26/04/2026
Nem sempre fui esta educadora.
Durante muito tempo, olhava mais para o comportamento do que para a criança. Via a birra, o conflito, a dificuldade em cumprir um limite… mas nem sempre conseguia ver o que estava por trás disso.
A educação consciente trouxe-me um novo olhar.
Fez-me perceber que por trás de cada comportamento existe uma necessidade, uma emoção, um pedido de ajuda, mesmo quando ele não vem em palavras.
Aprendi a observar mais e a reagir menos. A escutar antes de corrigir. A colocar limites com mais firmeza e, ao mesmo tempo, com mais respeito.
Também a minha comunicação mudou. Tornou-se mais assertiva, mais consciente da forma como as minhas palavras chegam à criança.
Hoje continuo a aprender todos os dias.
Porque educar com consciência não é ser perfeita — é estar disponível para rever, ajustar e crescer.
E foi aí que tudo começou a fazer mais sentido: para mim e para as crianças.