24/09/2026
Hoje no 1.º plenário da 3.ª edição do Health Parliament Portugal🇵🇹, e como deputada da comissão de prevenção e diagnóstico, tive 3 minutinhos para me apresentar e identificar algumas das medidas que proponho neste parlamento. Infelizmente o tempo foi muito curtinho (e eu sei que tenho de trabalhar nos meus “ah” e “em”s quando estou sob alguma pressão! 🤪), mas quis focar em 3 aspetos essenciais para mim:
1️⃣A medicina genómica não se faz apenas com máquinas, faz-se com quem sabe interpretar e comunicar riscos a famílias inteiras. É urgente que se regulamente a profissão e crie a carreira de Aconselhador Genético em Portugal. Estes profissionais, que aliás Portugal já qualifica a nível de mestrado, são fundamentais integrados em equipas hospitalares, para validar histórias familiares, realizar aconselhamento pré e pós-teste e orientar te**es em cascata, atuando em articulação com os Médicos Geneticistas e podendo ainda servir de consultores de apoio direto aos Médicos de Família nos centros de saúde.
2️⃣ Levar a genómica preventiva para a proximidade das ULS. Isto significa introduzir ferramentas de estratificação de risco, como os Scores de Risco Poligénico, para apoiar a decisão nos rastreios oncológicos e cardiovasculares, e aplicar painéis de farmacogenómica na prescrição eletrónica habitual para antecipar reações adversas a medicamentos e otimizar custos com terapêuticas ineficazes.
3️⃣ Circuitos de governação clínica e literacia. Países como a Estónia e o Reino Unido mostram-nos que a devolução de resultados de projetos populacionais aos utentes só funciona com regras éticas claras, recontacto e literacia em saúde e genética, garantindo que o cidadão compreende efetivamente o significado da sua informação genética.
A medicina genómica vai ser a base da prevenção na próxima década. A escolha não é entre aplicá-la ou não, mas sim se a vamos implementar a tempo, com equidade e sustentabilidade para todos os utentes.
Acompanhem a minha jornada pelo HPP!