26/10/2026
Ler esses artigos virou uma chave na minha cabeça e desde então minha prática clínica nunca mais foi a mesma! ⏩⏩⏩
Aquele paciente vem com exame mostrando ruptura total de supra espinhal e reclamando de dor e perda de função. O que fazer?
Antes de olhar única e exclusivamente para ombro, que tal ver a cervical? Partes moles? Rigidez? Postura? Escápulas? Isso tem uma influência que a gente não imagina.
É justamente por isso que exames de imagem não devem ser interpretados isoladamente. Muitas pessoas apresentam alterações estruturais importantes sem sintomas, enquanto outras sentem dor signif**ativa sem que os achados de imagem expliquem completamente o quadro.
Meu raciocínio clínico e meus resultados na reabilitação mudaram signif**ativamente quando comecei a enxergar o paciente para além da queixa.
E essa é uma das coisas que a prática baseada em evidências nos ensina: não trate apenas o sintoma. Investigue, raciocine e reabilite com propósito.
Esse artigo foi, sem dúvida, um divisor de águas na minha prática clínica.
Até hoje, me questiono como terminei a graduação sem compreender com clareza o que são os fenótipos de dor e como identificá-los na prática.
Durante muito tempo, tratar pacientes com dor aguda ou crônica foi um grande desafio. Eu tinha dificuldade em alcançar resultados satisfatórios e, muitas vezes, sentia que minhas intervenções não produziam a evolução que eu esperava.
Isso tem mudado. E não, não foi da noite para o dia, porque trabalhar com dor continua sendo desafiador.
A mudança começou quando passei a compreender a dor como uma experiência complexa e multifatorial, a reconhecer que nem todas as dores são iguais e que o tratamento vai MUITO além da prescrição de exercícios.
Entender se a dor apresenta características nociceptivas, neuropáticas ou nociplásticas muda a forma como raciocinamos clinicamente, estabelecemos prioridades e planejamos a reabilitação.
Além disso, amplia nosso olhar para fatores como sono, saúde emocional, alimentação e contexto de vida, que podem influenciar signif**ativamente a experiência dolorosa e sua modulação.
Não se trata de abandonar os exercícios, mas de entender que o exercício é parte do trat