
Mas a verdade é que nem sempre o tempo cura.
Às vezes ele apenas esconde.
Tem pessoas que passaram anos dizendo:

"Já superei."

"Já esqueci."

"Isso não me afeta mais."

Mas o corpo continua pesado.
A vida continua sem brilho.
O vazio continua lá.
Porque aquilo que é evitado não desaparece.
Aquilo que é empurrado para longe muitas vezes continua trabalhando em silêncio.
A questão não é o que aconteceu com você.
A questão é:
O que você precisou fazer consigo mesmo para sobreviver ao que aconteceu?
E talvez a resposta para essa pergunta seja muito mais importante do que você imagina.
No próximo vídeo vou falar sobre um dos maiores equívocos que as pessoas cometem quando tentam sair da depressão.


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