30/10/2026
O Respiron virou o "remédio" da fisioterapia respiratória: pós-operatório, pneumonia, atelectasia, "pra ganhar força"… Todo mundo sai com um debaixo do braço.
Só que a evidência conta outra história:
🔹 Ele é orientado a fluxo: as bolinhas medem velocidade, não volume. O paciente aprende a "ganhar do aparelho", não a encher o pulmão.
🔹 Força exige carga conhecida, individual e progressiva. Ele não tem nenhuma das três.
🔹 No pós-operatório, a Cochrane não encontrou benefício na prevenção de complicações pulmonares.
🔹 Na pneumonia, o alvéolo está cheio, não fechado.
🔹 Na atelectasia, a própria diretriz da AARC não recomenda o uso de rotina.
Não é sobre demonizar um aparelho. É sobre parar de prescrever no automático e começar pelo objetivo: expandir, fortalecer ou limpar a via aérea.
Cada um tem a sua ferramenta.
Fisio, a reabilitação cardiopulmonar f**a muito mais interessante quando a gente entende o porquê de cada escolha.
Vem aprender o que a evidência mostra. ❤️💫
Salve para consultar depois!