13/10/2026
PRÓPOLIS NÃO É UM PRODUTO ÚNICO
E, cada vez mais, novos tipos de própolis são descobertos.
E o Brasil, com sua enorme biodiversidade, ainda guarda muitos desses “tesouros químicos” pouco explorados.
UMA DELAS É A PRÓPOLIS ÂMBAR
Um raro tipo de própolis, de coloração âmbar, foi encontrada no Pampa gaúcho, no Sul do Brasil (mais especificamente na região da Campanha Gaúcha, em São Gabriel).
Produzida pelas abelhas Apis mellifera a partir das resinas da vegetação local, ela apresenta um perfil químico diferente das própolis mais conhecidas — e pode esconder moléculas ainda pouco exploradas pela ciência.
O QUE HÁ DE DIFERENTE?
A própolis âmbar foge do padrão das própolis tradicionais, geralmente ricas em compostos fenólicos e flavonoides.
Sua composição é predominantemente formada por terpenos (60–70%).
Em outras palavras: trata-se de um verdadeiro “quimiotipo” de própolis.
E isso pode ser biologicamente relevante.
Principalmente porque a atividade da própolis âmbar não parece depender apenas de seus compostos fenólicos — um achado que desafia o paradigma tradicional de que a atividade da própolis está necessariamente ligada ao seu conteúdo fenólico, e amplia a busca por outros componentes biologicamente ativos.
E QUAIS EFEITOS BIOLÓGICOS FORAM OBSERVADOS?
• atividade antibacteriana superior à própolis verde contra S. aureus;
• efeito citotóxico em linhagens de leucemia (K562, Jurkat e U937);
• indução de apoptose e parada do ciclo celular em G2/M nas células estudadas
A própolis âmbar ainda pode guardar importantes descobertas.
Ela abre uma verdadeira “caixinha de surpresas” química — mostrando que os bioativos da própolis podem ir muito além dos compostos fenólicos.
Referência:
Doi: 10.3390/molecules31183143